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Desenhar Mandalas e Partilhar em Grupo

Quando a sessão termina e o respirador volta ao seu estado comum de consciência, o acompanhante vai com ele ou ela à sala das mandalas. Esta sala é equipada com uma variedade de material artístico. Nas folhas desses blocos, há desenhos, feitos a lápis, de círculos do tamanho de um prato de jantar. Pede-se aos respiradores que se sentem, meditem sobre a experiência e então encontrem uma forma de expressar o que lhes aconteceu durante a sessão.

Não há instruções específicas para desenhar. Algumas pessoas simplesmente produzem combinação de cores, outras constroem mandalas geométricas ou desenhos e pinturas figurativas. As últimas podem representar uma visão que ocorreu durante a sessão ou um relato ilustrado com várias sequências distintas. Em algumas ocasiões, o respirador resolve documentar uma única sessão com várias mandalas refletindo diferentes aspectos ou estágios da sessão. Em casos raros, o respirador não tem qualquer ideia do que vai desenhar e produz um desenho automático.

Mais tarde no mesmo dia, os respiradores levam suas mandalas a uma sessão de relato na qual falam sobre suas experiências. A estratégia dos facilitadores que lideram o grupo é a de encorajar um máximo de abertura e honestidade na partilha das experiências. A disposição dos participantes para revelar o conteúdo de suas sessões conduz ao desenvolvimento de vínculos (bonding) e de confiança no grupo. Isso aprofunda, intensifica e acelera o processo.

O Potencial de Cura da Respiração Holotrópica

Os resultados da respiração holotrópica são às vezes tão dramáticos e significativamente conectados com experiências específicas nas sessões que não tenho qualquer dúvida de que a respiração holotrópica é uma forma viável de terapia e auto-exploração. Nesses anos, vimos várias instâncias em que os participantes dos workshops e treinamentos conseguiram sair de depressões que os afligiam há vários anos, superar várias fobias, libertar-se de sentimentos irracionais que os consumiam e melhorar radicalmente sua autoconfiança e auto-estima. Também testemunhamos, em várias ocasiões, o desaparecimento de várias dores psicossomáticas, inclusive enxaquecas, e melhoras radicais e duradouras ou até mesmo a cura total de asma psicogênica. Em muitas ocasiões, os participantes de workshops ou treinamentos comparam favoravelmente o progresso obtido em várias sessões holotrópicas a anos de terapia verbal.

Em muitos casos, as sessões de respiração holotrópica levam a uma melhora dramática de condições físicas descritas em manuais médicos como doenças orgânicas. Dentre elas, vimos o término de infecções crônicas (sinusites, faringites, bronquites e cistites) após o desbloqueio bioenergético ter permitido a circulação sangüínea nas áreas correspondentes. Em várias instâncias, a respiração holotrópica levou a melhoras impressionantes de artrites. Em todos esses casos, o fator crítico que conduziu à cura parece ter sido a liberação de bloqueios bioenergéticos excessivos nas partes corporais atingidas, seguida por uma vasodilatação.

Em alguns poucos casos, o potencial de cura da respiração holotrópica foi confirmado por estudos clínicos conduzidos por praticantes que foram treinados por nós e usam esse método de maneira independente em seu próprio trabalho. Também já tivemos, em várias ocasiões, a oportunidade de receber retornos informais anos depois de os sintomas emocionais, psicossomáticos e físicos das pessoas terem melhorado ou desaparecido após sessões holotrópicas em nossos treinamentos ou workshops. Isso tem nos mostrado que as melhoras obtidas através de sessões holotrópicas costumam ser duradouras e antecipa a confirmação futura da eficácia desse interessante método de auto-exploração e cura.

Referências Bibliográficas

GROF, Stanislav. Psicologia do futuro. São Paulo:Heresis, 2000.

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