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	<title>O Buscador Errante &#187; psicologia transpessoal</title>
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	<description>Quando achei que encontraria respostas, mudaram todas as perguntas.</description>
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		<title>Respiração Holotrópica (por Stanislav Grof)</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Aug 2009 14:01:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Pedrassoli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Grof]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia transpessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[Extraído, com adaptações por Alexandre Pedrassoli, do livro &#8220;Psicologia do Futuro&#8221;
Teoria e Prática da Respiração Holotrópica
Nos últimos vinte anos, minha esposa Christina e eu desenvolvemos uma abordagem para a terapia e a auto-exploração que chamamos de &#8220;respiração holotrópica&#8221;. Ela induz estados holotrópicos muito poderosos através de uma combinação de meios muito simples &#8211; respiração acelerada, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Extraído, com adaptações por Alexandre Pedrassoli, do livro &#8220;Psicologia do Futuro&#8221;</em></p>
<h3>Teoria e Prática da Respiração Holotrópica</h3>
<p>Nos últimos vinte anos, minha esposa Christina e eu desenvolvemos uma abordagem para a terapia e a auto-exploração que chamamos de &#8220;respiração holotrópica&#8221;. Ela induz estados holotrópicos muito poderosos através de uma combinação de meios muito simples &#8211; respiração acelerada, música evocativa e uma técnica de trabalho corporal que ajuda a liberar bloqueios bioenergéticos e emocionais residuais. Em sua teoria e prática, esse método une e integra vários elementos de tradições antigas e aborígenes, filosofias espirituais orientais e psicologia profunda do ocidente. </p>
<h3>O Poder de Cura da Respiração</h3>
<p>A utilização de várias técnicas de respiração com propósitos religiosos e curativos pode ser encontrada no despertar da história da humanidade. Nas culturas antigas e pré-industriais, a respiração e o respirar desempenharam um importante papel em cosmologia, mitologia e filosofia, assim como foram uma ferramenta importante nas práticas rituais e espirituais. Desde o início da história, quase todos os principais sistemas psicoespirituais que buscam compreender a natureza humana têm visto a respiração como um elo crucial entre corpo, mente <em>e </em>espírito. Isso reflete-se claramente nas palavras que significam &#8216;respiração&#8217; em várias línguas.</p>
<p>Na antiga literatura indiana, o termo <em>prana </em>significava não apenas respiração física e ar, mas também a essência sagrada da vida. Similarmente, na tradicional medicina chinesa, a palavra <em> chi </em>refere-se essência cósmica e à energia da vida, assim como ao ar natural<br />
que respiramos com nossos pulmões. No Japão, a palavra correspondente é <em> ki. O ki </em>representa um papel de extrema importância nas práticas espirituais japonesas e nas artes marciais. Na Grécia antiga, a palavra <em>pneuma</em>  significava tanto ar, como respiração, e espírito ou essência da vida. Os gregos também viam a respiração em relação de proximidade com a psique. O termo <em>phren </em>era usado tanto para o diafragma, o maior músculo envolvido na respiração, quanto para a mente (como podemos ver no termo <em>esquizofrenia </em>= mente cindida).</p>
<p>Na antiga tradição hebraica, a mesma palavra, <em>ruach</em>, significava respiração e espírito criativo, que eram vistos como idênticos. Em latim, o mesmo nome era usado para respiração e espírito &#8211; <em>spiritus</em>. Similarmente, nas línguas eslavas, espírito e respiração têm a mesma raiz linguística.</p>
<p>Há séculos que se sabe ser possível influenciar a consciência com técnicas que envolvem a respiração. Os procedimentos que têm sido usados para esse propósito, por várias culturas antigas e não-ocidentais, cobrem um âmbito muito grande, desde interferências drásticas na respiração até os exercícios sutis e sofisticados de várias tradições espirituais. Assim, a forma original do batismo, praticada pelos essênios, envolvia uma submersão forçada do neófito na água por um longo período. Isso resultava em uma poderosa experiência de morte e renascimento.</p>
<p>Pudemos confirmar, repetidas vezes, a observação de Wilhelm Reich de que as resistências e defesas psicológicas estão associadas à restrição da respiração (Reich, 1961). O aumento deliberado do compasso da respiração, tipicamente, relaxa as defesas psicológicas e leva à liberação e à emergência de materiais inconscientes (e superconscientes). A não ser que se tenha testemunhado ou experimentado esse processo pessoalmente, é difícil acreditar, com base puramente teórica, no poder e na eficácia dessa técnica.</p>
<h3>O Potencial de Cura da Música</h3>
<p>Na respiração holotrópica, o efeito de alteração da consciência ocasionado pela respiração é combinado com música evocativa. Como a respiração, a música e outras formas de tecnologia sonora têm sido usadas por milênios como poderosas ferramentas em práticas rituais e espirituais. Desde tempos imemoriais, o monótono soul de tambores, cânticos e outras técnicas de produção de som têm sido as principais ferramentas de xamãs em diferentes partes do mundo. Muitas culturas pré-industriais desenvolveram, de maneira bastante independente, ritmos de tambores que em experimentos laboratoriais têm notáveis efeitos sobre a atividade elétrica do cérebro (Jilek, 1974; Neher; 1961, 1962).</p>
<p>Em muitas culturas, a tecnologia sonora tem sido usada especificamente com propósitos curativos no contexto de intrincadas cerimônias. Os rituais de cura navajo, conduzidos por cantores treinados, têm uma complexidade assombrosa que já foi comparada às partituras das óperas de Wagner. A dança de transe dos kung bushmen, do deserto Kalahari na África, tem um enorme poder de cura, como já foi documentado em vários filmes e estudos antropológicos (Lee &amp; Devore, 1976; Katz, 1976). O potencial de cura dos sincréticos rituais religiosos do Caribe e da América do Sul, como a <em>santeria</em> cubana ou a umbanda brasileira, é reconhecido nesses países por muitos profissionais que tiveram a tradicional formação ocidental. Casos notáveis de cura emocional e psicossomática ocorrem nos encontros de grupos cristãos que usam música, cânticos e dança, como os Domadores de Serpentes, ou as <em>Holy Ghost People </em>(Pessoas do Espírito Santo) e os pregadores ou membros da Igreja Pentecostal.</p>
<p>A música cuidadosamente selecionada parece ser valiosa principalmente nos estados holotrópicos de consciência, nos quais tem várias funções importantes. Ela mobiliza emoções associadas a memórias reprimidas, leva-as à superfície e facilita sua expressão. Ajuda a abrir a porta do inconsciente, intensifica e aprofunda o processo, e fornece um contexto significativo para a experiência. O contínuo fluxo de música cria uma onda portadora que ajuda o indivíduo a passar por experiências e impasses difíceis, superar as defesas psicológicas, render-se e soltar-se. Nas sessões de respiração holotrópica, que costumam ser conduzidas em grupo, a música tem uma função adicional: ela mascara os sons emitidos pelos participantes e os entrelaça em uma dinâmica estética.</p>
<p>(continua&#8230;)</p>
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		<title>Stanislav Grof</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jul 2009 23:31:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Pedrassoli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[biografias]]></category>
		<category><![CDATA[Grof]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia transpessoal]]></category>
		<category><![CDATA[teóricos]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;O que havia começado como uma sondagem psicológica da psique inconsciente tornou-se automaticamente busca filosófica do significado da vida e jornada de descoberta espiritual.&#8221; &#8212; S. Grof, &#8220;Psicologia do Futuro&#8221;
&#8220;A imagem do cosmo como uma supermáquina gigante com características newtonianas, consistindo em blocos de construção separados (partículas elementares e objetos), deu lugar a uma visão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="photo-citation">
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 210px"><img class=" " title="Stanislav Grof" src="/wp-img/grof.jpg" alt="Stanislav Grof" width="200" /><p class="wp-caption-text">Stanislav Grof</p></div></p>
<p>&#8220;O que havia começado como uma sondagem psicológica da psique inconsciente tornou-se automaticamente busca filosófica do significado da vida e jornada de descoberta espiritual.&#8221; &#8212; S. Grof, &#8220;Psicologia do Futuro&#8221;</p>
<p>&#8220;A imagem do cosmo como uma supermáquina gigante com características newtonianas, consistindo em blocos de construção separados (partículas elementares e objetos), deu lugar a uma visão de campo unificado, um todo orgânico no qual tudo está significativamente interligado.&#8221; &#8212; S. Grof, &#8220;Quando o Impossível Acontece&#8221;</p>
<p>&#8220;O trabalho com estados holotrópicos nos mostra uma alternativa radical e surpreendente: a mobilização da inteligência interna profunda dos clientes, que guia o processo de cura e transformação.&#8221; &#8212; S. Grof, &#8220;Quando o Impossível Acontece&#8221;</p></div>
<h3>Biografia</h3>
<p>Stanislav Grof nasceu em Praga, na antiga Tchecoslováquia, em 1 de julho de 1931. É um dos pioneiros da <a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2008/psicologia-transpessoal/" title="Psicologia Transpessoal" rel="bookmark">Psicologia Transpessoal</a>, e um estudioso dos estados ampliados de consciência, sejam eles espontâneos ou induzidos por diversas técnicas. Entre as técnicas possíveis, Grof estudou especialmente as drogas psicodélicas, como o LSD, e as técnicas respiratórias. Depois de muitos anos de pesquisa, desenvolveu sua própria técnica: a <a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2009/respiracao-holotropica/" title="Respiração Holotrópica (por Stanislav Grof)" rel="bookmark">Respiração Holotrópica</a>, que combina um tipo específico de respiração, músicas, trabalho corporal e artístico, para fins terapêuticos e de autoconhecimento.</p>
<p>As descobertas de Stanislav Grof só foram possíveis devido a uma descoberta que havia sido feita em 1943. Em abril desse ano, um químico da indústria farmacêutica Sandoz acidentalmente intoxicou-se com uma substância que havia sintetizado pela primeira vez cinco anos antes, a partir de um fungo comumente encontrado nos campos de centeio. Ele teve então que interromper seu trabalho, pois foi tomado de ansiedade e tonturas, seguidas de um estado semelhante a um sonho, em que presenciou uma sequência incrível de imagens e de desenhos abstratos coloridos, durante cerca de duas horas.</p>
<p>Esse químico chamava-se Albert Hofmann e a substância era a dietilamida do ácido lisérgico, ou LSD. Dez anos depois desse incidente, a Universidade Karlova, em Praga, recebia amostras de LSD para fins de  pesquisa. A Sandoz dizia que a droga parecia provocar uma psicose temporária, e que portanto seria uma ferramenta útil no estudo das psicoses, entre outras possibilidades.</p>
<p>Nessa época, Stanislav Grof era estudante de medicina nessa universidade, e interessou-se em acompanhar sessões em que voluntários eram submetidos a observação após ingerirem LSD. O interesse de Grof nesse tempo girava em torno da psicanálise freudiana.</p>
<p>Em 1956, após sua graduação em medicina, Grof submeteu-se pessoalmente à sua primeira sessão com LSD. A experiência que teve, de alargamento da percepção, do contato com emoções ocultas, e as sensações de integração com o universo, foram tão intensas e pessoalmente transformadoras, que seu interesse pela psicanálise freudiana foi imediatamente obscurecido e Grof decidiu então se dedicar ao estudo dos estados ampliados de consciência.</p>
<p>De 1960 a 1967, Grof trabalhou no Departamento para o Estudo de Relações Interpessoais, no Instituto de Pesquisas Psiquiátricas em Praga. pesquisando o potencial terapêutico das substâncias psicodélicas. Nessa época, apenas a Suíça e a Tchecoslováquia produziam oficialmente LSD. Em março de 1967, Grof e seu irmão Paul deixam a Tchecoslováquia e vão tentar a vida na América do norte: Grof nos EUA e Paul no Canadá. Grof é convidado a trabalhar na Universidade John Hopkins, como médico e pesquisador. Nesse final da década de 1960 até o início da década de 1970, Grof estuda o efeito dos psicodélicos em pacientes com câncer terminal.</p>
<p>Em 1973, Grof é convidado a mudar-se para Big Sur, na Califórnia, para trabalhar no <a href="http://www.esalen.org/" target="_blank">Instituto Esalen</a>. Lá, ministra palestras e cursos, e continua suas pesquisas com psicodélicos. Entretanto, o LSD havia sido proibido nos EUA no mesmo ano em que Grof chegou a esse país, e foi ficando cada vez mais difícil conseguir a droga. Em 1975, ele conhece Christina, sua futura esposa, com quem passa a trabalhar em Esalen. Juntos, desenvolvem a <a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2009/respiracao-holotropica/" title="Respiração Holotrópica (por Stanislav Grof)" rel="bookmark">Respiração Holotrópica</a>, uma técnica que combina respiração, músicas, trabalho corporal e artístico, para induzir um estado de consciência semelhante àquele criado pelo consumo de LSD.</p>
<p>O termo &#8220;holotrópico&#8221; foi criado por Grof e significa aproximadamente &#8220;em direção ao todo&#8221;, em oposição a &#8220;hilotrópico&#8221; (&#8221;em direção às partes&#8221;), nosso estado comum de vigília. Grof afirma que no estado holotrópico, a pessoa tende a perceber o todo mais do que as partes. Ela pode então compreender as interconexões entre fatos, pessoas, sentimentos, e a partir dessa compreensão, consegue transformar positivamente sua vida.</p>
<p>Em 1977, Grof publica seu primeiro livro, chamado &#8220;Realms of the Human Unconscious: Observations from LSD Research&#8221; (sem tradução para o português), onde apresenta suas conclusões baseadas na observação de milhares de sessões de LSD, coletadas durante duas décadas. Nesse mesmo ano, funda a ITA &#8211; International Transpersonal Association. Em 1987, Grof deixa Esalen e passa a dedicar-se principalmente a divulgação de sua teoria e da Respiração Holotrópica. Em 1989, publica &#8220;Spiritual Emergency&#8221; (&#8221;Emergência Espiritual&#8221;), onde analisa casos em que pessoas entram espontaneamente em estados holotrópicos, como um processo natural de transformação pessoal.</p>
<p>No ano 2000, publicou &#8220;Psicologia do Futuro&#8221;, onde apresenta sua visão do que seria uma psicologia mais completa e mais profunda, tanto para fins terapêuticos como de autoconhecimento. Suas conclusões para esse livro foram baseadas em mais de 30 mil sessões conduzidas ou supervisionadas por ele.</p>
<p>Stanislav Grof atua atualmente como professor de Psicologia no California Institute for Integral Studies, em São Francisco e na Pacifica Graduate School, em Santa Barbara. Conduz seminários e palestras no mundo todo.</p>
<h3>Principais influenciadores</h3>
<ul>
<li>Sigmund Freud (1856-1939), neurologista austríaco</li>
<li>Carl Gustav Jung (1875-1961), psiquiatra suíço</li>
<li><a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2009/abraham-maslow/" title="Abraham Maslow (1908-1970) &#8211; Índice" rel="bookmark">Abraham Maslow</a> (1908-1970), psicólogo americano</li>
</ul>
<h3>Linha do Tempo</h3>
<table class="tb01">
<tr>
<td class="tb01">
<div align="right">1931</div>
</td>
<td class="tb01" align="left" valign="top"><span class="tb01">No dia 1 de julho, nasce Stanislav Grof, em Praga, capital da antiga Tchecoslováquia</span></td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">
<div align="right">1956</div>
</td>
<td class="tb01" align="left" valign="top"><span class="tb01">Gradua-se em medicina pela Universidade Karlova, em Praga. Após a formatura, submete-se como voluntário, à sua primeira sessão com uso de LSD.</span></td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">
<div align="right">1960-1967</div>
</td>
<td class="tb01" align="left" valign="top"><span class="tb01">Grof trabalha do Departamento de Estudos de Relações Interpessoais, no Instituto de Pesquisas Psiquiátricas em Praga, pesquisando potencial terapêutico dos psicodélicos.</span></td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">
<div align="right">1967</div>
</td>
<td class="tb01" align="left" valign="top"><span class="tb01">Grof e seu irmão Paul saem da Tchecoslováquia. Grof muda-se para os Estados Unidos e é convidado a trabalhar na Universidade John Hopkins, como médico e pesquisador.</span></td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">
<div align="right">fim anos 60 &#8211; início anos 70</div>
</td>
<td class="tb01" align="left" valign="top"><span class="tb01">Grof conduz pesquisas com uso de psicodélicos em pacientes com câncer terminal</span></td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">
<div align="right">1972</div>
</td>
<td class="tb01" align="left" valign="top"><span class="tb01">Participa da Primeira Conferência Transpessoal Internacional, na Islândia. Durante o evento, casa-se com Joan Halifax.</span></td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">
<div align="right">1973</div>
</td>
<td class="tb01" align="left" valign="top"><span class="tb01">Grof muda-se para Big Sur, na Califórnia. Passa a ministrar palestras e conduzir pesquisas no Instituto Esalen.</span></td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">
<div align="right">1975</div>
</td>
<td class="tb01" align="left" valign="top"><span class="tb01">Grof conhece Christina e passam a trabalhar e morar juntos em Esalen. Começam a trabalhar com a Respiração Holotrópica.</span></td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">
<div align="right">1977</div>
</td>
<td class="tb01" align="left" valign="top"><span class="tb01">Grof publica seu primeiro livro: &#8220;Realms of the Human Unconscious: Observations from LSD Research&#8221; (sem tradução para o português)</span></td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">
<div align="right">1977</div>
</td>
<td class="tb01" align="left" valign="top"><span class="tb01">Grof funda a ITA &#8211; International Transpersonal Association (Associação Transpessoal Internacional)</span></td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">
<div align="right">1978</div>
</td>
<td class="tb01" align="left" valign="top"><span class="tb01">Grof e Christina participam da Quarta Conferência Transpessoal Internacional, em Belo Horizonte, Brasil</span></td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">
<div align="right">1985</div>
</td>
<td class="tb01" align="left" valign="top"><span class="tb01">Publica &#8220;Beyond the Brain&#8221;, primeiro livro de Grof a ser traduzido para  português, em 1988, com o título &#8220;Além do Cérebro: Nascimento, Morte e Transcendência em Psicoterapia&#8221;</span></td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">
<div align="right">1987</div>
</td>
<td class="tb01" align="left" valign="top"><span class="tb01">Grof deixa Esalen</span></td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">
<div align="right">1992</div>
</td>
<td class="tb01" align="left" valign="top"><span class="tb01">Grof realiza Conferência da ITA em Praga, depois de mais de 20 anos morando fora de seu país natal</span></td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">
<div align="right">1993</div>
</td>
<td class="tb01" align="left" valign="top">Recebe Prêmio Honorário da Associação para Psicologia Transpessoal (<a href="http://www.atpweb.org/" target="_blank">Association for Transpersonal Psychology</a>)</td>
</tr>
<tr>
<td class="tb01">
<div align="right">2006</div>
</td>
<td class="tb01" align="left" valign="top"><span class="tb01">Publica &#8220;When the Impossible Happens&#8221; (&#8221;Quando o impossível acontece&#8221;, Heresis, 2007), onde relata pela primeira vez suas próprias experiências transpessoais</span></td>
</tr>
</table>
<h3>Livros de Stanislav Grof</p>
<h5>(o ano indicado refere-se à primeira edição da obra)</span></h5>
<ul>
<li><strong>Realms of the Human Unconscious</strong>: Observations from LSD Research. Viking Press, 1975.</li>
<li><strong>The Human Encounter with Death</strong>. E. P. Dutton, 1977.</li>
<li><strong>Beyond Death</strong>: Gates of Consciousness. (Além da Morte: Mitos, Deuses, Mistérios). Thames and Hudson, 1980.</li>
<li><strong>LSD Psychotherapy</strong>. Hunter House, 1980.</li>
<li><strong>Ancient Wisdom and Modern Science</strong>. SUNY Press, 1984.</li>
<li><strong>Beyond the Brain</strong>: Birth, Death, and Transcendence in Psychotherapy. (Além do Cérebro: Nascimento, Morte e Transcendência em Psicoterapia). SUNY Press, 1985.</li>
<li><strong>The Adventure of Self-Discovery</strong>. (A aventura da autodescoberta). SUNY Press, 1987.</li>
<li><strong>Human Survival and Consciousness Evolution</strong>. SUNY Press, 1988.</li>
<li><strong>Spiritual Emergency</strong>: When Personal Transformation Becomes a Crisis. (Emergência Espiritual: Crise e Transformação Espiritual). J. P. Tarcher, 1989.</li>
<li><strong>The Stormy Search for the Self</strong>: a Guide to Personal Growth Through Transformational Crisis. (A tempestuosa busca do ser). J. P. Tarcher, 1990.</li>
<li><strong>The Holotropic Mind</strong>: the Three Levels of Consciousness and How They Shape Our Lives. (A Mente Holotrópica: Novos Conhecimentos Sobre Psicologia e Pesquisa da Consciência). Harper Collins, 1992.</li>
<li><strong>The Books of the Dead</strong>: Manuals for Living and Dying. Thames and Hudson, 1994.</li>
<li><strong>The Cosmic Game</strong>: Explorations of the Frontiers of Human Consciousness. (O Jogo Cósmico: Explorações das Fronteiras da Consciência Humana). SUNY Press, 1998.</li>
<li><strong>The Consciousness Revolution</strong>: a Transatlantic Dialogue. Element Books, 1999.</li>
<li><strong>Psychology of the Future</strong>: Lessons from Modern Consciousness Research. (Psicologia do Futuro: Lições das Pesquisas Modernas da Consciência). SUNY Press, 2000.</li>
<li><strong>The Ultimate Journey</strong>: Consciousness and The Mystery of Death. MAPS, 2006.</li>
<li><strong>When the Impossible Happens</strong>: Adventures in Non-Ordinary Realities. (Quando o impossível acontece: histórias extraordinárias que desafiam a ciência).Sounds True, 2006.</li>
</ul>
<h3>Links Relacionados</h3>
<p><a href="http://www.holotropic.com/" target="_blank">Grof Transpersonal Training</a></p>
<p>Associação de Psicologia Transpessoal (<a href="http://www.atpweb.org/" target="_blank">Association for Transpersonal Psychology</a>)</p>
<p>Revista de Psicologia Transpessoal (<a href="http://www.atpweb.org/journal.asp" target="_blank">Journal of Transpersonal Psychology</a>)<a href="http://www.atpweb.org/journal.asp" target="_blank"></a></p>
<p><a href="http://www.atpweb.org/" target="_blank"></a></p>
<h3><span lang="PT-BR">Referências Bibliográficas</span></h3>
<p>GROF, Stanislav; GROF, Christina. <strong>Emergência Espiritual</strong>. São Paulo: Cultrix, 1989.</p>
<p>GROF, Stanislav. <strong>Psicologia do futuro</strong>. São Paulo: Heresis, 2000.</p>
<p>GROF, Stanislav. <strong>Quando o impossível acontece</strong>. São Paulo: Heresis, 2007.</p>
<h3>Artigos Relacionados</h3>
<ul>
<li><a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2009/abraham-maslow/" title="Abraham Maslow (1908-1970) &#8211; Índice" rel="bookmark">Abraham Maslow</a></li>
<li><a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2008/o-que-e-psicologia-para-leigos/" title="O que é psicologia (para leigos)" rel="bookmark">O que é psicologia (para leigos)</a></li>
<li><a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2008/psicologia-transpessoal/" title="Psicologia Transpessoal" rel="bookmark">Psicologia Transpessoal</a></li>
<li><a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2009/respiracao-holotropica/" title="Respiração Holotrópica (por Stanislav Grof)" rel="bookmark">Respiração Holotrópica (por Stanislav Grof)</a></li>
</ul>
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		<title>O que é psicologia (para leigos)</title>
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		<pubDate>Tue, 20 May 2008 20:38:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Pedrassoli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[behaviorismo]]></category>
		<category><![CDATA[psicanálise]]></category>
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		<category><![CDATA[psicologia transpessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[Este artigo foi escrito propositalmente em linguagem acessível e em tom coloquial, para não se tornar chato e pedante, uma vez que é para leigos. Se você quer um artigo científico, entre no www.scielo.br ou no scholar.google.com e procure lá. Bom, também tem outras coisas mais sisudas e “científicas” neste mesmo site. Dá uma olhada, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este artigo foi escrito propositalmente em linguagem acessível e em tom coloquial, para não se tornar chato e pedante, uma vez que é <em>para leigos</em>. Se você quer um artigo científico, entre no <a href="http://www.scielo.br/" target="_blank">www.scielo.br</a> ou no <a href="http://scholar.google.com/" target="_blank">scholar.google.com</a> e procure lá. Bom, também tem outras coisas mais sisudas e “científicas” neste mesmo site. Dá uma olhada, quem sabe?</p>
<p>Então tá. Daí você navegou por uns sites, leu que psicologia é isso e aquilo e ainda não entendeu direito. Porque uns falam que a psicologia estuda o comportamento, outros dizem que é o estudo da consciência, outros que é o estudo da mente. Aí tem o Freud fumando charuto e escutando um paciente que fica deitado, falando sem parar. Mas de vez em quando aparece uma notícia de que um psicólogo conseguiu ensinar um chimpanzé a apertar uns botões e ficou super feliz (o psicólogo, não o chimpanzé). E aí tem um outro que estuda parapsicologia e faz estudos com telepatia e outras coisas do além. Você até já aprendeu que a palavra psicologia significa “estudo da alma”, mas parece que o único que mexe com essa coisa de alma é o cara da parapsicologia, às voltas com suas almas penadas&#8230;</p>
<p>Bom, se você pensa que agora sim, vai ter uma explicação simples e definitiva, dançou. Porque eu também não sei definir bem o que é psicologia, afinal até entre os psicólogos há divergências. Mas vamos tentar juntos chegar a algumas idéias. Quem sabe no final deste texto, você chega a uma definição de psicologia melhor que a minha. Daí você me manda um comentário e a gente conversa.</p>
<p>Comecemos pelo modo mais simples: o “pai dos burros”, também conhecido como dicionário (eu sei, o termo é politicamente incorreto, mas vá lá). O dicionário <a href="http://houaiss.uol.com.br/" target="_blank">Houaiss Online</a> traz as seguintes definições para a palavra psicologia:</p>
<div class="citation">
<strong>1</strong> Rubrica: psicologia. Ciência que trata dos estados e processos mentais;<br />
<strong>2</strong> Rubrica: psicologia. Estudo do comportamento humano ou animal;<br />
<strong>3</strong> Conjunto dos traços psicológicos característicos de um indivíduo ou de um povo, uma comunidade, uma geração etc. Ex.: &lt;ele conhece bem a p. do pai dele&gt; &lt;não entendo a p. dos jovens&gt; &lt;a p. dos ingleses&gt;;<br />
<strong>4</strong> Curso universitário onde se ensinam os principais ramos da psicologia, bem como ciências afins, e que forma o psicólogo. Ex.: aluno de p.;<br />
<strong>5</strong> atividade psicológica ou mental característica de uma pessoa ou situação;<br />
<strong>6</strong> capacidade inata ou aprendida para lidar com outras pessoas, levando em conta suas características psicológicas; tato, compreensão, jeito. Ex.: é preciso p. para lidar com delinqüentes;<br />
<strong>7</strong> análise ou estudo psicológico de um livro, uma obra de arte, um fato, um fenômeno, uma característica de algo etc. Ex.: &lt;a p. do conto francês&gt; &lt;a p. dos shows de rock&gt;;
</div>
<p>Pronto, começou a encrenca! Sete definições! Bom, vamos por partes. Tá vendo aquelas duas primeiras onde aparece “Rubrica: psicologia”? Isso significa que quem fez essas definições foi a própria psicologia. As outras definições, de 3 a 7, são usos mais do dia-a-dia para a palavra, que não dizem respeito à ciência da Psicologia. As definições que nos interessam são as duas primeiras: “estudo dos estados e processos mentais” e “estudo do comportamento humano ou animal”. Vamos dar uma olhada nelas.<br />
Mas antes de qualquer coisa, você precisa saber que há muita discordância entre os diversos teóricos da psicologia. Ao longo da história da psicologia, muitos pesquisadores lançaram críticas aos seus antecessores e propuseram novas formas de estudar os processos psicológicos. Algumas vezes, isso fez com que a forma anterior fosse abandonada para sempre. Outras vezes, a nova proposta não matou a teoria anterior, mas criou uma nova corrente de pensamento, fazendo com que as duas correntes, a nova e a antiga, continuassem seguindo seus rumos de forma independente. Um exemplo disso foi quando Sigmund Freud criou a psicanálise, por volta do ano 1900, afirmando a existência do inconsciente, uma parte de nossa mente que guarda pensamentos e idéias que não podemos perceber conscientemente. Outras linhas de psicologia já existiam antes de Freud, e muitos dos antigos psicólogos não aceitaram a nova proposta. E de fato, muitos não aceitam até hoje, o que faz com que ainda existam duas linhas diferentes dentro da psicologia, que surgiram a partir da divisão iniciada por Freud.</p>
<p>Voltemos então ao dicionário. Vamos pegar a definição “ciência do comportamento humano ou animal”. Parece simples e óbvio, afinal todo mundo sabe o que é comportamento, não é? Não, não é. Diga-me você então o que é comportamento. É difícil descrever? Então vamos por exemplos. Falar é um comportamento? Sim. Andar é um comportamento? Sim. Até aí está muito fácil. Mas aí podemos complicar um pouco. <em>Lembrar</em> é um comportamento? <em>Imaginar</em> é um comportamento? E <em>sonhar</em>, seria um comportamento? Você pode responder sim ou não a estas perguntas, dependendo do que você entende por comportamento. Da mesma forma, no começo da história da psicologia moderna, lá entre os anos 1800 e 1900, alguns cientistas disseram sim e outros disseram não. E, é claro, cada um achava que estava mais certo que o outro. E mesmo entre os que concordavam com o “sim”, surgiam outras divergências. Eles pensavam: Tudo bem, vamos admitir que imaginar seja um comportamento. Mas como medir a imaginação? Como observá-la objetivamente ocorrendo na mente de uma pessoa? A necessidade de medir o fenômeno e de observá-lo objetivamente era uma exigência da ciência tradicional, criada nos moldes das ciências naturais (Física, Química, etc.). E a psicologia queria ser uma ciência, então precisava adequar-se. Aí, para resolver o problema de como medir, uns criavam engenhosos processos, treinando a pessoa para que ela aprendesse como relatar detalhadamente o que se passava em sua mente, ou ainda faziam medidas de alterações fisiológicas no organismo da pessoa, associando as alterações orgânicas aos processos mentais que não podiam ser medidos diretamente. Outros ainda, desprezaram esses processos que não podiam ser diretamente observados, dizendo que se não era possível medi-los, então não deviam fazer parte da psicologia. Outros, mais arrojados, e principalmente depois de 1900, começaram a suspeitar que aquele modelo de ciência não era mais suficiente para explicar os fenômenos psicológicos e começaram a propor novos modelos.</p>
<p>Em determinados momentos históricos surgiram visões radicalmente novas sobre o ser humano, e daí uma nova corrente de pensamento passava a desenvolver a psicologia segundo essa visão. Questões filosóficas ainda sem resposta, como qual a dose de livre-arbítrio que cada indivíduo possui, são uma das chaves para compreender porque as correntes psicológicas não conseguiam, e ainda não conseguem, aceitar umas às outras e formar um corpo único para a psicologia. Mas não se preocupe, a psicologia é ainda bebê. Historicamente ela acabou de nascer. É possível que no futuro todas as correntes de pensamento acabem convergindo para um mesmo ponto e uma unificação seja possível.</p>
<p>Foi assim que, a cada novo assunto estudado e a cada nova pergunta formulada, surgiram divergências de opiniões, criaram-se novas correntes de pensamento, iniciaram-se novos embates e discussões. Cada nova linha de pensamento recebeu novos adeptos, que acrescentaram informações ou corrigiram afirmações feitas anteriormente. De todas essas reviravoltas, chegamos hoje a uma psicologia que se apresenta em três grandes correntes de pensamento, ou três “forças”. Cada uma delas tende a rejeitar as outras e procurar impor-se como a que melhor explica o ser humano. Cada uma delas tem sua própria definição de psicologia e sua própria visão de homem. Há ainda uma quarta força, que representa a primeira tentativa de unificação das três anteriores. Vamos a elas:<br />
(continua&#8230;)</p>
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		<title>Psicologia Transpessoal</title>
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		<pubDate>Thu, 08 May 2008 21:56:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Pedrassoli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia transpessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[A psicologia, uma ciência bastante recente em termos históricos, ainda está à espera de uma unificação, uma lei geral que coordene suas diversas visões, por vezes antagônicas. Alguns autores admitem inclusive a existência não de uma única disciplina chamada psicologia, mas de diversas psicologias. Realmente, as diversas abordagens psicológicas, como a psicanálise, o behaviorismo e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A psicologia, uma ciência bastante recente em termos históricos, ainda está à espera de uma unificação, uma lei geral que coordene suas diversas visões, por vezes antagônicas. Alguns autores admitem inclusive a existência não de uma única disciplina chamada psicologia, mas de diversas psicologias. Realmente, as diversas abordagens psicológicas, como a psicanálise, o behaviorismo e o humanismo, entre outras, divergem em sua essência, já que apresentam diferentes visões do ser humano. São portanto, incompatíveis, desde seus pressupostos mais elementares.</p>
<p>Pode-se dizer que a psicologia transpessoal é a primeira tentativa de integrar as diferentes visões de homem em uma visão mais ampla e abrangente, onde as divergências de opinião não sejam mais vistas como antagonismos, mas como visões complementares e não-excludentes sobre o mesmo objeto de estudo: o ser humano.</p>
<p>O termo transpessoal significa “além do pessoal” ou “além da personalidade”. Utiliza-se esse termo porque a psicologia transpessoal ocupa-se de capacidades humanas que estão além da esfera do ego. A abordagem transpessoal procura integrar em sua visão todo o potencial humano que está ainda por desenvolver. Essas capacidades potenciais estão relacionadas à existência de estados superiores de consciência, ainda desconhecidas para a maior parte da humanidade. O caminho para atingir esses estados é o caminho da autotranscendência, ou superação do ego individual. Daí os termos: superação do ego, além do ego, trans-ego, transpessoal. </p>
<p>A psicologia transpessoal é também a primeira corrente da psicologia a considerar expressamente que o homem possui uma dimensão espiritual. Chega a ser uma ironia que a psicologia, que adotou uma palavra que significa “estudo da alma” para definir a si própria (do grego: <em>psykh(o)</em> = alma e <em>logía</em> = ciência, estudo sistemático), não tivesse até então se interessado em estudar mais detidamente a espiritualidade humana. O Prof. Dr. Elias Boainain Jr., em sua tese de doutorado sobre as dimensões transpessoais da psicologia rogeriana (veja <a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2009/carl-rogers/" title="Carl Rogers (1902-1987) &#8211; Índice" rel="bookmark">Carl Rogers</a>), fala-nos sobre a espiritualidade como um dos objetos de estudo da psicologia transpessoal:</p>
<p class="citation">A <em>espiritualidade</em>, ou a <em>dimensão espiritual do homem</em> [...] identifica o Movimento Transpessoal como a primeira corrente da Psicologia contemporânea que dedica atenção sistemática e privilegiada à dimensão espiritual da experiência humana, até então ignorada, negada, negligenciada ou reduzida a derivações secundárias de outras faixas inferiores do ser, como a sexualidade e a agressividade sublimadas, por exemplo. O próprio uso mais ou menos freqüente e generalizado do termo <em>espiritual</em> que os transpessoais fazem, tomando emprestado à Religião este e outros vocábulos, na falta de termos próprios na tradição psicológica ocidental, fala-nos do desinteresse da Psicologia pelo assunto. (BOAINAIN JR., 1996)</p>
<h3>Histórico</h3>
<p>Reconhece-se atualmente na psicologia quatro grandes correntes, ou “forças”. A Primeira Força é a abordagem comportamental ou Behaviorismo. A Segunda Força é a Psicanálise, fundada por Sigmund Freud e a Terceira Força é a Psicologia Humanista. A Psicologia Transpessoal surgiu então com a proposta de ser a Quarta Força da Psicologia (para mais detalhes, veja <a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2008/o-que-e-psicologia-para-leigos/" title="O que é psicologia (para leigos)" rel="bookmark">O que é psicologia (para leigos)</a>). De modo diferente das 3 forças que a antecederam, a Psicologia Transpessoal não aparece com contestação das correntes já vigentes, mas como uma evolução natural da Terceira Força, a Psicologia Humanista. De fato, é de dentro do movimento humanista que surgem alguns dos “fundadores” do movimento transpessoal. Dentre eles, destacam-se <a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2009/abraham-maslow/" title="Abraham Maslow (1908-1970) &#8211; Índice" rel="bookmark">Abraham Maslow</a> (1908-1970) e Antony Sutich (1907-1976). Em seu livro <em>Introdução à Psicologia do Ser</em>, na edição de 1968, Maslow aponta para o surgimento da Quarta Força:</p>
<p class="citation">Devo também dizer que considero a Psicologia Humanista, ou Terceira Força em Psicologia, apenas transitória, uma preparação para uma Quarta Força ainda &#8220;mais elevada&#8221;, transpessoal, trans-humana, centrada mais no cosmos que nas necessidades e interesses humanos, indo além do humanismo, da identidade, da individuação (&#8230;). (MASLOW, 1998, p.ii).</p>
<p>Em 1967, um comitê liderado por Sutich e do qual participaram nomes como James Fadiman, Michael Murphy, Miles Vich e Sidney Jourard, passa a reunir-se para organizar a publicação de uma revista de Psicologia Trans-Humanística, primeiro nome dado à nova abordagem. Em 1968, o mesmo comitê, com a participação de Viktor Frankl e <a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2009/stanislav-grof/" title="Stanislav Grof" rel="bookmark">Stanislav Grof</a>, mudam o nome para Revista de Psicologia Transpessoal (<a href="http://www.atpweb.org/journal.asp" target="_blank">Journal of Transpersonal Psychology</a>) e a revista é lançada em 1969. É a partir de então que o termo “transpessoal” passa a ganhar força. Em 1972, funda-se a Associação de Psicologia Transpessoal (<a href="http://www.atpweb.org/" target="_blank">Association for Transpersonal Psychology</a>). Marcia Tabone relata esse período inicial:</p>
<p class="citation">Durante os dez primeiros anos de existência da <em>Association for Transpersonal Psychology</em>, houve uma rápida evolução e a perspectiva transpessoal transcendeu os limites da Psicologia, da Psiquiatria e especialmente da Psicoterapia. As descobertas revolucionárias de outras disciplinas, como a Física quântica relativista, a teoria dos sistemas, a Parapsicologia, a Holografia, etc., confirmaram e fundamentaram as constatações apresentadas pelo movimento transpessoal. (TABONE, 1988, p.99)</p>
<p>Do surgimento do movimento até os dias de hoje, nota-se que houve uma mudança de ênfase. Originalmente entusiasmada com os chamados “estados alterados de consciência” (atualmente denominados “estados inusuais de consciência”), passou gradualmente a procurar uma visão integradora, que procurasse absorver as teorias antecessoras e dar um corpo único à psicologia, de acordo com a nova visão de homem. Autores como Roberto Assagioli, com sua Psicossíntese e Ken Wilber, com a teoria do Espectro da Consciência que resultou na sua Psicologia Integral, colaboraram para criar modelos abrangentes da consciência humana, tentando englobar as demais correntes psicológicas.</p>
<p>A Psicologia Transpessoal observou também que alguns estados comumente classificados como “surtos psicóticos” se assemelhavam às experiências místicas de vários povos, de diversas linhas religiosas e espirituais. Passou então a considerar que alguns desses “surtos” são na verdade experiências de transcendência ou de dissolução temporária do ego, para uma ampliação de consciência. <a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2009/stanislav-grof/" title="Stanislav Grof" rel="bookmark">Stanislav Grof</a> chama esses estados de “emergência espiritual”, e ocupou-se de estabelecer critérios para diferenciá-los dos surtos psicóticos. Essas “<a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2009/maslow-e-as-pessoas-auto-realizadoras/#culminantes" title="Maslow e as pessoas auto-realizadoras" rel="bookmark">experiências culminantes</a>”, segundo a terminologia de Maslow, são assim descritas por Grof.</p>
<p class="citation">Sentimentos de unidade com todo o universo. Visões e imagens de épocas e locais distantes. Sensações de vibrantes correntes de energia percorrendo o corpo, acompanhadas de espasmos e violentos tremores. [...] Vívidos vislumbres de luzes brilhantes e das cores do arco-íris. Temores de insanidade, e até de morte, iminente. (GROF, 1989, p.23)</p>
<p>Segundo a Associação de Psicologia Transpessoal, estes são, entre outros, os objetos de estudo dessa associação:</p>
<ul>
<li>Psicologia e Psicoterapia</li>
<li>Meditação, caminhos e práticas espirituais</li>
<li>Mudança e transformação pessoal</li>
<li>Pesquisa da consciência</li>
<li>Vício e recuperação</li>
<li>Pesquisa de psicodélicos e estados alterados de consciência</li>
<li>Morte e Experiências de Quase-Morte (EQM)</li>
<li>Auto-realização e valores superiores</li>
<li>A conexão mente-corpo</li>
<li>Mitologia e Xamanismo</li>
<li>Experiências culminantes</li>
</ul>
<p>Atualmente, a Psicologia Transpessoal no Brasil encontra ainda resistências junto ao meio acadêmico, embora um número crescente de trabalhos nessa linha venha sendo produzido. Poucos cursos de graduação em Psicologia oferecem a disciplina de Psicologia Transpessoal, embora haja um gradual crescimento na oferta de cursos de especialização nessa área. Nos Estados Unidos, há vários anos, já existe a especialização em Psicologia Transpessoal, sob diversos nomes. Um desses cursos em funcionamento é o de Psicologia Integral, idealizado por Ken Wilber.</p>
<h3>Links  relacionados: </h3>
<p>Journal of Transpersonal Psychology: <a href="http://www.atpweb.org/journal.asp" target="_blank">www.atpweb.org/journal.asp</a></p>
<p>Association for Transpersonal Psychology: <a href="http://www.atpweb.org/" target="_blank">www.atpweb.org</a></p>
<p>ALUBRAT – Associação Luso-Brasileira de Transpessoal: <a href="http://www.alubrat.net/" target="_blank">www.alubrat.net</a></p>
<p>ABPT &#8211; Associação Brasileira de Psicologia Transpessoal: <a href="http://www.abptranspessoal.com" target="_blank">www.abptranspessoal.com</a></p>
<h3>Autores Relacionados:</h3>
<ul>
<li><a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2009/abraham-maslow/" title="Abraham Maslow (1908-1970) &#8211; Índice" rel="bookmark">Abraham Maslow</a></li>
<li>Anthony Sutich</li>
<li>Carl Gustav Jung (<a href="http://www.submarino.com.br/busca/giro?q=carl+gustav+jung&amp;dep=1&amp;franq=129118" target="_blank">pesquisar livros</a>)</li>
<li><a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2009/carl-rogers/" title="Carl Rogers (1902-1987) &#8211; Índice" rel="bookmark">Carl Rogers</a> (<a href="http://www.submarino.com.br/busca/giro?q=carl+rogers&amp;dep=1&amp;franq=129118" target="_blank">pesquisar livros</a>)</li>
<li>Frances Vaughan</li>
<li>Fritjof Capra (<a href="http://www.submarino.com.br/busca/giro?q=fritjof+capra&amp;dep=1&amp;franq=129118" target="_blank">pesquisar livros</a>)</li>
<li>Ken Wilber (<a href="http://www.submarino.com.br/busca/giro?q=ken+wilber&amp;dep=1&amp;franq=129118" target="_blank">pesquisar livros</a>)</li>
<li>Pierre Weil (<a href="http://www.submarino.com.br/busca/giro?q=pierre+weil&amp;dep=1&amp;franq=129118" target="_blank">pesquisar livros</a>)</li>
<li>Roger N. Walsh</li>
<li><a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2009/stanislav-grof/" title="Stanislav Grof" rel="bookmark">Stanislav Grof</a> (<a href="http://www.submarino.com.br/busca/giro?q=stanislav+grof&amp;dep=1&amp;franq=129118" target="_blank">pesquisar livros</a>)</li>
<li>Viktor Frankl (<a href="http://www.submarino.com.br/busca/giro?q=viktor+frankl&amp;dep=1&amp;franq=129118" target="_blank">pesquisar livros</a>)</li>
</ul>
<h3>Referências Bibliográficas</h3>
<p>Association for Transpersonal Psychology. <em>About ATP</em>: Transpersonal Perspective. Disponível em: &lt;<a href="http://www.atpweb.org/transperspect.asp" target="_blank">http://www.atpweb.org/transperspect.asp</a>&gt;. Acesso em 8 maio 2008.</p>
<p>Boainain Jr., Elias. <a href="http://www.submarino.com.br/books_searchresults.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;WhichForm=frmSearch&amp;Search=tornar-se%20transpessoal%20boainain&amp;SearchBy=palavra-chave&amp;franq=129118" target="_blank"><em>Transcentrando</em>: Tornar-se transpessoal</a>. Dissertação de Mestrado. Universidade de São Paulo, Instituto de psicologia. São Paulo, 1996.</p>
<p>Grof, Stanislav. <em>Além do Cérebro</em>. São Paulo: McGraw-Hill, 1988.</p>
<p>Grof, Stanislav; Grof, Christina. <em><a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=83234&amp;ST=SE&amp;franq=129118" target="_blank">Emergência Espiritual</a></em>. São Paulo: Cultrix, 1989.</p>
<p>Maslow, Abraham M. <em><a href="http://www.submarino.com.br/busca/giro?q=toward+a+psychology+of+being&amp;dep=+&amp;franq=129118" target="_blank">Toward a Psychology of Being</a></em> (Introdução à Psicologia do Ser). 3.ed. Now York: John Wiley &amp; Sons, 1998.</p>
<p>Tabone, Marcia. <em><a href="http://www.submarino.com.br/books_searchresults.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;WhichForm=frmSearch&amp;Search=psicologia%20transpessoal%20tabone&amp;SearchBy=palavra-chave&amp;franq=129118" target="_blank">A Psicologia Transpessoal</a></em>. São Paulo: Cultrix, 1988.</p>
<h3>Artigos Relacionados</h3>
<ul>
<li><a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2009/maslow-e-as-pessoas-auto-realizadoras/" title="Maslow e as pessoas auto-realizadoras" rel="bookmark">Maslow e as pessoas auto-realizadoras</a></li>
<li><a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2008/o-que-e-psicologia-para-leigos/" title="O que é psicologia (para leigos)" rel="bookmark">O que é psicologia (para leigos)</a></li>
<li><a href="http://www.buscadorerrante.com/wp/2009/stanislav-grof/" title="Stanislav Grof" rel="bookmark">Stanislav Grof</a></li>
</ul>
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