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	<title>O Buscador Errante &#187; teóricos</title>
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	<description>Quando achei que encontraria respostas, mudaram todas as perguntas.</description>
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		<title>Skinner</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Aug 2009 01:23:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Pedrassoli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[behaviorismo]]></category>
		<category><![CDATA[biografias]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Skinner]]></category>
		<category><![CDATA[teóricos]]></category>

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		<description><![CDATA[Biografia de Skinner, Vida e Obra de Burrhus Frederic Skinner (1904-1990), Linha do tempo e principais influenciadores.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="photo-citation">
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 170px"><img class=" " title="B. F. Skinner" src="/wp-img/skinner.jpg" alt="Burrhus Frederic Skinner (1904-1990)" width="160" /><p class="wp-caption-text">Burrhus Frederic Skinner (1904-1990)</p></div>
<p>&#8220;Quando atentamos para o que a ciência tem a nos oferecer, não encontramos muito que sustente de modo reconfortante o ponto de vista ocidental tradicional. A hipótese de que o homem não é livre é essencial para a aplicação do método científico ao estudo do comportamento humano.&#8221; &#8212; B. F. Skinner, Science and Human Behavior, p.447</p>
<p>&#8220;O poeta cria, origina, inicia algo chamado &#8216;poema&#8217;, ou o seu comportamento é meramente o produto de suas histórias genética e ambiental?&#8221; &#8212; B. F. Skinner</p>
<p>&#8220;Eu creio que uma análise científica do comportamento deve supor que o comportamento de uma pessoa está controlado por suas histórias genética e ambiental, e não pela pessoa mesma como agente iniciador e criativo; [...] não podemos provar que o comportamento humano como um todo está completamente determinado, mas esta proposição vai-se fazendo mais plausível à medida em que se acumulam os fatos, e creio que há chegado ao ponto em que se deve considerar seriamente suas implicações.&#8221; &#8212; B. F. Skinner</p></div>
<h3>Biografia</h3>
<p>Skinner nasceu no dia 20 de Março de 1904 em Susquehanna, Pensilvânia, onde viveu até ir para o colégio. Segundo seu próprio relato, seu ambiente da infância era estável e não lhe faltou afeto. Ele frequentou o mesmo ginásio onde seus pais haviam estudado; havia apenas sete outros alunos em sua sala ao final do curso. Ele gostava da escola e era o primeiro a chegar todas as manhãs. Quando criança e adolescente, gostava de construir coisas: trenós, carrinhos, jangadas, carrosséis, atiradeiras, modelos de aviões e até um canhão a vapor com o qual atirava buchas de batata e cenoura nos telhados dos vizinhos. Passou anos tentando construir uma máquina de movimento perpétuo. Também tinha interesse pelo comportamento dos animais. Lia muito sobre eles e mantinha um estoque de tartarugas, cobras, lagartos, sapos e esquilos listrados. Numa feira rural, ele observou certa vez um bando de pombos numa apresentação; anos mais tarde, ele treinaria essas aves para realizar uma variedade de façanhas.</p>
<p>A conselho de um amigo de família, Skinner se matriculou no Hamilton College de Nova York. Ele escreveu:</p>
<p class="citation">“Nunca me adaptei à vida de estudante. Ingressei numa fraternidade acadêmica sem saber do que se tratava. Não era bom nos esportes e sofria muito quando as minhas canelas eram atingidas no hóquei sobre o gelo ou quando melhores jogadores de basquete faziam tabela na minha cabeça&#8230; Num artigo que escrevi no final do meu ano de calouro, reclamei de que o colégio me obrigava a cumprir exigências desnecessárias (uma delas era a presença diária na capela) e que quase nenhum interesse intelectual era demonstrado pela maioria dos alunos. No meu último ano, eu era um rebelde declarado”.</p>
<p>Como parte dessa revolta, Skinner instigava trotes que muito perturbaram a comunidade acadêmica e se entregava a ataques verbais aos professores e à administração. Sua desobediência continuou até o dia da graduação, quando na abertura das cerimônias, o diretor o alertou, e aos seus amigos, que, se não se comportassem, não colariam grau.</p>
<p>Ele se formou em inglês, recebeu a chave simbólica da Phi Beta Kappa e manifestou o desejo de tornar-se escritor. Quando criança, tinha escrito poemas e histórias, e, em 1925, num curso de verão de sobre redação, o poeta Robert Frost fizera comentários favoráveis sobre seu trabalho. Durante dois anos depois da formatura, Skinner dedicou-se a escrever e então decidiu que não tinha “nada importante a dizer”. Sua falta de sucesso como escritor o deixou tão desesperado que ele pensou em consultar um psiquiatra. Considerou-se um fracasso e estava com sua auto-estima abalada. Também estava desapontado no amor; ao menos uma meia dúzia de jovens havia rejeitado suas investidas, deixando-o com o que ele descreveu como intensa dor física. Skinner ficou tão perturbado que gravou a inicial do nome de uma mulher no braço, onde ela ficou durante anos.</p>
<p>Depois de ler sobre John B. Watson e Ivan Pavlov, Skinner decidiu transferir seu interesse literário pelas pessoas para um interesse mais científico. Em 1928, inscreveu-se na pós-graduação de psicologia em Harvard, embora nunca tivesse estudado psicologia antes. Foi para a pós-graduação, disse ele, “não porque fosse um adepto totalmente comprometido da psicologia, mas para fugir de uma alternativa intolerável”. Comprometido ou não, doutorou-se três anos mais tarde. Seu tema de dissertação dá um primeiro vislumbre da posição a que ele iria aderir por toda a sua carreira. Sua principal proposição era de que um reflexo não é senão a correlação entre um estímulo e uma resposta.</p>
<p>Depois de vários pós-doutorados, Skinner foi dar aulas na Universidade de Minnesota (1936–45) e na Universidade de Indiana (1945–47). Em 1947, voltou a Harvard. Seu livro de 1938, “O Comportamento dos Organismos”, descreve os pontos essenciais de seu sistema. Cinquenta anos mais tarde, esse livro foi considerado “um dos poucos livros que mudaram a face da psicologia moderna”, e ainda é muito lido. Seu livro de 1953, “Ciência e Comportamento Humano”, é o manual básico da sua psicologia<br />
comportamentalista.</p>
<p>Skinner manteve-se produtivo até a morte, aos oitenta e seis anos, trabalhando até o fim com o mesmo entusiasmo com que começara uns sessenta anos antes. Em seus últimos anos de vida, ele construiu, no porão de sua casa, sua própria “caixa de Skinner” – um ambiente controlado que propiciava reforço positivo. Ele dormia ali num tanque plástico amarelo, de tamanho apenas suficiente para conter um colchão, algumas prateleiras de livros e um pequeno televisor. Ia dormir toda noite às dez, acordava três horas depois, trabalhava por uma hora, dormia mais três horas e despertava às cinco da manhã para trabalhar mais três horas. Então, ia para o gabinete da universidade para trabalhar mais, e toda tarde retemperava as forças ouvindo música.</p>
<p>Aos sessenta e oito anos, escreveu um artigo intitulado “Auto-Administração Intelectual na Velhice”, citando suas próprias experiências como estudo de caso. Ele mostrava que é necessário que o cérebro trabalhe menos horas a cada dia, com períodos de descanso entre picos de esforço, para a pessoa lidar com a memória que começa a falhar e com a redução das capacidades intelectuais na velhice. Doente terminal com leucemia, apresentou uma comunicação na convenção de 1990 da APA, em Boston, apenas oito dias antes de morrer; nela, ele atacava a psicologia cognitiva. Na noite anterior à sua morte, estava trabalhando em seu artigo final, “Pode a Psicologia ser uma Ciência da Mente?”, outra acusação ao movimento cognitivo que pretendia suplantar sua definição de psicologia. Skinner morreu em 18 de Agosto de 1990.</p>
<p>Nenhum pensador ou cientista do século 20 levou tão longe a crença na possibilidade de controlar e moldar o comportamento humano como o norte-americano Burrhus Frederic Skinner (1904-1990). Sua obra é a expressão mais célebre do <a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2008/o-que-e-psicologia-para-leigos/" title="O que é psicologia (para leigos)" rel="bookmark">behaviorismo</a>, corrente que dominou o pensamento e a prática da psicologia, em escolas e consultórios, até os anos 1950. Skinner também é considerado o pai da corrente que foi denominada <em>behaviorismo radical</em>.</p>
<h3>Condicionamento operante</h3>
<p>O conceito-chave do pensamento de Skinner é o de condicionamento operante, que ele acrescentou à noção de reflexo condicionado, formulada pelo cientista russo Ivan Pavlov. Os dois conceitos estão essencialmente ligados à fisiologia do organismo, seja animal ou humano. O reflexo condicionado é uma reação a um estímulo casual. O condicionamento operante é um mecanismo que premia uma determinada resposta de um indivíduo até ele ficar condicionado a associar a necessidade à ação. É o caso do rato faminto que, numa experiência, percebe que o acionar de uma alavanca levará ao recebimento de comida. Ele tenderá a repetir o movimento cada vez que quiser saciar sua fome.</p>
<p>A diferença entre o reflexo condicionado e o condicionamento operante é que o primeiro é uma resposta a um estímulo puramente externo; e o segundo, o hábito gerado por uma ação do indivíduo. No comportamento respondente (de Pavlov), a um estímulo segue-se uma resposta. No comportamento operante (de Skinner), o ambiente é modificado e produz consequências que agem de novo sobre ele, alterando a probabilidade de ocorrência futura semelhante.</p>
<p>O condicionamento operante é um mecanismo de aprendizagem de novo comportamento &#8211; um processo que Skinner chamou de modelagem. O instrumento fundamental de modelagem é o reforço &#8211; a consequência de uma ação quando percebida por quem a pratica. Para o behaviorismo em geral, o reforço pode ser positivo (uma recompensa) ou negativo (ação que evita uma consequência indesejada). “No condicionamento operante, um mecanismo é fortalecido no sentido de tornar uma resposta mais provável, ou melhor, mais frequente”, escreveu o cientista.</p>
<h3>Sem livre-arbítrio</h3>
<p>Segundo Skinner, a ciência psicológica — e também o senso comum — costumava, antes do aparecimento do behaviorismo, apelar para explicações baseadas nos estados subjetivos por causa da dificuldade de verificar as relações de condicionamento operante — ou seja, todas as circunstâncias que produzem e mantêm a maioria dos comportamentos dos seres humanos. Isso porque elas formam cadeias muito complexas, que desafiam as tentativas de análise se elas não forem baseadas em métodos rigorosos de isolamento de variáveis.</p>
<p>Nos usos que projetou para suas conclusões científicas — em especial na educação — Skinner pregou a eficiência do reforço positivo, sendo, em princípio, contrário a punições e esquemas repressivos. Ele escreveu um romance, Walden II, que projeta uma sociedade considerada por ele ideal, em que um amplo planejamento global, incumbido de aplicar os princípios do reforço e do condicionamento, garantiria uma ordem harmônica, pacífica e igualitária. Num de seus livros mais conhecidos, Além da Liberdade e da Dignidade, ele rejeitou noções como a do livre-arbítrio e defendeu que todo comportamento é determinado pelo ambiente, embora a relação do indivíduo com o meio seja de interação, e não passiva. Para Skinner, a cultura humana deveria rever conceitos como os que ele enuncia no título da obra.</p>
<h3>Principais influenciadores</h3>
<p>Ivan Pavlov (1849-1936)</p>
<p>John B. Watson (1878-1958)</p>
<h3>Linha do Tempo</h3>
<table class="tb01" border="0">
<tbody>
<tr>
<td class="tb01" align="right">1904</td>
<td class="tb01" align="left">Em 23 de março, Burrhus Frederic Skinner nasce, na cidade de Susquehanna, Pensilvânia, Estados Unidos.</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01" align="right">1928</td>
<td class="tb01" align="left">Inicia a pós-graduação em Psicologia, em Harvard</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01" style="width: 76px;" align="right" valign="top">1936</td>
<td class="tb01" align="left">Casa-se com Yvonne Blue</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01" style="width: 76px;" align="right" valign="top">1936-1945</td>
<td class="tb01" align="left">Leciona na Universidade de Minnesota.</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01" style="width: 76px;" align="right" valign="top">1938</td>
<td class="tb01" align="left">Publica o livro <em>The Behavior of Organisms</em> (O Comportamento dos Organismos)</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01" style="width: 76px;" align="right" valign="top">1945-1947</td>
<td class="tb01" align="left">Leciona na Universidade de Indiana.</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01" align="right">1947</td>
<td class="tb01" align="left">Skinner e sua família mudam-se para Cambridge</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01" align="right">1948</td>
<td class="tb01" align="left">Começa a lecionar em Harvard, onde trabalhou até o fim da vida.</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01" align="right">1948</td>
<td class="tb01" align="left">Publica o livro <a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=122351&amp;ST=SE&amp;franq=129118" target="_blank">Walden Two</a>, em que idealiza uma sociedade do futuro, organizada segundo os princípios comportamentais que ele defendia.</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01" style="width: 76px;" align="right" valign="top">1953</td>
<td class="tb01" align="left">Publica o livro <em>Science and Human Behavior</em>(<a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=223451&amp;ST=SE&amp;franq=129118" target="_blank">Ciência e Comportamento Humano</a>)</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01" style="width: 76px;" align="right" valign="top">1957</td>
<td class="tb01" align="left">Publica o livro <em>Verbal Behavior</em> (<a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=16918&amp;ST=SE&amp;franq=129118" target="_blank">O Comportamento Verbal</a>)</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01" style="width: 76px;" align="right" valign="top">1957</td>
<td class="tb01" align="left">Publica, com C. B. Ferster, o livro <em>Schedules of Reinforcement</em>.</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01" style="width: 76px;" align="right" valign="top">1968</td>
<td class="tb01" align="left">Publica o livro <em>The Technology of Teaching</em> (Tecnologia do Ensino)</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01" style="width: 76px;" align="right" valign="top">1971</td>
<td class="tb01" align="left">Publica o livro <em>Beyond Freedom and Digntity</em> (Além da Liberdade e da Dignidade), que se tornou um best-seller nos Estados Unidos.</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01" style="width: 76px;" align="right" valign="top">1974</td>
<td class="tb01" align="left">Publica o livro <em>About Behaviorism</em> (<a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=60422&amp;ST=CN122351&amp;franq=129118" target="_blank">Sobre o Behaviorismo</a>)</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01" style="width: 76px;" align="right" valign="top">1976</td>
<td class="tb01" align="left">Publica o livro <em>Particulars of My Life: Part One of an Autobiography</em></td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01" style="width: 76px;" align="right" valign="top">1978</td>
<td class="tb01" align="left">Publica o livro <em>Reflections on Behaviorism and Society</em>.</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01" style="width: 76px;" align="right" valign="top">1979</td>
<td class="tb01" align="left">Publica o livro <em>The Shaping of a Behaviorist: Part Two of an Autobiography</em>.</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01" style="width: 76px;" align="right" valign="top">1983</td>
<td class="tb01" align="left">Publica o livro <em>A Matter of Consequences: Part Three of an Autobiography</em>.</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01" style="width: 76px;" align="right" valign="top">1983</td>
<td class="tb01" align="left">Publica, com M. E. Vaughan, o livro <em>Enjoy Old Age: A Program of Self-Management</em> (<a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=67108&amp;ST=SE&amp;franq=129118" target="_blank">Viva bem a velhice: Aprendendo a programar sua vida</a>)</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01" style="width: 76px;" align="right" valign="top">1987</td>
<td class="tb01" align="left">Publica o livro <em>Upon Further Reflection</em>.</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01" style="width: 76px;" align="right" valign="top">1989</td>
<td class="tb01" align="left">Publica o livro <em>Recent Issues in the Analysis of Behavior</em> (<a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=55330&amp;franq=129118" target="_blank">Questões Recentes na Análise Comportamental</a>)</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01" style="width: 76px;" align="right" valign="top">1990</td>
<td class="tb01" align="left">Em 18 de agosto morre, aos 86 anos, de leucemia.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3>Links Relacionados</h3>
<p>Associação de Análise do Comportamento (<a href="http://www.abainternational.org/" target="_blank">Association For Behavior Analysys</a>) &#8211; <a href="http://www.abainternational.org/" target="_blank">www.abainternational.org</a></p>
<p>B. F. Skinner Foundation &#8211; <a href="http://www.bfskinner.org/" target="_blank">www.bfskinner.org</a></p>
<p>Revista Brasileira de Análise do Comportamento (<a href="http://www.rebac.unb.br/" target="_blank">REBAC</a>)</p>
<p>Revista de Análise Experimental do Comportamento (<a href="http://seab.envmed.rochester.edu/jeab/index.html" target="_blank">Journal of the Experimental Analysis of Behavior</a>)</p>
<h3>Referências Bibliográficas</h3>
<p>FERRARI, Márcio. B. F. Skinner: O cientista do comportamento e do aprendizado. <strong>Revista Nova Escola</strong>. n.176, out/2004. Disponível em <a href="http://revistaescola.abril.com.br/historia/pratica-pedagogica/skinner-428143.shtml" target="_blank">http://revistaescola.abril.com.br/historia/pratica-pedagogica/skinner-428143.shtml</a>.</p>
<p>Schultz, Duane P; Schultz,<br />
Sydney E. <em>SCHULTZ. <a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=261929&amp;ST=SE&amp;franq=129118" target="_blank"><strong>História da Psicologia Moderna</strong></a></em>. 15. ed. São Paulo: Cultrix, 2002.</p>
<p>SKINNER, B. F. (1965) <a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=223451&amp;ST=SR&amp;franq=129118" target="_blank"><strong>Ciência e Comportamento Humano</strong></a>. São Paulo: Martins Fontes, 2003.</p>
<h3>Artigos Relacionados</h3>
<ul>
<li><a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2008/o-que-e-psicologia-para-leigos/" title="O que é psicologia (para leigos)" rel="bookmark">O que é psicologia (para leigos)</a></li>
</ul>
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		<title>Stanislav Grof</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jul 2009 23:31:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Pedrassoli</dc:creator>
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		<category><![CDATA[biografias]]></category>
		<category><![CDATA[Grof]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;O que havia começado como uma sondagem psicológica da psique inconsciente tornou-se automaticamente busca filosófica do significado da vida e jornada de descoberta espiritual.&#8221; &#8212; S. Grof, &#8220;Psicologia do Futuro&#8221;
&#8220;A imagem do cosmo como uma supermáquina gigante com características newtonianas, consistindo em blocos de construção separados (partículas elementares e objetos), deu lugar a uma visão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="photo-citation">
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 210px"><img class=" " title="Stanislav Grof" src="/wp-img/grof.jpg" alt="Stanislav Grof" width="200" /><p class="wp-caption-text">Stanislav Grof</p></div></p>
<p>&#8220;O que havia começado como uma sondagem psicológica da psique inconsciente tornou-se automaticamente busca filosófica do significado da vida e jornada de descoberta espiritual.&#8221; &#8212; S. Grof, &#8220;Psicologia do Futuro&#8221;</p>
<p>&#8220;A imagem do cosmo como uma supermáquina gigante com características newtonianas, consistindo em blocos de construção separados (partículas elementares e objetos), deu lugar a uma visão de campo unificado, um todo orgânico no qual tudo está significativamente interligado.&#8221; &#8212; S. Grof, &#8220;Quando o Impossível Acontece&#8221;</p>
<p>&#8220;O trabalho com estados holotrópicos nos mostra uma alternativa radical e surpreendente: a mobilização da inteligência interna profunda dos clientes, que guia o processo de cura e transformação.&#8221; &#8212; S. Grof, &#8220;Quando o Impossível Acontece&#8221;</p></div>
<h3>Biografia</h3>
<p>Stanislav Grof nasceu em Praga, na antiga Tchecoslováquia, em 1 de julho de 1931. É um dos pioneiros da <a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2008/psicologia-transpessoal/" title="Psicologia Transpessoal" rel="bookmark">Psicologia Transpessoal</a>, e um estudioso dos estados ampliados de consciência, sejam eles espontâneos ou induzidos por diversas técnicas. Entre as técnicas possíveis, Grof estudou especialmente as drogas psicodélicas, como o LSD, e as técnicas respiratórias. Depois de muitos anos de pesquisa, desenvolveu sua própria técnica: a <a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2009/respiracao-holotropica/" title="Respiração Holotrópica (por Stanislav Grof)" rel="bookmark">Respiração Holotrópica</a>, que combina um tipo específico de respiração, músicas, trabalho corporal e artístico, para fins terapêuticos e de autoconhecimento.</p>
<p>As descobertas de Stanislav Grof só foram possíveis devido a uma descoberta que havia sido feita em 1943. Em abril desse ano, um químico da indústria farmacêutica Sandoz acidentalmente intoxicou-se com uma substância que havia sintetizado pela primeira vez cinco anos antes, a partir de um fungo comumente encontrado nos campos de centeio. Ele teve então que interromper seu trabalho, pois foi tomado de ansiedade e tonturas, seguidas de um estado semelhante a um sonho, em que presenciou uma sequência incrível de imagens e de desenhos abstratos coloridos, durante cerca de duas horas.</p>
<p>Esse químico chamava-se Albert Hofmann e a substância era a dietilamida do ácido lisérgico, ou LSD. Dez anos depois desse incidente, a Universidade Karlova, em Praga, recebia amostras de LSD para fins de  pesquisa. A Sandoz dizia que a droga parecia provocar uma psicose temporária, e que portanto seria uma ferramenta útil no estudo das psicoses, entre outras possibilidades.</p>
<p>Nessa época, Stanislav Grof era estudante de medicina nessa universidade, e interessou-se em acompanhar sessões em que voluntários eram submetidos a observação após ingerirem LSD. O interesse de Grof nesse tempo girava em torno da psicanálise freudiana.</p>
<p>Em 1956, após sua graduação em medicina, Grof submeteu-se pessoalmente à sua primeira sessão com LSD. A experiência que teve, de alargamento da percepção, do contato com emoções ocultas, e as sensações de integração com o universo, foram tão intensas e pessoalmente transformadoras, que seu interesse pela psicanálise freudiana foi imediatamente obscurecido e Grof decidiu então se dedicar ao estudo dos estados ampliados de consciência.</p>
<p>De 1960 a 1967, Grof trabalhou no Departamento para o Estudo de Relações Interpessoais, no Instituto de Pesquisas Psiquiátricas em Praga. pesquisando o potencial terapêutico das substâncias psicodélicas. Nessa época, apenas a Suíça e a Tchecoslováquia produziam oficialmente LSD. Em março de 1967, Grof e seu irmão Paul deixam a Tchecoslováquia e vão tentar a vida na América do norte: Grof nos EUA e Paul no Canadá. Grof é convidado a trabalhar na Universidade John Hopkins, como médico e pesquisador. Nesse final da década de 1960 até o início da década de 1970, Grof estuda o efeito dos psicodélicos em pacientes com câncer terminal.</p>
<p>Em 1973, Grof é convidado a mudar-se para Big Sur, na Califórnia, para trabalhar no <a href="http://www.esalen.org/" target="_blank">Instituto Esalen</a>. Lá, ministra palestras e cursos, e continua suas pesquisas com psicodélicos. Entretanto, o LSD havia sido proibido nos EUA no mesmo ano em que Grof chegou a esse país, e foi ficando cada vez mais difícil conseguir a droga. Em 1975, ele conhece Christina, sua futura esposa, com quem passa a trabalhar em Esalen. Juntos, desenvolvem a <a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2009/respiracao-holotropica/" title="Respiração Holotrópica (por Stanislav Grof)" rel="bookmark">Respiração Holotrópica</a>, uma técnica que combina respiração, músicas, trabalho corporal e artístico, para induzir um estado de consciência semelhante àquele criado pelo consumo de LSD.</p>
<p>O termo &#8220;holotrópico&#8221; foi criado por Grof e significa aproximadamente &#8220;em direção ao todo&#8221;, em oposição a &#8220;hilotrópico&#8221; (&#8221;em direção às partes&#8221;), nosso estado comum de vigília. Grof afirma que no estado holotrópico, a pessoa tende a perceber o todo mais do que as partes. Ela pode então compreender as interconexões entre fatos, pessoas, sentimentos, e a partir dessa compreensão, consegue transformar positivamente sua vida.</p>
<p>Em 1977, Grof publica seu primeiro livro, chamado &#8220;Realms of the Human Unconscious: Observations from LSD Research&#8221; (sem tradução para o português), onde apresenta suas conclusões baseadas na observação de milhares de sessões de LSD, coletadas durante duas décadas. Nesse mesmo ano, funda a ITA &#8211; International Transpersonal Association. Em 1987, Grof deixa Esalen e passa a dedicar-se principalmente a divulgação de sua teoria e da Respiração Holotrópica. Em 1989, publica &#8220;Spiritual Emergency&#8221; (&#8221;Emergência Espiritual&#8221;), onde analisa casos em que pessoas entram espontaneamente em estados holotrópicos, como um processo natural de transformação pessoal.</p>
<p>No ano 2000, publicou &#8220;Psicologia do Futuro&#8221;, onde apresenta sua visão do que seria uma psicologia mais completa e mais profunda, tanto para fins terapêuticos como de autoconhecimento. Suas conclusões para esse livro foram baseadas em mais de 30 mil sessões conduzidas ou supervisionadas por ele.</p>
<p>Stanislav Grof atua atualmente como professor de Psicologia no California Institute for Integral Studies, em São Francisco e na Pacifica Graduate School, em Santa Barbara. Conduz seminários e palestras no mundo todo.</p>
<h3>Principais influenciadores</h3>
<ul>
<li>Sigmund Freud (1856-1939), neurologista austríaco</li>
<li>Carl Gustav Jung (1875-1961), psiquiatra suíço</li>
<li><a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2009/abraham-maslow/" title="Abraham Maslow (1908-1970) &#8211; Índice" rel="bookmark">Abraham Maslow</a> (1908-1970), psicólogo americano</li>
</ul>
<h3>Linha do Tempo</h3>
<table class="tb01">
<tr>
<td class="tb01">
<div align="right">1931</div>
</td>
<td class="tb01" align="left" valign="top"><span class="tb01">No dia 1 de julho, nasce Stanislav Grof, em Praga, capital da antiga Tchecoslováquia</span></td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">
<div align="right">1956</div>
</td>
<td class="tb01" align="left" valign="top"><span class="tb01">Gradua-se em medicina pela Universidade Karlova, em Praga. Após a formatura, submete-se como voluntário, à sua primeira sessão com uso de LSD.</span></td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">
<div align="right">1960-1967</div>
</td>
<td class="tb01" align="left" valign="top"><span class="tb01">Grof trabalha do Departamento de Estudos de Relações Interpessoais, no Instituto de Pesquisas Psiquiátricas em Praga, pesquisando potencial terapêutico dos psicodélicos.</span></td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">
<div align="right">1967</div>
</td>
<td class="tb01" align="left" valign="top"><span class="tb01">Grof e seu irmão Paul saem da Tchecoslováquia. Grof muda-se para os Estados Unidos e é convidado a trabalhar na Universidade John Hopkins, como médico e pesquisador.</span></td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">
<div align="right">fim anos 60 &#8211; início anos 70</div>
</td>
<td class="tb01" align="left" valign="top"><span class="tb01">Grof conduz pesquisas com uso de psicodélicos em pacientes com câncer terminal</span></td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">
<div align="right">1972</div>
</td>
<td class="tb01" align="left" valign="top"><span class="tb01">Participa da Primeira Conferência Transpessoal Internacional, na Islândia. Durante o evento, casa-se com Joan Halifax.</span></td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">
<div align="right">1973</div>
</td>
<td class="tb01" align="left" valign="top"><span class="tb01">Grof muda-se para Big Sur, na Califórnia. Passa a ministrar palestras e conduzir pesquisas no Instituto Esalen.</span></td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">
<div align="right">1975</div>
</td>
<td class="tb01" align="left" valign="top"><span class="tb01">Grof conhece Christina e passam a trabalhar e morar juntos em Esalen. Começam a trabalhar com a Respiração Holotrópica.</span></td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">
<div align="right">1977</div>
</td>
<td class="tb01" align="left" valign="top"><span class="tb01">Grof publica seu primeiro livro: &#8220;Realms of the Human Unconscious: Observations from LSD Research&#8221; (sem tradução para o português)</span></td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">
<div align="right">1977</div>
</td>
<td class="tb01" align="left" valign="top"><span class="tb01">Grof funda a ITA &#8211; International Transpersonal Association (Associação Transpessoal Internacional)</span></td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">
<div align="right">1978</div>
</td>
<td class="tb01" align="left" valign="top"><span class="tb01">Grof e Christina participam da Quarta Conferência Transpessoal Internacional, em Belo Horizonte, Brasil</span></td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">
<div align="right">1985</div>
</td>
<td class="tb01" align="left" valign="top"><span class="tb01">Publica &#8220;Beyond the Brain&#8221;, primeiro livro de Grof a ser traduzido para  português, em 1988, com o título &#8220;Além do Cérebro: Nascimento, Morte e Transcendência em Psicoterapia&#8221;</span></td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">
<div align="right">1987</div>
</td>
<td class="tb01" align="left" valign="top"><span class="tb01">Grof deixa Esalen</span></td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">
<div align="right">1992</div>
</td>
<td class="tb01" align="left" valign="top"><span class="tb01">Grof realiza Conferência da ITA em Praga, depois de mais de 20 anos morando fora de seu país natal</span></td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">
<div align="right">1993</div>
</td>
<td class="tb01" align="left" valign="top">Recebe Prêmio Honorário da Associação para Psicologia Transpessoal (<a href="http://www.atpweb.org/" target="_blank">Association for Transpersonal Psychology</a>)</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">
<div align="right">2006</div>
</td>
<td class="tb01" align="left" valign="top"><span class="tb01">Publica &#8220;When the Impossible Happens&#8221; (&#8221;Quando o impossível acontece&#8221;, Heresis, 2007), onde relata pela primeira vez suas próprias experiências transpessoais</span></td>
</tr>
</table>
<h3>Livros de Stanislav Grof</p>
<h5>(o ano indicado refere-se à primeira edição da obra)</span></h5>
<ul>
<li><strong>Realms of the Human Unconscious</strong>: Observations from LSD Research. Viking Press, 1975.</li>
<li><strong>The Human Encounter with Death</strong>. E. P. Dutton, 1977.</li>
<li><strong>Beyond Death</strong>: Gates of Consciousness. (Além da Morte: Mitos, Deuses, Mistérios). Thames and Hudson, 1980.</li>
<li><strong>LSD Psychotherapy</strong>. Hunter House, 1980.</li>
<li><strong>Ancient Wisdom and Modern Science</strong>. SUNY Press, 1984.</li>
<li><strong>Beyond the Brain</strong>: Birth, Death, and Transcendence in Psychotherapy. (Além do Cérebro: Nascimento, Morte e Transcendência em Psicoterapia). SUNY Press, 1985.</li>
<li><strong>The Adventure of Self-Discovery</strong>. (A aventura da autodescoberta). SUNY Press, 1987.</li>
<li><strong>Human Survival and Consciousness Evolution</strong>. SUNY Press, 1988.</li>
<li><strong>Spiritual Emergency</strong>: When Personal Transformation Becomes a Crisis. (Emergência Espiritual: Crise e Transformação Espiritual). J. P. Tarcher, 1989.</li>
<li><strong>The Stormy Search for the Self</strong>: a Guide to Personal Growth Through Transformational Crisis. (A tempestuosa busca do ser). J. P. Tarcher, 1990.</li>
<li><strong>The Holotropic Mind</strong>: the Three Levels of Consciousness and How They Shape Our Lives. (A Mente Holotrópica: Novos Conhecimentos Sobre Psicologia e Pesquisa da Consciência). Harper Collins, 1992.</li>
<li><strong>The Books of the Dead</strong>: Manuals for Living and Dying. Thames and Hudson, 1994.</li>
<li><strong>The Cosmic Game</strong>: Explorations of the Frontiers of Human Consciousness. (O Jogo Cósmico: Explorações das Fronteiras da Consciência Humana). SUNY Press, 1998.</li>
<li><strong>The Consciousness Revolution</strong>: a Transatlantic Dialogue. Element Books, 1999.</li>
<li><strong>Psychology of the Future</strong>: Lessons from Modern Consciousness Research. (Psicologia do Futuro: Lições das Pesquisas Modernas da Consciência). SUNY Press, 2000.</li>
<li><strong>The Ultimate Journey</strong>: Consciousness and The Mystery of Death. MAPS, 2006.</li>
<li><strong>When the Impossible Happens</strong>: Adventures in Non-Ordinary Realities. (Quando o impossível acontece: histórias extraordinárias que desafiam a ciência).Sounds True, 2006.</li>
</ul>
<h3>Links Relacionados</h3>
<p><a href="http://www.holotropic.com/" target="_blank">Grof Transpersonal Training</a></p>
<p>Associação de Psicologia Transpessoal (<a href="http://www.atpweb.org/" target="_blank">Association for Transpersonal Psychology</a>)</p>
<p>Revista de Psicologia Transpessoal (<a href="http://www.atpweb.org/journal.asp" target="_blank">Journal of Transpersonal Psychology</a>)<a href="http://www.atpweb.org/journal.asp" target="_blank"></a></p>
<p><a href="http://www.atpweb.org/" target="_blank"></a></p>
<h3><span lang="PT-BR">Referências Bibliográficas</span></h3>
<p>GROF, Stanislav; GROF, Christina. <strong>Emergência Espiritual</strong>. São Paulo: Cultrix, 1989.</p>
<p>GROF, Stanislav. <strong>Psicologia do futuro</strong>. São Paulo: Heresis, 2000.</p>
<p>GROF, Stanislav. <strong>Quando o impossível acontece</strong>. São Paulo: Heresis, 2007.</p>
<h3>Artigos Relacionados</h3>
<ul>
<li><a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2009/abraham-maslow/" title="Abraham Maslow (1908-1970) &#8211; Índice" rel="bookmark">Abraham Maslow</a></li>
<li><a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2008/o-que-e-psicologia-para-leigos/" title="O que é psicologia (para leigos)" rel="bookmark">O que é psicologia (para leigos)</a></li>
<li><a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2008/psicologia-transpessoal/" title="Psicologia Transpessoal" rel="bookmark">Psicologia Transpessoal</a></li>
<li><a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2009/respiracao-holotropica/" title="Respiração Holotrópica (por Stanislav Grof)" rel="bookmark">Respiração Holotrópica (por Stanislav Grof)</a></li>
</ul>
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		<item>
		<title>Carl Rogers (1902-1987) &#8211; Índice</title>
		<link>http://www.buscadorerrante.com/wp/2009/carl-rogers/</link>
		<comments>http://www.buscadorerrante.com/wp/2009/carl-rogers/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2009 22:22:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Pedrassoli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia humanista]]></category>
		<category><![CDATA[Rogers]]></category>
		<category><![CDATA[teóricos]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Por que uma criança aprende a andar? Ela tenta erguer-se, cai e machuca a cabeça. [...] Não existe grande recompensa enquanto ela não conseguir realmente realizar seu intento, e apesar de tudo, a criança está disposta a suportar a dor [...] Para mim, isso é uma indicação de que existe uma verdadeira força de atração [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="photo-citation">
<div class="wp-caption alignright" style="width: 242px"><img class=" " title="Carl Rogers" src="/wp-img/rogers.jpg" alt="Carl Rogers (1902-1987)" width="222" /><p class="wp-caption-text">Carl Rogers (1902-1987)</p></div>
<p>&#8220;Por que uma criança aprende a andar? Ela tenta erguer-se, cai e machuca a cabeça. [...] Não existe grande recompensa enquanto ela não conseguir realmente realizar seu intento, e apesar de tudo, a criança está disposta a suportar a dor [...] Para mim, isso é uma indicação de que existe uma verdadeira força de atração para a possibilidade de crescimento continuar.&#8221; (Rogers, In: Frick, W. <em>Psicologia Humanista</em>, p. 118)</p>
<p>O homem sempre se esforça para ter tensões, ao invés de procurar reduzi-las. Acho que há muitas evidências, agora, de que isso é verdade. A esse esforço, no homem, chamamos de curiosidade. (Rogers, In: Evans, R. <em>Carl Rogers: o homem e suas ideias</em>, p. 40)</div>
<p>Carl Rogers foi um psicólogo americano, que atuou como psicoterapeuta por mais de 30 anos e trouxe grandes contribuições para a prática clínica e para a educação. No Brasil suas ideias tiveram difusão na década de 70, em confronto direto com as ideias do Comportamentalismo (Behaviorismo), que teve em <a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2009/skinner/" title="Skinner" rel="bookmark">Skinner</a> um de seus principais representantes. Rogers é considerado um representante da <a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2008/o-que-e-psicologia-para-leigos/#humanista" title="O que é psicologia (para leigos)" rel="bookmark">psicologia humanista</a> e da corrente humanista em educação. Foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz de 1987. Estudiosos da linha da <a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2008/o-que-e-psicologia-para-leigos/#transpessoal" title="O que é psicologia (para leigos)" rel="bookmark">psicologia transpessoal</a> também reconhecem contribuições de Rogers.</p>
<p>Para saber mais sobre a vida e obra de Carl Rogers, veja:</p>
<p class="link"><a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2009/biografia-de-carl-rogers/" title="Biografia de Carl Rogers" rel="bookmark">Biografia de Carl Rogers</a></p>
<p class="link"><a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2009/conceitos-da-obra-de-carl-rogers/" title="Conceitos da Obra de Carl Rogers" rel="bookmark">Conceitos da Obra de Carl Rogers</a></p>
<h3>Livros de Carl Rogers</h3>
<table class="tb01">
<tbody>
<tr>
<td class="tb01">1939</td>
<td class="tb01">O Tratamento Clínico da Criança-problema (<em>The clinical treatment of the problem child</em>)</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">1942</td>
<td class="tb01"><a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=54081&amp;franq=129118" target="_blank">Psicoterapia e Consulta Psicológica</a> (<em>Counseling and Psychotherapy</em>)</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">1951</td>
<td class="tb01"><a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=62558&amp;ST=SE&amp;franq=129118" target="_blank">Terapia Centrada no Cliente</a> (<em>Client-Centered Therapy</em>)</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">1961</td>
<td class="tb01"><a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=63436&amp;ST=SE&amp;franq=129118" target="_blank">Tornar-se Pessoa</a> (<em>On Becoming a Person</em>)</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">1969</td>
<td class="tb01">Freedom to Learn</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">1970</td>
<td class="tb01">Grupos de Encontro (<em>On Encounter Groups</em>)</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">1977</td>
<td class="tb01">Sobre o Poder Pessoal (<em>On Personal Power</em>)</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">1977</td>
<td class="tb01">A Pessoa Como Centro</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">1980</td>
<td class="tb01">Um Jeito de Ser (<em>A Way of Being</em>)</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3>Links Externos</h3>
<p><a href="http://www.encontroacp.psc.br/" target="_blank">Centro de Estudos e Encontro da Abordagem Centrada na Pessoa</a></p>
<p><a href="http://www.carlrogers.org.br/" target="_blank">Instituto Carl Rogers</a></p>
<p><a href="http://www.rogeriana.com/" target="_blank">Rogeriana &#8211; Abordagem Centrada na Pessoa</a></p>
<h3>Referências Bibliográficas</h3>
<p style="text-align: left;">CENTRO DE REFERÊNCIA EDUCACIONAL. <strong>Carl Rogers</strong>. Disponível em: &lt;http://www.centrorefeducacional.com.br/carl.html&gt;. Acesso em: 23 nov. 2007.</p>
<p style="text-align: left;">EVANS, Richard I. <strong>Carl Rogers</strong>: O homem e suas ideias. São Paulo: Martins Fontes, 1979.</p>
<p style="text-align: left;">FRICK, Willard B. <strong>Psicologia Humanista</strong>: Entrevistas com Maslow, Murphy e Rogers. Rio de Janeiro: Zahar, 1975.</p>
<p style="text-align: left;">HALL, Calvin S.; LINDZEY, Gardner. <strong>Teorias da Personalidade</strong>. São Paulo: EPU, 1984.</p>
<p style="text-align: left;">HIPÓLITO, João. Biografia de Carl Rogers. <strong>A pessoa como centro</strong>, n. 3, primavera-maio, 1999.</p>
<p style="text-align: left;">PERES, Teresinha. As Condições Facilitadoras de Rogers sob os Fundamentos Fenomenológicos Existenciais. <strong>Jornal Existencial Online</strong>. Disponível em: &lt;http://www.existencialismo.org.br/jornalexistencial/teresinhapatia.htm&gt;. Acesso em: 23 nov. 2007.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Biografia de Carl Rogers</title>
		<link>http://www.buscadorerrante.com/wp/2009/biografia-de-carl-rogers/</link>
		<comments>http://www.buscadorerrante.com/wp/2009/biografia-de-carl-rogers/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2009 22:03:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Pedrassoli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[biografias]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia humanista]]></category>
		<category><![CDATA[Rogers]]></category>
		<category><![CDATA[teóricos]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Por que uma criança aprende a andar? Ela tenta erguer-se, cai e machuca a cabeça. [...] Não existe grande recompensa enquanto ela não conseguir realmente realizar seu intento, e apesar de tudo, a criança está disposta a suportar a dor [...] Para mim, isso é uma indicação de que existe uma verdadeira força de atração [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="photo-citation">
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 232px"><img class=" " title="Carl Rogers" src="/wp-img/rogers.jpg" alt="Carl Rogers (1902-1987)" width="222" /><p class="wp-caption-text">Carl Rogers (1902-1987)</p></div>
<p>&#8220;Por que uma criança aprende a andar? Ela tenta erguer-se, cai e machuca a cabeça. [...] Não existe grande recompensa enquanto ela não conseguir realmente realizar seu intento, e apesar de tudo, a criança está disposta a suportar a dor [...] Para mim, isso é uma indicação de que existe uma verdadeira força de atração para a possibilidade de crescimento continuar.&#8221; (Rogers, In: Frick, W. <em>Psicologia Humanista</em>, p. 118)</p>
<p>O homem sempre se esforça para ter tensões, ao invés de procurar reduzi-las. Acho que há muitas evidências, agora, de que isso é verdade. A esse esforço, no homem, chamamos de curiosidade. (Rogers, In: Evans, R. <em>Carl Rogers: o homem e suas ideias</em>, p. 40)</div>
<p>Carl Rogers foi um psicólogo americano, que atuou como psicoterapeuta por mais de 30 anos e trouxe grandes contribuições para a prática clínica e para a educação. No Brasil suas ideias tiveram difusão na década de 70, em confronto direto com as ideias do Comportamentalismo (Behaviorismo), que teve em <a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2009/skinner/" title="Skinner" rel="bookmark">Skinner</a> um de seus principais representantes. Rogers é considerado um representante da <a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2008/o-que-e-psicologia-para-leigos/#humanista" title="O que é psicologia (para leigos)" rel="bookmark">psicologia humanista</a> e da corrente humanista em educação. Teve grande atuação política, especialmente na resolução de conflitos, a ponto do seu nome ter sido indicado ao Prêmio Nobel da Paz de 1987. Estudiosos da linha da <a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2008/o-que-e-psicologia-para-leigos/#transpessoal" title="O que é psicologia (para leigos)" rel="bookmark">psicologia transpessoal</a> também reconhecem contribuições de Rogers, especialmente nos últimos anos de sua obra, quando ele passou a dedicar atenção à espiritualidade humana e a um estado especial de consciência que ele identificou durante suas sessões como psicoterapeuta.</p>
<p>Carl Rogers nasceu no dia 8 de Janeiro de 1902, em Oak Park, nos arredores de Chicago. Os pais de Rogers vinham de uma cultura protestante moralmente rígida, um tanto conservadora e bastante fixada em valores tradicionais. Tanto o pai como a mãe tinham formação universitária e estimulavam uma atmosfera intelectual na família.</p>
<p>Rogers foi sempre um aluno brilhante e muito interessado pelo conhecimento. No entanto, conseguia sempre colaborar nos trabalhos do dia-a-dia da família. Sua rede de relacionamentos fora da família era muito restrita, pois a família valorizava muito o trabalho físico e intelectual, o que não deixava muito tempo para atividades de lazer. Rogers concentrava-se então em leituras, preferencialmente de caráter religioso.</p>
<p>Aos 12 anos, Rogers e sua família mudam-se para uma nova residência nos arredores de Chicago, onde há terra suficiente para iniciar uma atividade agrícola. Em consequência dessa atividade, Rogers matricula-se, em 1919, no curso de Agronomia da Universidade de Wisconsin. Já nos primeiros anos, envolve-se em atividades comunitárias, onde começam a aparecer seus talentos de facilitador e organizador. Decide então mudar para o curso de História, com a intenção de seguir mais tarde a carreira religiosa.</p>
<p>Em 1922, Rogers passa seis meses na China, passando também pelo Japão e Coreia, para o Congresso da Federação Mundial dos Estudantes Cristãos. O contato com a cultura oriental e com o pensamento budista faz com que Rogers reveja suas convicções religiosas. Mantém, entretanto, sua intenção de seguir na vida pastoral.</p>
<p>Em 1924, termina a faculdade de História. No mesmo ano, casa-se com Hellen Elliot, uma amiga de infância, com quem posteriormente teve dois filhos, chamados David Elliott Rogers (1926) e Natalie Rogers (1928).</p>
<p>Rogers matricula-se no Seminário da União Teológica em Nova Iorque, uma instituição com ambiente bem menos conservador do que o que sua família desejara. Frequenta alguns cursos na faculdade de Psicologia dessa instituição, onde conhece os psicólogos Goodwin Watson e William Kilpatrick, com os quais bastante se impressiona. No segundo ano, toma consciência de sua falta de vocação para a carreira religiosa e transfere-se para o curso de Psicologia do Teachers’ College da Universidade de Columbia. Nessa época, é bastante influenciado pela filosofia de John Dewey.</p>
<p>Em 1926 começa a trabalhar no Instituto de Aconselhamento Infantil (Institute for Child Guidance) em Nova Iorque, onde trava sua primeira batalha com a psiquiatria, para igualar seu salário com o dos psiquiatras.</p>
<p>Em 1928, doutora-se no Teachers’ College. Sua tese consistia na criação de um teste de personalidade para crianças. Nessa época, trabalhava como psicólogo na Sociedade para Prevenção de Crueldade Contra Crianças (<a href="http://www.nyspcc.org/" target="_blank">Society for the Prevention of Cruelty to Children</a>). A partir de 1929, dirige, durante 12 anos, o Centro de Observação e Orientação Infantil dessa Sociedade. Lá, conhece Otto Rank, por cuja prática terapêutica é influenciado. Conhece também Jessie Taft e seu livro de 1933, que Rogers considerou uma obra prima.</p>
<p>Em 1938, Rogers trava nova batalha com os psiquiatras. O Centro que ele já dirigia foi ampliado e a instituição queria eleger um psiquiatra como diretor, por tradição. Rogers consegue manter seu cargo como dirigente do Centro, tornando-se o primeiro psicólogo a ocupar essa posição. Seu primeiro livro surge em 1939: “<span style="text-decoration: underline;">O tratamento clínico da criança-problema</span>”, onde apresenta suas pesquisas até então. A repercussão do livro faz com que ele passe a ser conhecido como psicólogo clínico.</p>
<p>Rogers desenvolve uma forma de psicoterapia cada vez menos diretiva, baseada mais na aceitação dos sentimentos do cliente pelo terapeuta, e menos na interpretação e no direcionamento. Assim surge a Terapia Centrada na Pessoa (ou Abordagem Centrada na Pessoa), sobre a qual Rogers afirma:</p>
<p class="citation">&#8220;Pode parecer absurdo alguém poder nomear o dia em que a Terapia Centrada no Cliente nasceu. Contudo, eu sinto que é possível nomeá-lo como sendo o dia 11 de Dezembro de 1940.&#8221;</p>
<p>De 1945 a 1957, Rogers tem um período muito rico em termos de produção científica, com muitas publicações. Seu livro de 1951, “<span style="text-decoration: underline;">Terapia Centrada do Cliente</span>”, é um dos pontos altos dessa produção.</p>
<p>No ano de 1961, Rogers publica o livro “<span style="text-decoration: underline;">Tornar-se pessoa</span>”, que rapidamente transforma-se em um best-seller mundial. A partir dessa época, Rogers passa a investir cada vez mais no trabalho com grupos, ou “grupos de encontro”, como ele os denomina. O livro &#8220;<span style="text-decoration: underline;">Grupos de encontro</span>&#8220;, publicado em 1970, foi apreciado tanto por profissionais como por leigos e rapidamente tornou-se um livro de consulta obrigatória na área.</p>
<p>A partir de 1972, dedica-se principalmente à reflexão sobre aspectos sociais e políticos, explorando as possibilidades criativas oferecidas pelos grupos de encontro. Dessas reflexões surge o livro &#8220;Poder Pessoal&#8221;, publicado em 1977.</p>
<p>Em 1985 Rogers atua como facilitador de um workshop na Áustria com 50 líderes internacionais para discutir, segundo o modelo dos grupos de encontro, as tensões políticas na América Central. Nos últimos anos de sua vida, Rogers investe cada vez mais em workshops de esforço pela paz, tanto que seu nome foi indicado em 1987 para o Prêmio Nobel da Paz.</p>
<p>Principalmente após a morte da esposa, em 1979, os últimos anos de Rogers foram marcados por um interesse pela dimensão espiritual do homem, pela transcendência e pela integração do homem com o universo. Valoriza, na terapia, a intuição e a “presença”, uma forma de comunicação com características transpessoais, que ele identifica como um “estado alterado de consciência”.</p>
<p>Rogers faleceu em La Jolla, na Califórnia, no dia 4 de Fevereiro de 1987, após uma fratura do colo do fêmur. Antes de falecer, permaneceu três dias em coma, quando então as máquinas que o mantinham vivo foram desligadas, de acordo com as instruções que ele mesmo deixara.</p>
<p>Para saber mais sobre a teoria de Carl Rogers, leia:</p>
<p class="link"><a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2009/conceitos-da-obra-de-carl-rogers/" title="Conceitos da Obra de Carl Rogers" rel="bookmark">Conceitos da Obra de Carl Rogers</a></p>
<h3>Linha do Tempo</h3>
<table class="tb01">
<tbody>
<tr>
<td class="tb01">1902</td>
<td class="tb01">Em 8 de janeiro, nasce Carl Ransom Rogers, em Oak Park, Illinois, EUA.</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">1914</td>
<td class="tb01">Aos 12 anos de idade, muda-se com a família para uma fazenda</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">1924</td>
<td class="tb01">Graduou-se na Universidade de Wisconsin</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">1928</td>
<td class="tb01">Conclui o mestrado pela Universidade de Columbia</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">1931</td>
<td class="tb01">Conclui o doutorado em Psicoterapia, pela Universidade de Columbia</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">1940</td>
<td class="tb01">Passa a ocupar a cátedra de Psicologia na Universidade de Ohio</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">1944</td>
<td class="tb01">Presidente da <em>American Association for Applied Psychology</em> (Associação Americana de Psicologia Aplicada)</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">1945</td>
<td class="tb01">Torna-se professor de Psicologia na Universidade de Chicago e secretário executivo do Centro de Aconselhamento Terapêutico</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">1946</td>
<td class="tb01">Presidente da <em><a href="http://www.apa.org/" target="_blank">American Psychological Association</a></em> (<a href="http://www.apa.org/" target="_blank">Associação Americana de Psicologia</a>)</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">1957-1963</td>
<td class="tb01">Leciona Psicologia e Psiquiatria na Universidade de Wisconsin</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">1987</td>
<td class="tb01">Carl Rogers morre em 4 de fevereiro, aos 85 anos, em La Jolla, California, EUA.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3>Livros de Carl Rogers</h3>
<table class="tb01">
<tbody>
<tr>
<td class="tb01">1939</td>
<td class="tb01">O Tratamento Clínico da Criança-problema (<em>The clinical treatment of the problem child</em>)</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">1942</td>
<td class="tb01"><a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=54081&amp;franq=129118" target="_blank">Psicoterapia e Consulta Psicológica</a> (<em>Counseling and Psychotherapy</em>)</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">1951</td>
<td class="tb01"><a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=62558&amp;ST=SE&amp;franq=129118" target="_blank">Terapia Centrada no Cliente</a> (<em>Client-Centered Therapy</em>)</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">1961</td>
<td class="tb01"><a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=63436&amp;ST=SE&amp;franq=129118" target="_blank">Tornar-se Pessoa</a> (<em>On Becoming a Person</em>)</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">1969</td>
<td class="tb01">Freedom to Learn</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">1970</td>
<td class="tb01">Grupos de Encontro (<em>On Encounter Groups</em>)</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">1977</td>
<td class="tb01">Sobre o Poder Pessoal (<em>On Personal Power</em>)</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">1977</td>
<td class="tb01">A Pessoa Como Centro</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">1980</td>
<td class="tb01">Um Jeito de Ser (<em>A Way of Being</em>)</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3>Referências Bibliográficas</h3>
<p style="text-align: left;">CENTRO DE REFERÊNCIA EDUCACIONAL. <strong>Carl Rogers</strong>. Disponível em: &lt;http://www.centrorefeducacional.com.br/carl.html&gt;. Acesso em: 23 nov. 2007.</p>
<p style="text-align: left;">EVANS, Richard I. <strong>Carl Rogers</strong>: O homem e suas ideias. São Paulo: Martins Fontes, 1979.</p>
<p style="text-align: left;">FRICK, Willard B. <strong>Psicologia Humanista</strong>: Entrevistas com Maslow, Murphy e Rogers. Rio de Janeiro: Zahar, 1975.</p>
<p style="text-align: left;">HALL, Calvin S.; LINDZEY, Gardner. <strong>Teorias da Personalidade</strong>. São Paulo: EPU, 1984.</p>
<p style="text-align: left;">HIPÓLITO, João. Biografia de Carl Rogers. <strong>A pessoa como centro</strong>, n. 3, primavera-maio, 1999.</p>
<p style="text-align: left;">PERES, Teresinha. As Condições Facilitadoras de Rogers sob os Fundamentos Fenomenológicos Existenciais. <strong>Jornal Existencial Online</strong>. Disponível em: &lt;http://www.existencialismo.org.br/jornalexistencial/teresinhapatia.htm&gt;. Acesso em: 23 nov. 2007.</p>
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		<item>
		<title>Conceitos da Obra de Carl Rogers</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Jul 2009 21:48:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Pedrassoli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia humanista]]></category>
		<category><![CDATA[Rogers]]></category>
		<category><![CDATA[teóricos]]></category>

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		<description><![CDATA[Alguns dos conceitos presentes na obra de Carl Rogers podem causar confusão, pois ele emprega palavras de uso comum, porém com outro significado. Vejamos alguns termos e suas definições:
Congruência
Rogers, no livro &#8220;De Pessoa para Pessoa&#8221;, assim define congruência:
Em primeiro lugar, a minha hipótese é que o crescimento pessoal é facilitado quando o conselheiro é aquele [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguns dos conceitos presentes na obra de Carl Rogers podem causar confusão, pois ele emprega palavras de uso comum, porém com outro significado. Vejamos alguns termos e suas definições:</p>
<h3><a name="congruencia"></a>Congruência</h3>
<p>Rogers, no livro &#8220;De Pessoa para Pessoa&#8221;, assim define congruência:</p>
<p class="citation">Em primeiro lugar, a minha hipótese é que o crescimento pessoal é facilitado quando o conselheiro é aquele que, na relação com o cliente, é autêntico, sem máscara ou fachada, e apresenta abertamente os sentimentos e atitudes que nele surgem naquele momento. Empregamos a palavra &#8216;congruência&#8217; para tentar descrever esta condição. Com ela queremos dizer que os sentimentos que o conselheiro está vivenciando são acessíveis à sua consciência, que é capaz de viver estes sentimentos, senti-los na relação e capaz de comunicá-los, se isso for adequado. Significa que entra num encontro pessoal direto com o cliente, encontrando-o de pessoa para pessoa. Significa que ele é aquele que não se nega. Ninguém atinge totalmente esta condição; contudo, quanto mais o terapeuta é capaz de ouvir e aceitar o que ocorre em seu íntimo, e quanto mais é capaz de, sem medo, ser a complexidade de seus sentimentos, maior é o grau de sua congruência.</p>
<h3><a name="empatia"></a>Empatia</h3>
<p>Uma das últimas definições de Rogers sobre a empatia está no livro &#8220;A Pessoa como Centro&#8221;. Ela diz que:</p>
<p class="citation">A maneira de ser em relação a outra pessoa denominada empática tem várias facetas. Significa penetrar no mundo perceptual do outro e sentir-se totalmente à vontade dentro dele. Requer sensibilidade constante para com as mudanças que se verificam nesta pessoa em relação aos significados que ela percebe, ao medo, à raiva, à ternura, à confusão ou ao que quer que ele/ela esteja vivenciando. Significa viver temporariamente sua vida, mover-se delicadamente dentro dela sem julgar, perceber os significados que ele/ela quase não percebe, tudo isto sem tentar revelar sentimentos dos quais a pessoa não tem consciência, pois isto poderia ser muito ameaçador. Implica em transmitir a maneira como você sente o mundo dele/dela à medida que examina sem viés e sem medo os aspectos que a pessoa teme. Significa frequentemente avaliar com ele/ela a precisão do que sentimos e nos guiarmos pelas respostas obtidas. Passamos a ser um companheiro confiante dessa pessoa em seu mundo interior. Mostrando os possíveis significados presentes no fluxo de suas vivências, ajudamos a pessoa a focalizar esta modalidade útil de ponto de referência, a vivenciar os significados de forma mais plena e a progredir nesta vivência. Estar com o outro desta maneira significa deixar de lado, neste momento, nossos próprios pontos de vista e valores, para entrar no mundo do outro sem preconceitos.</p>
<h3><a name="consideracaopositiva"></a>Consideração Positiva Incondicional</h3>
<p>Afonso Lisboa da Fonseca, em seu livro &#8220;Trabalhando o Legado de Rogers&#8221;, apresenta a seguinte definição:</p>
<p class="citation">Se tudo que uma pessoa exprime (verbalmente ou não verbalmente, direta ou indiretamente) sobre si mesma, me parece igualmente digno de respeito ou de aceitação, isto é, se não desaprovo nem deprecio nenhum elemento expresso dessa forma, experimento em relação a esta pessoa uma atitude de consideração positiva incondicional.</p>
<h3>Aprendizagem significativa em Psicoterapia</h3>
<p class="citation">&#8220;Por aprendizagem significativa entendo uma aprendizagem que é mais do que uma acumulação de fatos. É uma aprendizagem que provoca uma modificação, quer seja no comportamento do indivíduo, na orientação futura que escolhe ou nas suas atitudes e personalidade. É uma aprendizagem penetrante, que não se limita a um aumento de conhecimentos, mas que penetra profundamente todas as parcelas da sua existência.&#8221; Rogers, in Tornar-se Pessoa, 1988, editora Martins Fontes.</p>
<h3>Implicações no domínio da Educação</h3>
<ul>
<li>necessidade da aprendizagem ser significativa, o que acontece mais facilmente quando as situações são percebidas como problemáticas, portanto pode-se dizer que só se aprende aquilo que é necessário, não se pode ensinar diretamente a nenhuma pessoa;</li>
<li>autenticidade do professor, isto é, a aprendizagem pode ser facilitada se ele for congruente. Isso implica que o professor tenha uma consciência plena das atitudes que assume, sentindo-se receptivo perante seus sentimentos reais, tornando-se uma pessoa real na relação com seus alunos;</li>
<li>aceitação e compreensão: a aprendizagem significativa é possível se o professor for capaz de aceitar o aluno tal como ele é, compreendendo os sentimentos que este manifesta, pois a aprendizagem autêntica é baseada na aceitação incondicional do outro;</li>
<li>tendência dos alunos para se afirmarem, isto é , os estudantes que estão em contato real com os problemas da vida, procuram aprender, desejam crescer e descobrir, querem criar, o que, pressupõe uma confiança básica na pessoa, no seu próprio crescimento.</li>
<li>a função do professor consistiria no desenvolvimento de uma relação pessoal com seus alunos e de o estabelecimento de um clima nas aulas que possibilitasse a realização natural dessas tendências; portanto o professor é um facilitador da aprendizagem significativa, fazendo parte do grupo e não estando colocado acima dele; este também é um dos pressupostos básicos da teoria de Rogers, ou seja, o aspecto interacional da situação de aprendizagem, visando às relações interpessoais e intergrupais;</li>
<li>o professor e o aluno são co-responsáveis pela aprendizagem, não havendo avaliação externa, a auto-avaliação deve ser incentivada; implica em uma filosofia democrática;</li>
<li>organização pedagógica flexível;</li>
<li>é por meio de atos que se adquire aprendizagens mais significativas;</li>
<li>a aprendizagem mais socialmente útil, no mundo moderno, é a do próprio processo de aprendizagem, uma contínua abertura à experiência e à incorporação, dentro de si mesmo, do processo de mudança.</li>
</ul>
<h3>Metodologia Não-Diretiva</h3>
<p>Como metodologia, a não-diretividade é característica. É um método não estruturante de processo de aprendizagem, pelo qual o professor não interfere diretamente no campo cognitivo e afetivo do aluno. Na verdade, Rogers pressupõe que o professor dirija o estudante às suas próprias experiências, para que, a partir delas, o aluno se autodirija. Rogers propõe a sensibilização, a afetividade e a motivação como fatores atuantes na construção do conhecimento. Uma das ideias mais importantes na obra de Rogers é a de que a pessoa é capaz de controlar seu próprio desenvolvimento e isso ninguém pode fazer para ela.</p>
<p>Na obra acima citada, páginas 271, 272, Rogers assim se expressa:</p>
<p class="citation">&#8220;[...] Mesmo que tentemos esse método para facilitar a aprendizagem, levantam-se muitas questões difíceis. Podemos permitir aos estudantes que entrem em contato com os problemas reais? Toda a nossa cultura procura insistentemente manter os jovens afastados de qualquer contato com os problemas reais. Os jovens não tem que trabalhar, assumir responsabilidades, intervir nos problemas cívicos ou políticos, não tem lugar nos debates das questões internacionais. [...]Será possível inverter essa tendência? [...] Uma outra questão é a de saber se podemos permitir que o conhecimento se organize no e pelo indivíduo, em vez de ser organizado para o indivíduo. Sob esse aspecto, os professores e os educadores se alinham com os pais e com os dirigentes nacionais para insistirem que os alunos devem ser guiados [...] Espero que, ao levantar essas questões, tenha mostrado claramente que o duplo problema que é a aprendizagem significativa e forma de como realizá-la nos coloca perante problemas profundos e graves. [...] Tentei apontar algumas dessas implicações das condições facilitadoras da aprendizagem no domínio da educação, e propus, uma resposta a essas questões&#8221;</p>
<p>A grande crítica à teoria de Rogers é feita pela utopia que ela implica, sua teoria é idealista, da corrente também denominada de romântica, irrealizável para seus críticos. Porém, na obra rogeriana são notáveis os seguintes aspectos: o desejo de mudança, a intenção de realização de algo concreto e a preparação da opinião pública para as mudanças possíveis.</p>
<h3>Referências Bibliográficas</h3>
<p style="text-align: left;">CENTRO DE REFERÊNCIA EDUCACIONAL. <strong>Carl Rogers</strong>. Disponível em: &lt;http://www.centrorefeducacional.com.br/carl.html&gt;. Acesso em: 23 nov. 2007.</p>
<p style="text-align: left;">EVANS, Richard I. <strong>Carl Rogers</strong>: O homem e suas ideias. São Paulo: Martins Fontes, 1979.</p>
<p style="text-align: left;">FRICK, Willard B. <strong>Psicologia Humanista</strong>: Entrevistas com Maslow, Murphy e Rogers. Rio de Janeiro: Zahar, 1975.</p>
<p style="text-align: left;">HALL, Calvin S.; LINDZEY, Gardner. <strong>Teorias da Personalidade</strong>. São Paulo: EPU, 1984.</p>
<p style="text-align: left;">HIPÓLITO, João. Biografia de Carl Rogers. <strong>A pessoa como centro</strong>, n. 3, primavera-maio, 1999.</p>
<p style="text-align: left;">PERES, Teresinha. As Condições Facilitadoras de Rogers sob os Fundamentos Fenomenológicos Existenciais. <strong>Jornal Existencial Online</strong>. Disponível em: &lt;http://www.existencialismo.org.br/jornalexistencial/teresinhapatia.htm&gt;. Acesso em: 23 nov. 2007.</p>
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		<item>
		<title>Abraham Maslow (1908-1970) &#8211; Índice</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Jul 2009 05:23:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Pedrassoli</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;O que chamamos de &#8216;normal&#8217; em psicologia é na verdade a psicopatologia da média, tão pouco dramática e tão extensivamente comum que nós geralmente nem a percebemos.&#8221; &#8212; A. H. Maslow, Introdução à Psicologia do Ser
&#8220;Não acredito que a ciência mecanicista (que na psicologia corresponde ao behaviorismo) esteja incorreta, mas apenas que seja estreita e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="photo-citation">
<div class="wp-caption alignright" style="width: 232px"><img class="   " title="Abraham Maslow" src="/wp-img/maslow.jpg" alt="Abraham Maslow" width="222" height="282" /><p class="wp-caption-text">Abraham Maslow (1908-1970)</p></div>
<p>&#8220;O que chamamos de &#8216;normal&#8217; em psicologia é na verdade a psicopatologia da média, tão pouco dramática e tão extensivamente comum que nós geralmente nem a percebemos.&#8221; &#8212; A. H. Maslow, Introdução à Psicologia do Ser</p>
<p>&#8220;Não acredito que a ciência mecanicista (que na psicologia corresponde ao behaviorismo) esteja incorreta, mas apenas que seja estreita e limitada demais para que sirva como uma filosofia geral ou abrangente.&#8221; &#8212; A. H. Maslow, Psychology of Science: A Reconnaissance</p>
<p>&#8220;Se você planeja ser qualquer coisa menos do que aquilo que você é capaz, provavelmente você será infeliz todos os dias de sua vida.&#8221; &#8212; A. H. Maslow</p></div>
<p>Maslow foi um psicólogo americano, considerado o principal responsável por impulsionar o Movimento Humanista na psicologia. Sua realização mais conhecida é a chamada Hierarquia de Necessidades, uma teoria para explicar a motivação humana.</p>
<p>Para saber mais sobre a vida e obra de Maslow, veja:</p>
<p class="link"><a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2009/biografia-de-abraham-maslow/" title="Biografia de Abraham Maslow" rel="bookmark">Biografia de Abraham Maslow</a></p>
<p class="link"><a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2009/a-hierarquia-de-necessidades-de-maslow/" title="A Hierarquia de Necessidades de Maslow" rel="bookmark">A Hierarquia de Necessidades de Maslow</a></p>
<p class="link"><a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2009/maslow-e-as-pessoas-auto-realizadoras/" title="Maslow e as pessoas auto-realizadoras" rel="bookmark">Maslow e as pessoas auto-realizadoras</a></p>
<h3>Links Externos</h3>
<p>Associação de Psicologia Humanista (<a href="http://www.ahpweb.org/" target="_blank">Association for Humanistic Psychology</a>)</p>
<p>Revista de Psicologia Humanista (<a href="http://www.ahpweb.org/pub/journal/menu.html" target="_blank">Journal of Humanistic Psychology</a>)</p>
<p>Associação de Psicologia Transpessoal (<a href="http://www.atpweb.org/" target="_blank">Association for Transpersonal Psychology</a>)</p>
<p>Revista de Psicologia Transpessoal (<a href="http://www.atpweb.org/journal.asp" target="_blank">Journal of Transpersonal Psychology</a>)</p>
<h3>Referências Bibliográficas</h3>
<p style="text-align: left;">A SCIENCE ODISSEY: Peoples and Discoveries: Abraham Maslow. Disponível em: &lt;http://www.pbs.org/wgbh/aso/databank/entries/bhmasl.html&gt;. Acesso em: 4 abr. 2008.</p>
<p style="text-align: left;">BOEREE, C. G. <strong>Abraham Maslow</strong>. Disponível em: &lt;http://webspace.ship.edu/cgboer/maslow.html&gt;. Acesso em: 4 abr. 2008.</p>
<p style="text-align: left;">BUTLER-BOWDON, Tom. <strong>50 Psychology Classics</strong>: Who We Are, How We Think, What We Do; Insight and Inspiration from 50 Key Books. London: Nicholas Brealey Publishing, 2007.</p>
<p style="text-align: left;">HOFFMAN, Edward. <strong>The right to be a human</strong>: a biography of Abraham Maslow. McGraw-Hill, 1999.</p>
<p style="text-align: left;">HUITT, William G. <strong>Maslow&#8217;s Hierarchy of Needs</strong>. Educational Psychology Interactive, Valdosta State University, Valdosta, GA, 2004. Disponível em: &lt;http://chiron.valdosta.edu/whuitt/col/regsys/Maslow.html&gt;. Acesso em: 23 jun. 2008.</p>
<p style="text-align: left;">MASLOW, A. H. <strong>Introdução à Psicologia do Ser</strong>. 2.ed. Rio de Janeiro: Eldorado, s/d.</p>
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		<item>
		<title>A Hierarquia de Necessidades de Maslow</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Jul 2009 03:34:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Pedrassoli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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		<category><![CDATA[teóricos]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das muitas coisas interessantes que Maslow descobriu quando pesquisava o comportamento de macacos, logo no início de sua carreira, é que algumas necessidades têm mais prioridade que outras. Por exemplo, se você sente fome e sede, a tendência é tentar resolver a sede primeiro. Afinal, você pode ficar sem comida por semanas, mas apenas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das muitas coisas interessantes que Maslow descobriu quando pesquisava o comportamento de macacos, logo no início de sua carreira, é que algumas necessidades têm mais prioridade que outras. Por exemplo, se você sente fome e sede, a tendência é tentar resolver a sede primeiro. Afinal, você pode ficar sem comida por semanas, mas apenas sobreviverá por alguns dias se não beber água. Por isso, a sede é uma necessidade &#8220;mais forte&#8221; que a fome. Do mesmo modo, se você está com muita sede e alguém impede você de respirar, o que é mais importante? A necessidade de respirar, é claro. Por outro lado, sexo é a necessidade mais fraca de todas essas. Afinal, você não vai morrer se ficar sem fazer sexo.</p>
<p style="text-align: center;">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 387px"><img title="Pirâmide de Necessidades de Maslow" src="/wp-img/piramide5.gif" alt="Pirâmide de Necessidades de Maslow - em 5 níveis" width="377" height="241" /><p class="wp-caption-text">Pirâmide de Necessidades de Maslow - em 5 níveis</p></div>
<p>Maslow aproveitou essa idéia e criou sua famosa <strong>Hierarquia de Necessidades</strong>. Ele definiu cinco níveis de necessidades:</p>
<ol>
<li style="text-align: left">as necessidades fisiológicas (onde se localizam as necessidades de ar, água, comida e sexo que mencionamos);</li>
<li style="text-align: left">as necessidades de segurança e estabilidade;</li>
<li style="text-align: left">necessidades de amor e pertencimento;</li>
<li style="text-align: left">as necessidades de estima;</li>
<li style="text-align: left">a necessidade de auto-realização.</li>
</ol>
<h3 style="text-align: left">As necessidades básicas</h3>
<p style="text-align: left" align="center"><strong>1. As necessidades fisiológicas</strong>. Essas incluem as necessidades que temos de oxigênio, água, proteínas, sais, açúcares, cálcio e outros minerais e vitaminas. Também incluem a necessidade de manutenção do pH do organismo (uma acidez excessiva ou muito baixa pode matar você) e da temperatura (36oC ou próximo disso). Além disso, há necessidade de ter atividades, de descansar, dormir, livrar-se de substâncias tóxicas ou inúteis (CO2, suor, urina, fezes), de evitar dor e de fazer sexo. Uma coleção de necessidades bastante grande!</p>
<p>Maslow acreditava, e a pesquisa confirma, que uma falta de, por exemplo, vitamina C, provocará um desejo por coisas específicas que forneceram vitamina C no passado &#8211; por exemplo, suco de laranja.</p>
<p><strong>2. As necessidades de segurança e estabilidade</strong>. Quando as necessidades fisiológicas são resolvidas de um modo geral, o segundo nível de necessidades entra em jogo. Você se tornará gradualmente mais interessado em encontrar circunstâncias seguras, de estabilidade e proteção. Você vai desenvolver a necessidade de ter uma estrutura, alguma ordem e alguns limites.</p>
<p>Olhando pelo lado negativo, você vai passar a se preocupar não mais com sua fome e sua sede, mas com seus medos e ansiedades. Esse grupo de necessidades se manifesta no desejo de ter um lar seguro, um emprego, um plano de saúde, um plano de aposentadoria, e assim por diante.</p>
<p><strong>3. As necessidades de amor e pertencimento</strong>. Quando se consegue suprir, de modo geral, as necessidade fisiológicas e de segurança, surge um terceiro nível. Você começa a sentir necessidade de ter amigos, um namorado ou namorada, filhos, bons relacionamentos em geral, e mesmo um senso de comunidade. Olhando pelo lado negativo, você se torna gradualmente mais sensível à solidão e às ansiedades sociais.</p>
<p>No nosso dia-a-dia, expressamos essas necessidades em nossos desejos de casar, ter uma família, ser parte de uma comunidade, membro de uma religião, torcedor de um time, etc. Isso também é parte do que procuramos quando escolhemos uma profissão.</p>
<p><strong>4. As necessidades de estima</strong>. Em seguida, começamos a desejar um pouco de auto-estima. Maslow percebeu duas versões das necessidades de estima: uma inferior e uma superior. A inferior é o desejo de ter o respeito dos outros, a necessidade de status, fama, glória, reconhecimento, atenção, reputação, apreciação, dignidade e mesmo dominância. A versão superior envolve a necessidade de auto-respeito, incluindo sentimentos como confiança, competência, capacidade de realização, mestria, independência e liberdade. Note que essa é uma forma &#8220;superior&#8221; porque, diferente do respeito que os outros têm por você, uma vez que você tenha auto-respeito, este é muito mais difícil de perder.</p>
<p>A falta de satisfação dessas necessidades são o que geram a baixa auto-estima e os complexos de inferioridade. Maslow percebeu que Adler tinha encontrado algo importante quando propôs que essas eram as raízes de muitos, senão da maioria, de nossos problemas psicológicos.</p>
<p>Os quatro níveis anteriores são chamados <strong>D-Needs</strong> (Deficit Needs, necessidades geradas pela falta). Isso significa que, se você não tem o que precisa &#8211; ou seja, se você tem um déficit &#8211; então você sente a necessidade.</p>
<p>Maslow também fala desses níveis inferiores em termos de <strong>homeostase</strong>. Homeostase é o princípio pelo qual a temperatura do seu organismo é controlada, buscando sempre o ponto de equilíbrio. Quando o tempo está muito quente, a transpiração faz com que seu corpo esfrie. Quando o tempo está frio, o metabolismo se acelera para aquecer o corpo. Do mesmo modo, quando seu corpo precisa de alguma substância, surge um desejo por algum alimento que contenha aquela substância. Quando você tiver essa substância em quantidade suficiente no corpo, aquela fome específica cessará. O ponto de equilíbrio foi atingido, pelo menos por enquanto. Maslow simplesmente estendeu o princípio da homeostase para as necessidades de segurança, pertencimento e estima.</p>
<p>Maslow vê esses quatro primeiros níveis como necessidades de sobrevivência. Até mesmo amor e estima são necessários à manutenção da saúde. Ele diz que todos nós temos essas necessidades implantadas geneticamente, como se fossem instintivas. De fato, ele usa o termo &#8220;necessidades instintóides&#8221; (instintóide significa &#8220;como se fosse um instinto&#8221;).</p>
<p>Em termos de desenvolvimento geral, nós percorremos esses níveis um pouco como se fossem estágios. Quando somos recém-nascidos, nosso foco está no fisiológico. Mas logo começamos a reconhecer nossa necessidade de segurança. Logo depois disso, o bebê se esforça por conseguir atenção e afeição. Um pouco mais tarde, procuramos auto-estima. Veja só, isso tudo nos primeiros anos de vida!</p>
<p>Em situações de estresse, ou quando nossa sobrevivência é ameaçada, pode acontecer de &#8220;regredirmos&#8221; a um nível inferior de necessidades. Quando sua maravilhosa carreira profissional vai por água abaixo, pode ser que você comece a procurar um pouco de atenção. Se sua família vai embora de repente, vai parecer que amor é tudo que você sempre precisou na vida. Se você vai à falência depois de uma vida longa e feliz, de repente você não consegue pensar em nada além de dinheiro.</p>
<p>Essas coisas podem acontecer também além do nível individual, no nível social. Quando uma sociedade se desorganiza, as pessoas começam a desejar um líder forte que conserte as coisas. Se o país entrar em guerra e bombas começarem a cair, a principal preocupação das pessoas passará a ser a segurança. Se os alimentos pararem de chegar aos mercados, as necessidades se tornarão ainda mais básicas, chegando ao nível fisiológico.</p>
<p>Maslow sugeria que se perguntasse às pessoas sobre sua &#8220;filosofia do futuro&#8221; &#8211; ou seja, como seria a vida ideal ou o mundo ideal para elas. Pelas respostas, pode-se obter informações importantes sobre quais necessidades elas tinham ou não suprido.</p>
<p>Se você teve problemas significativos ao longo do desenvolvimento &#8211; um período de muita insegurança ou fome quando criança, ou perda de um membro da família devido a morte ou divórcio, ou ainda negligência ou abuso &#8211; pode ser que você se &#8220;fixe&#8221; naquele grupo de necesssidades pelo resto de sua vida.</p>
<p>Esta é a compreensão de Maslow sobre a neurose. Imagine que você passou por uma situação de guerra quando criança. Agora você pode ter tudo que precisa, mas ainda poderá estar obcecado por guardar dinheiro ou ter um estoque de comida. Ou talvez seus pais se divorciaram quando você era jovem. Agora você tem uma maravilhosa esposa, mas tem um ciúme doentio e um medo de que ela o deixe porque você não é bom o suficiente para ela.</p>
<p>Se quiser saber mais sobre a teoria de Maslow, continue lendo:</p>
<a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2009/maslow-e-as-pessoas-auto-realizadoras/" title="Maslow e as pessoas auto-realizadoras" rel="bookmark">Maslow e as pessoas auto-realizadoras</a>
<h3>Links Relacionados</h3>
<p>Associação de Psicologia Humanista (<a href="http://www.ahpweb.org/" target="_blank">Association for Humanistic Psychology</a>)</p>
<p>Revista de Psicologia Humanista (<a href="http://www.ahpweb.org/pub/journal/menu.html" target="_blank">Journal of Humanistic Psychology</a>)</p>
<p>Associação de Psicologia Transpessoal (<a href="http://www.atpweb.org/" target="_blank">Association for Transpersonal Psychology</a>)</p>
<p>Revista de Psicologia Transpessoal (<a href="http://www.atpweb.org/journal.asp" target="_blank">Journal of Transpersonal Psychology</a>)</p>
<h3>Referências Bibliográficas</h3>
<p style="text-align: left;">A SCIENCE ODISSEY: Peoples and Discoveries: Abraham Maslow. Disponível em: &lt;http://www.pbs.org/wgbh/aso/databank/entries/bhmasl.html&gt;. Acesso em: 4 abr. 2008.</p>
<p style="text-align: left;">BOEREE, C. G. <strong>Abraham Maslow</strong>. Disponível em: &lt;http://webspace.ship.edu/cgboer/maslow.html&gt;. Acesso em: 4 abr. 2008.</p>
<p style="text-align: left;">BUTLER-BOWDON, Tom. <strong>50 Psychology Classics</strong>: Who We Are, How We Think, What We Do; Insight and Inspiration from 50 Key Books. London: Nicholas Brealey Publishing, 2007.</p>
<p style="text-align: left;">HOFFMAN, Edward. <strong>The right to be a human</strong>: a biography of Abraham Maslow. McGraw-Hill, 1999.</p>
<p style="text-align: left;">HUITT, William G. <strong>Maslow&#8217;s Hierarchy of Needs</strong>. Educational Psychology Interactive, Valdosta State University, Valdosta, GA, 2004. Disponível em: &lt;http://chiron.valdosta.edu/whuitt/col/regsys/Maslow.html&gt;. Acesso em: 23 jun. 2008.</p>
<p style="text-align: left;">MASLOW, A. H. <strong>Introdução à Psicologia do Ser</strong>. 2.ed. Rio de Janeiro: Eldorado, s/d.</p>
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		<title>Maslow e as pessoas auto-realizadoras</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Jul 2009 03:23:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Pedrassoli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Maslow]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
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		<description><![CDATA[Para entender melhor a teoria de Abraham Maslow, leia primeiro
Os quatro níveis na parte de baixo da Pirâmide de Necessidades são os D-Needs (Deficit Needs). Ou seja, se você tem falta em algum desses níveis, você sente a necessidade, e procura supri-la. Mas se você tiver tudo que precisa, o que você sente? Nada?! É [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para entender melhor a teoria de Abraham Maslow, leia primeiro <a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2009/a-hierarquia-de-necessidades-de-maslow/" title="A Hierarquia de Necessidades de Maslow" rel="bookmark">A Hierarquia de Necessidades de Maslow</a>.</p>
<p>Os quatro níveis na parte de baixo da Pirâmide de Necessidades são os <strong>D-Needs</strong> (Deficit Needs). Ou seja, se você tem falta em algum desses níveis, você sente a necessidade, e procura supri-la. Mas se você tiver tudo que precisa, o que você sente? Nada?! É isso mesmo! Ou seja, essas necessidades deixam de ser motivadoras. É estranho pensar dessa forma, mas se você supriu todas as necessidades fisiológicas, de segurança, de amor e de estima, então você não sente mais falta de nada! Qual então a motivação para continuar se desenvolvendo?</p>
<p>É por isso que o último nível é um pouco diferente. Maslow usou uma variedade de termos para se referir a este nível. Ele o chamou de <strong>B-Needs</strong> (Being Needs, ou Necessidades de Ser), ou ainda &#8220;motivação para o crescimento&#8221;, ou ainda &#8220;auto-realização&#8221;. As pessoas que atingem esse nível foram chamadas por Maslow de &#8220;auto-realizadoras&#8221;.</p>
<p>As necessidades desse nível não se referem à busca de equilíbrio ou homeostase. Uma vez que essas necessidades são acionadas, elas continuam a ser sentidas indefinidamente, e não há como atendê-las plenamente. É como se elas se tornassem mais fortes quanto mais você tenta alimentá-las. Elas se referem ao contínuo desejo de desenvolver potencialidades, de &#8220;ser tudo que você pode ser&#8221;. Elas o impelem a se tornar o mais completo &#8220;você&#8221; que só você pode ser. Daí o termo auto-realização.</p>
<h3>As pessoas auto-realizadoras</h3>
<p>Vamos pensar um pouco na teoria até este ponto. Se você quer ser realmente uma pessoa auto-realizadora, você precisa suprir suas necessidades inferiores, pelo menos até certo nível. Isso faz sentido: se você tem fome, você vai se virar para conseguir comida; se você não se sente seguro, estará constantemente em alerta; se você está isolado e sem amor, você vai tentar satisfazer essa necessidade; se você tem uma baixa auto-estima, vai se tornar defensivo ou tentar compensar de alguma forma. Ou seja, quando suas necessidades inferiores não são satisfeitas, você não consegue se dedicar totalmente ao desenvolvimento de seus potenciais.</p>
<p>Não é surpresa, portanto, com o mundo difícil em que vivemos hoje, que apenas uma pequena porcentagem da população mundial seja, verdadeira e predominantemente, auto-realizadora. Maslow em certo ponto sugeriu que apenas 2% da humanidade são pessoas auto-realizadoras.</p>
<p>Surge então a questão: o que exatamente Maslow chama de auto-realização? Para responder a isso, precisamos dar uma olhada nas pessoas que ele chamava de auto-realizadoras. Felizmente, Maslow fez isso para nós, usando um método qualitativo denominado <strong>análise biográfica</strong>.</p>
<p>Pra começar, ele selecionou um grupo de pessoas. Algumas eram figuras históricas, outras eram pessoas que ele conhecia. As pessoas escolhidas eram aquelas que Maslow sentia que se encaixavam no padrão de auto-realização. Nesse grupo estavam Abraham Lincoln, Thomas Jefferson, Albert Einstein, Eleanor Roosevelt, Jane Adams, William James, Albert Schweitzer, Benedict Spinoza, Aldous Huxley, e mais 12 pessoas cujos nomes foram mantidos em segredo e que estavam vivas na época em que Maslow conduziu a pesquisa. Ele então estudou suas biografias e escritos, e os atos e palavras daquelas que ele conhecia pessoalmente. A partir dessas fontes, Maslow criou uma lista de qualidades que pareciam características dessas pessoas, em oposição à grande maioria de pobres mortais como nós.</p>
<p>Essas pessoas eram &#8220;<strong>centradas na realidade</strong>&#8221; (reality-centered), o que significa que elas conseguiam distinguir o que é falso e enganoso do que é real e genuíno. Elas eram &#8220;<strong>centradas em problemas</strong>&#8221; (problem-centered), o que quer dizer que elas tratavam as dificuldades da vida como problemas que precisavam de soluções, não como frustrações pessoais com as quais devessem se irritar e se conformar. Elas tinham uma <strong>percepção diferente de meios e fins</strong>. Elas sentiam que os fins não necessariamente justificavam os meios, mas que os meios poderiam ser fins em si mesmos e que os meios &#8211; a jornada &#8211; eram, com muita frequência, mais importantes que os fins.</p>
<p>Os auto-realizadores também têm um modo diferente de se relacionar com os outros. Primeiramente, eles apreciam a <strong>solidão</strong> e se sentem confortáveis em estar sozinhos. E eles apreciam <strong>relações pessoais profundas</strong> com alguns poucos amigos próximos e membros da família, mais do que relações superficiais com muitas pessoas.</p>
<p>Eles apreciam a <strong>autonomia</strong>, uma relativa independência das necessidades físicas e sociais. E eles <strong>resistem à aculturação</strong>, ou seja, não são suscetíveis à pressão social de serem &#8220;bem ajustados&#8221; ou de se adequarem ao padrão &#8211; eles são, na verdade, inconformados, no melhor dos sentidos.</p>
<p>Eles têm um <strong>senso de humor não hostil </strong>- preferem fazer piada de si próprios, ou da condição humana, e nunca fazem humor às custas de alguém. Eles têm uma qualidade que Maslow chamou de <strong>aceitação de si-mesmo e dos outros</strong>, que significa que eles são mais propensos a aceitar você como você é do que tentar mudá-lo para o modo como eles acham que você deveria ser. Essa mesmo aceitação aplica-se às atitudes deles em relação a si mesmos: se alguma característica pessoal não é prejudicial, eles a aceitam, até mesmo apreciando-a como uma peculiaridade pessoal. Por outro lado, eles são fortemente motivados a mudar características negativas de si próprios que podem ser mudadas. Paralelamente a essa aceitação, possuem <strong> espontaneidade e simplicidade</strong>: eles preferem ser eles mesmos a serem pretensiosos ou artificiais.</p>
<p>Além disso, eles tinham um senso de <strong>humildade e respeito</strong> para com os outros &#8211; algo que Maslow também chamou de &#8220;valores democráticos&#8221; &#8211; significando que eles eram abertos à diversidade dos indivíduos e à diversidade étnica, considerando-as inclusive um tesouro da humanidade. Eles tinham uma qualidade que Maslow chamou &#8220;<strong>human kinship</strong>&#8220;, termo que denota um sentimento de fraternidade para com a raça humana. Significa interesse social, compaixão, humanidade. Essa qualidade era acompanhada de um <strong>forte senso ético</strong>, que tinha uma conotação espiritual, mas raramente ligado a religiões convencionais.</p>
<p>E essas pessoas tinham uma habilidade de ver as coisas, até mesmo as coisas comuns, com <strong>admiração</strong>. Em paralelo a isso há a capacidade de serem <strong> criativas</strong>, inventivas e originais.</p>
<p><a name="culminantes"></a>E finalmente, essas pessoas tendiam a ter mais <strong>experiências culminantes</strong> (peak experiences) do que as pessoas comuns. Uma experiência culminante é um momento em que você é tirado de si mesmo, que faz você se sentir minúsculo, ou muito grande, em certa medida sentir-se um com a vida, ou com a natureza, ou com Deus. Dá a sensação de ser parte do infinito e do eterno. Essas experiências tendem a deixar marcas profundas na vida da pessoa, mudá-la para melhor, e muitas pessoas procuram essa experiência ativamente. São também chamadas de experiências místicas, e são conhecidas em muitas tradições religiosas e filosóficas.</p>
<p>Maslow obviamente não declara que os auto-realizadores são perfeitos. Há muitas falhas ou imperfeições que ele descobriu ao longo de suas pesquisas. Em primeiro lugar, essas pessoas frequentemente sofrem de considerável ansiedade e culpa &#8211; culpa e ansiedade realistas, e não as versões neuróticas. Alguns deles estavam sempre perdidos em pensamentos ou eram exageradamente bondosos. E finalmente, alguns deles tinham momentos inesperados de crueldade, frieza e perda de humor.</p>
<p>Há duas outras observações sobre os auto-atualizadores: a primeira é que seus valores eram &#8220;naturais&#8221; e pareciam fluir sem esforço de suas personalidades. Em segundo lugar, eles pareciam transcender muitas das dicotomias que outros aceitavam como inquestionáveis, como por exemplo as diferenças entre espiritual e físico, ou entre egoísmo e o altruísmo, ou entre o masculino e o feminino.</p>
<h3>Metanecessidades e metapatologias</h3>
<p>Outro modo como Maslow abordou o problema de definir o que é a auto-realização foi falando sobre as necessidades especiais, também chamadas de metanecessidades (B-needs), que direcionam a vida dos auto-realizadores. Eis o que eles precisam em suas vidas para serem felizes:</p>
<table border="0">
<tbody>
<tr>
<th class="tb01">Desejados</th>
<th class="tb01">Indesejados</th>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">Verdade</td>
<td class="tb01">Desonestidade</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">Beleza</td>
<td class="tb01">Feiúra ou vulgaridade</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">Unidade, completude, transcendência de opostos</td>
<td class="tb01">Arbitrariedade ou escolhas forçadas</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">Vitalidade</td>
<td class="tb01">Morte ou mecanização da vida</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">Singularidade</td>
<td class="tb01">Uniformidade</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">Perfeição e necessidade</td>
<td class="tb01">Descuido, inconsistência ou acidente</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">Justiça e ordem</td>
<td class="tb01">Injustiça e ausência de leis</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">Simplicidade</td>
<td class="tb01">Complexidade desnecessária</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">Riqueza</td>
<td class="tb01">Empobrecimento ambiental</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">Ausência de esforço</td>
<td class="tb01">Esforço excessivo</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">Auto-suficiência</td>
<td class="tb01">Dependência</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">Sentido</td>
<td class="tb01">Ausência de sentido</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>À primeira vista, pode parecer óbvio que tudo mundo precisa disso. Mas vamos pensar: se você vive em dificuldades econômicas ou em meio a uma guerra, se você vive em condições miseráveis, você se preocupa mais com esses valores, ou em como conseguir comida ou um teto para passar a noite? De fato, Maslow acredita que muito do que está errado no mundo é devido ao fato de muito poucas pessoas estarem interessadas nesses valores &#8211; não porque sejam más pessoas, mas porque elas nem sequer conseguiram atender suas necessidades básicas.</p>
<p>Quando o auto-realizador não consegue satisfazer essas necessidades, ele desenvolve metapatologias &#8211; uma lista de problemas tão grande quanto a lista de metanecessidades! Vamos resumir dizendo que, quando forçado a viver sem esses valores, o auto-realizador desenvolve depressão, falta de esperança, desgosto, alienação e um certo grau de cinismo.</p>
<p>Maslow esperava que seus esforços em descrever as pessoas auto-realizadoras eventualmente levassem a uma &#8220;tabela periódica&#8221; dos tipos de qualidades, problemas, patologias e soluções características dos mais altos níveis do potencial humano. Com o tempo, ele dedicou atenção crescente não à sua própria teoria, mas à Psicologia Humanista e ao movimento dos potenciais humanos.</p>
<p>O modelo de hierarquia de necessidades foi desenvolvido entre 1943 e 1954, e sua primeira publicação extensiva ocorreu em 1954, no livro Motivação e Personalidade. Nessa época, o modelo de hierarquia de necessidades era composto de cinco níveis, esses que apresentamos aqui. Mais tarde, em seu livro Introdução à Psicologia do Ser (1962), que acabou por se tornar o mais popular, Maslow já apresentava uma noção mais ampliada das necessidades humanas e já incorporava elementos do que seriam a semente do pensamento transpessoal em Maslow, em especial a noção de transcendência. Estudiosos da obra de Maslow posteriormente refizeram a clássica pirâmide, que passou então a ter oito camadas:</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 491px"><img title="Pirâmide de Necessidades de Maslow" src="/wp-img/piramide8.gif" alt="Pirâmide de Necessidades de Maslow - 8 níveis" width="481" height="307" /><p class="wp-caption-text">Pirâmide de Necessidades de Maslow - 8 níveis</p></div>
<p>No fim de sua vida, Maslow inaugurou o que ele chamou de <a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2008/o-que-e-psicologia-para-leigos/#transpessoal" title="O que é psicologia (para leigos)" rel="bookmark">Quarta Força</a> em psicologia. O behaviorismo era a primeira força; A psicanálise freudiana e demais &#8220;psicologias profundas&#8221; constituíam a segunda; sua própria Psicologia Humanista, incluindo os existencialistas europeus era a terceira força. A Quarta Força é representada pela <a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2008/psicologia-transpessoal/" title="Psicologia Transpessoal" rel="bookmark">Psicologia Transpessoal</a> que, buscando inspiração nas filosofias orientais, pesquisa assuntos como meditação, níveis superiores de consciência, e mesmo fenômenos parapsicológicos. Talvez o psicólogo transpessoal mais conhecido atualmente seja Ken Wilber, autor de livros como O Projeto Atman e Uma Breve História de Tudo.</p>
<p>Maslow depositava uma esperança otimista nessa nova corrente da psicologia. Vejamos suas próprias palavras, no Prefácio à segunda edição de &#8220;Introdução à Psicologia do Ser&#8221;:</p>
<div class="citation">Considero a Psicologia Humanista, ou Terceira Força em Psicologia, apenas transitória, uma preparação para uma Quarta Psicologia ainda &#8220;mais elevada&#8221;, transpessoal, transumana, centrada mais no cosmo do que nas necessidades e interesses humanos, indo além do humanismo, da identidade, da individuação e quejandos. [...] Esses novos avanços podem muito bem oferecer uma satisfação tangível, usável e efetiva do &#8220;idealismo frustrado&#8221; de muita gente entregue a um profundo desespero, especialmente os jovens. Essas Psicologias comportam a promessa de desenvolvimento de uma filosofia de vida, de um substituto da religião, de um sistema de valores e de um programa de vida cuja falta essas pessoas estão sentindo. Sem o transcendente e o transpessoal ficamos doentes, violentos e niilistas, ou então vazios de esperança e apáticos. Necessitamos de algo &#8220;maior do que somos&#8221;, que seja respeitado por nós próprios e a que nos entreguemos num novo sentido, naturalista, empírico, não-eclesiástico [...]</div>
<p>Maslow não chegou a ver fundada a Associação de Psicologia Transpessoal (<a href="http://www.atpweb.org/" target="_blank">Association for Transpersonal Psychology</a>), o que só ocorreu em 1972, dois anos após sua morte.</p>
<h3>Links Externos</h3>
<p>Associação de Psicologia Humanista (<a href="http://www.ahpweb.org/" target="_blank">Association for Humanistic Psychology</a>)</p>
<p>Revista de Psicologia Humanista (<a href="http://www.ahpweb.org/pub/journal/menu.html" target="_blank">Journal of Humanistic Psychology</a>)</p>
<p>Associação de Psicologia Transpessoal (<a href="http://www.atpweb.org/" target="_blank">Association for Transpersonal Psychology</a>)</p>
<p>Revista de Psicologia Transpessoal (<a href="http://www.atpweb.org/journal.asp" target="_blank">Journal of Transpersonal Psychology</a>)</p>
<h3>Referências Bibliográficas</h3>
<p style="text-align: left;">A SCIENCE ODISSEY: Peoples and Discoveries: Abraham Maslow. Disponível em: &lt;http://www.pbs.org/wgbh/aso/databank/entries/bhmasl.html&gt;. Acesso em: 4 abr. 2008.</p>
<p style="text-align: left;">BOEREE, C. G. <strong>Abraham Maslow</strong>. Disponível em: &lt;http://webspace.ship.edu/cgboer/maslow.html&gt;. Acesso em: 4 abr. 2008.</p>
<p style="text-align: left;">BUTLER-BOWDON, Tom. <strong>50 Psychology Classics</strong>: Who We Are, How We Think, What We Do; Insight and Inspiration from 50 Key Books. London: Nicholas Brealey Publishing, 2007.</p>
<p style="text-align: left;">HOFFMAN, Edward. <strong>The right to be a human</strong>: a biography of Abraham Maslow. McGraw-Hill, 1999.</p>
<p style="text-align: left;">HUITT, William G. <strong>Maslow&#8217;s Hierarchy of Needs</strong>. Educational Psychology Interactive, Valdosta State University, Valdosta, GA, 2004. Disponível em: &lt;http://chiron.valdosta.edu/whuitt/col/regsys/Maslow.html&gt;. Acesso em: 23 jun. 2008.</p>
<p style="text-align: left;">MASLOW, A. H. <strong>Introdução à Psicologia do Ser</strong>. 2.ed. Rio de Janeiro: Eldorado, s/d.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Biografia de Abraham Maslow</title>
		<link>http://www.buscadorerrante.com/wp/2009/biografia-de-abraham-maslow/</link>
		<comments>http://www.buscadorerrante.com/wp/2009/biografia-de-abraham-maslow/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2009 05:17:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Pedrassoli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[biografias]]></category>
		<category><![CDATA[Maslow]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia humanista]]></category>
		<category><![CDATA[teóricos]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;O que chamamos de &#8216;normal&#8217; em psicologia é na verdade a psicopatologia da média, tão pouco dramática e tão extensivamente comum que nós geralmente nem a percebemos.&#8221; &#8212; A. H. Maslow, Introdução à Psicologia do Ser
&#8220;Não acredito que a ciência mecanicista (que na psicologia corresponde ao behaviorismo) esteja incorreta, mas apenas que seja estreita e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="photo-citation">
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 232px"><img title="Abraham Maslow" src="/wp-img/maslow.jpg" alt="Abraham Maslow" width="222" height="282" /><p class="wp-caption-text">Abraham Maslow</p></div>
<p>&#8220;O que chamamos de &#8216;normal&#8217; em psicologia é na verdade a psicopatologia da média, tão pouco dramática e tão extensivamente comum que nós geralmente nem a percebemos.&#8221; &#8212; A. H. Maslow, Introdução à Psicologia do Ser</p>
<p>&#8220;Não acredito que a ciência mecanicista (que na psicologia corresponde ao behaviorismo) esteja incorreta, mas apenas que seja estreita e limitada demais para que sirva como uma filosofia geral ou abrangente.&#8221; &#8212; A. H. Maslow, Psychology of Science: A Reconnaissance</p>
<p>&#8220;Se você planeja ser qualquer coisa menos do que aquilo que você é capaz, provavelmente você será infeliz todos os dias de sua vida.&#8221; &#8212; A. H. Maslow</p></div>
<p>Maslow foi um pensador supreendentemente original, pois a maioria dos psicólogos antes dele estavam mais preocupados com a doença e com a anormalidade. Maslow queria saber o que constituía a saúde mental positiva. A <a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2008/o-que-e-psicologia-para-leigos/#humanista" title="O que é psicologia (para leigos)" rel="bookmark">psicologia humanista</a>, corrente impulsionada por ele, deu origem a diversas diferentes formas de psicoterapia, todas guiadas pela idéia de que as pessoas possuem todos os recursos internos necessários ao crescimento e à cura e o objetivo da terapia é remover os obstáculos para que o indivíduo consiga isso. A mais famosa dessas técnicas foi a terapia centrada na pessoa, desenvolvida por <a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2009/carl-rogers/" title="Carl Rogers (1902-1987) &#8211; Índice" rel="bookmark">Carl Rogers</a>. Maslow foi também um dos grandes impulsionadores do <a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2008/psicologia-transpessoal/" title="Psicologia Transpessoal" rel="bookmark">movimento transpessoal</a> em psicologia.</p>
<p>Abraham Maslow nasceu no dia 1 de abril de 1908, no Brooklyn, NY. Foi o primeiro dos 7 filhos de seus pais, que eram judeus com pouca educação, imigrantes da Rússia. Seus pais, querendo o melhor para seus filhos, foram extremamente exigentes com Maslow em relação ao sucesso acadêmico. Sua infância parece ter sido muito infeliz, de acordo com seus próprios relatos:</p>
<div class="citation">Fui um garoto tremendamente infeliz&#8230; Minha família era miserável e minha mãe era uma criatura horrível&#8230; Cresci dentro de bibliotecas e sem amigos&#8230; Com a infância que tive, é de se surpreender que eu não tenha me tornado um psicótico. (Maslow apud Hoffman, 1999, p. 1)</div>
<p>Para satisfazer seus pais, ele primeiro estudou Direito no <a href="http://www1.ccny.cuny.edu/" target="_blank">City College of New York (CCNY)</a>. Após 3 semestres, ele se transferiu para o <a href="http://cornellcollege.edu/" target="_blank">Cornell</a>, e depois retornou ao CCNY. Casou-se com Bertha Goodman em 1928, sua prima em primeiro grau, contra a vontade de seus pais. Abraham e Bertha tiveram duas filhas.</p>
<p>O casal mudou-se para Wisconsin para que ele pudesse cursar a Universidade de Wisconsin. Lá, ele se interessou pela psicologia, e seu desempenho escolar melhorou dramaticamente. Passava o tempo lá trabalhando com Harry Harlow, famoso por seus experimentos com bebês-macacos e comportamento de apego.</p>
<p>Maslow terminou sua graduação em 1930, seu mestrado em 1931 e seu doutorado em 1934, todos em psicologia, todos na Universidade de Wisconsin. Um ano após a graduação, ele retornou a NY para trabalhar com E. L. Thorndike na Universidade de Columbia, onde Maslow passou a interessar-se pelo estudo da sexualidade humana.</p>
<p>Começou a lecionar em tempo integral no <a href="http://www.brooklyn.cuny.edu/" target="_blank"> Brooklyn College</a>. Durante esse período de sua vida, entrou em contato com muitos intelectuais europeus que estavam migrando para os Estados Unidos, e para o Brooklyn em particular &#8211; pessoas como Adler, Fromm, Horney, bem como vários psicólogos freudianos e da Gestalt.</p>
<p>Maslow coordenou o curso de psicologia em <a href="http://www.brandeis.edu/" target="_blank"> Brandeis</a> de 1951 a 1969. Lá conheceu Kurt Goldstein, que concebeu originalmente a idéia de auto-realização em seu famoso livro &#8220;O Organismo&#8221; (1934). Foi lá também que Maslow iniciou sua cruzada pela psicologia humanista &#8211; algo que se tornou muito mais importante para ele do que suas próprias teorias.</p>
<p>Maslow, junto com Anthony Sutich, foram os principais responsáveis pelo lançamento, nos Estados Unidos, da <a href="http://www.ahpweb.org/pub/journal/menu.html" target="_blank"> Revista de Psicologia Humanista</a> em 1961, e pela fundação da <a href="http://www.ahpweb.org/" target="_blank">Association for Humanistic Psychology</a>, em 1962.</p>
<p>Já no fim de sua vida, Maslow incentiva Anthony Sutich a criar a <a href="http://www.atpweb.org/journal.asp" target="_blank">Revista de Psicologia Transpessoal</a>, em 1969. Maslow também incentivou, mas não chegou a ver a fundação da Associação de Psicologia Transpessoal (<a href="http://www.atpweb.org/" target="_blank">Association for Transpersonal Psychology</a>), que só ocorreria em 1972.</p>
<p>Ele passou os anos finais de sua vida em semi-reclusão na Califórnia até 8 de junho de 1970, quando morreu de ataque cardíaco após anos de problemas de saúde.</p>
<p>Para saber mais sobre a teoria de Abraham Maslow, leia:</p>
<p class="link"><a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2009/a-hierarquia-de-necessidades-de-maslow/" title="A Hierarquia de Necessidades de Maslow" rel="bookmark">A Hierarquia de Necessidades de Maslow</a></p>
<p class="link"><a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2009/maslow-e-as-pessoas-auto-realizadoras/" title="Maslow e as pessoas auto-realizadoras" rel="bookmark">Maslow e as pessoas auto-realizadoras</a></p>
<h3>Principais influenciadores</h3>
<p>Alfred Adler (1970-1937), médico e psicólogo austríaco</p>
<p>Erich Fromm (1900-1980), psicanalista alemão</p>
<p>Harry Harlow (1905-1981), psicólogo americano</p>
<p>Kurt Goldstein (1878-1965), psiquiatra alemão</p>
<p>Max Wertheimer (1880-1943), psicólogo tcheco</p>
<p>Ruth Benedict (1887-1948), antropóloga americana</p>
<h3>Linha do Tempo</h3>
<table class="tb01" border="0">
<tbody>
<tr>
<td class="tb01">1908</td>
<td class="tb01">No dia 1 de abril, nasce Abraham Harold Maslow, no Brooklyn, Nova Iorque (EUA).</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">1928</td>
<td class="tb01">Casa-se, contra a vontade de seus pais, com Bertha Goodman, sua prima em primeiro grau</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">1930</td>
<td class="tb01">Forma-se em Psicologia, pela Universidade de Wisconsin</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">1931</td>
<td class="tb01">Termina seu mestrado em Psicologia, na Universidade de Wisconsin</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">1934</td>
<td class="tb01">Termina seu doutorado em Psicologia, também pela Universidade de Wisconsin</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">1937-1951</td>
<td class="tb01">Leciona no Brooklyn College, em Nova Iorque.</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">1943</td>
<td class="tb01">Publica o artigo &#8220;A Theory of Motivation&#8221; (Uma teoria sobre a motivação), que acabaria se tornando famoso por introduzir a primeira noção da Hierarquia de Necessidades.</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">1951</td>
<td class="tb01">Torna-se chefe do departamento de Psicologia da Universidade de Brandeis.</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">1954</td>
<td class="tb01">Publica o livro &#8220;Motivação e Personalidade&#8221; (Motivation and Personality)</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">1961</td>
<td class="tb01">Maslow ajuda Anthony Sutich a criar a <a href="http://www.ahpweb.org/pub/journal/menu.html" target="_blank">Revista de Psicologia Humanista</a>.</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">1962</td>
<td class="tb01">Escreve o livro &#8220;Introdução à Psicologia do Ser&#8221; (Towards a Psychology of Being)</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">1962</td>
<td class="tb01">Maslow ajuda Anthony Sutich a fundar a Associação de Psicologia Humanista (<a href="http://www.ahpweb.org/" target="_blank">Association for Humanistic Psychology</a>).</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">1968</td>
<td class="tb01">Maslow é eleito presidente da Associação de Psicologia Americana.</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">1970</td>
<td class="tb01">Em 8 de junho, Maslow morre, aos 62 anos, de ataque cardíaco.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3>Livros de Abraham Maslow</p>
<p><span style="font-size: 10pt">(o ano indicado refere-se à primeira edição da obra)</span></h3>
<p><strong>Motivation and Personality</strong>. Harper Row, 1954.</p>
<p><strong>Toward a Psychology of Being</strong>. (Introdução à Psicologia do Ser). Van Nostrand, 1962.</p>
<p><strong>Religions, Values and Peak-experiences</strong>. Ohio State University, 1964.</p>
<p><strong>The Psychology of Science</strong>: A Reconnaissance. Harper Row, 1966.</p>
<p><strong>The Farther Reaches of Human Nature</strong>. Viking Press, 1971.</p>
<p><strong>Future Visions</strong>: The Unpublished Papers of Abraham Maslow. Sage Publications, 1996.</p>
<p><strong>Maslow on Management</strong>. (<a href="http://www.submarino.com.br/books_searchresults.asp?franq=129118&amp;Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;WhichForm=frmSearch&amp;Search=maslow%20gerenciamento&amp;SearchBy=palavra-chave" target="_blank">Maslow no Gerenciamento</a>). Wiley, 1998.</p>
<p><strong>The Maslow Business Reader</strong>. (<a href="http://www.submarino.com.br/books_searchresults.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;WhichForm=frmSearch&amp;Search=diario%20de%20negocios%20de%20maslow&amp;SearchBy=palavra-chave&amp;franq=129118" target="_blank">O Diário de Negócios de Maslow</a>). Wiley, 2000.</p>
<h3>Links Externos</h3>
<p>Associação de Psicologia Humanista (<a href="http://www.ahpweb.org/" target="_blank">Association for Humanistic Psychology</a>)</p>
<p>Revista de Psicologia Humanista (<a href="http://www.ahpweb.org/pub/journal/menu.html" target="_blank">Journal of Humanistic Psychology</a>)</p>
<p>Associação de Psicologia Transpessoal (<a href="http://www.atpweb.org/" target="_blank">Association for Transpersonal Psychology</a>)</p>
<p>Revista de Psicologia Transpessoal (<a href="http://www.atpweb.org/journal.asp" target="_blank">Journal of Transpersonal Psychology</a>)</p>
<h3>Referências Bibliográficas</h3>
<p>A SCIENCE ODISSEY: Peoples and Discoveries: Abraham Maslow. Disponível em: &lt;http://www.pbs.org/wgbh/aso/databank/entries/bhmasl.html&gt;. Acesso em: 4 abr. 2008.</p>
<p>BOEREE, C. G. <strong>Abraham Maslow</strong>. Disponível em: &lt;http://webspace.ship.edu/cgboer/maslow.html&gt;. Acesso em: 4 abr. 2008.</p>
<p>BUTLER-BOWDON, Tom. <strong>50 Psychology Classics</strong>: Who We Are, How We Think, What We Do; Insight and Inspiration from 50 Key Books. London: Nicholas Brealey Publishing, 2007.</p>
<p>HOFFMAN, Edward. <strong>The right to be a human</strong>: a biography of Abraham Maslow. McGraw-Hill, 1999.</p>
<p>HUITT, William G. <strong>Maslow&#8217;s Hierarchy of Needs</strong>. Educational Psychology Interactive, Valdosta State University, Valdosta, GA, 2004. Disponível em: &lt;http://chiron.valdosta.edu/whuitt/col/regsys/Maslow.html&gt;. Acesso em: 23 jun. 2008.</p>
<p>MASLOW, A. H. <strong>Introdução à Psicologia do Ser</strong>. 2.ed. Rio de Janeiro: Eldorado, s/d.</p>
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