O que é psicologia (para leigos)

Por Alexandre Pedrassoli

(continuação…)

A Terceira Força

A Psicologia Humanista representa a terceira força em psicologia. Surgiu entre as décadas de 1950 e 1960, como reação e crítica às duas forças anteriores, que na época dominavam o cenário. Não há um fundador ou teórico que iniciou essa abordagem, mas normalmente considera-se Abraham Maslow o pai da Psicologia Humanista, principalmente pelo seu papel como articulador e organizador do movimento. Maslow, junto com Anthony Sutich, foram os principais responsáveis pelo lançamento, nos Estados Unidos, da Revista de Psicologia Humanista em 1961, e pela fundação da Association for Humanistic Psychology, em 1962. Maslow dizia que o Behaviorismo e Psicanálise não se preocupavam com o tema da saúde psicológica e propôs-se a trabalhar nesse sentido. Suas teorias foram construídas pela observação não de pessoas doentes, mas de pessoas com saúde mental acima da média, ou pessoas auto-realizadoras, como ele as denominou. Deve-se destacar ainda o nome de Carl Rogers, com sua Terapia Centrada na Pessoa, um dos grandes colaboradores do movimento humanista, principalmente na fundamentação teórica dessa nova forma de psicologia.

O movimento humanista teve apoio e influência de psicólogos e teóricos de diversas áreas, incluindo as teorias de discípulos dissidentes de Freud, como Adler, Jung, Otto Rank, William Reich e Ferenczi. Teve forte influência da Psicologia da Gestalt alemã, com sua visão holística e organísmica, a ainda das Psicologias Existenciais e da Fenomenologia.

A Psicologia Humanista vê o processo psicoterapêutico como uma técnica de crescimento pessoal ou de desenvolvimento do potencial humano, e não como técnica de tratamento de doenças mentais. Portanto, se você ainda achava que psicólogo é coisa pra louco, saiba que foi o movimento humanista que mudou essa história. Eles passaram a defender a idéia de que a psicoterapia era um processo de autoconhecimento, útil a qualquer pessoa. Deixaram de chamar o paciente de “paciente”, passando a chamá-lo “cliente”. Os humanistas afirmam que as pessoas só podem ser compreendidas como indivíduos. Não se pode conhecer uma pessoa a partir de dados estatísticos da população ou a partir de estudos com animais, uma crítica aos métodos do behaviorismo e da ciência tradicional. E ainda, as pessoas precisam ser compreendidas de forma completa e dentro de seu ambiente natural, e não através de análise de partes do comportamento ou através de experiências em laboratório.

Tom Greening é psicoterapeuta humanista e foi editor da Revista de Psicologia Humanista de 1971 a 2005. Ele descreve os cinco postulados básicos da Psicologia Humanista desta forma:

1) Seres humanos são mais do que a soma de suas partes. Não podem ser reduzidos a partes ou funções que os compõem.
2) Seres humanos só podem ser compreendidos no contexto humano.
3) Seres humanos são conscientes e conscientes de si mesmos.
4) Seres humanos têm livre-arbítrio e responsabilidade por suas escolhas.
5) Seres humanos são intencionais, perseguem objetivos, sabem que podem alterar eventos futuros e estão em busca de sentido, valor e criatividade.

O movimento humanista, em seu início, atraiu todo tipo de contestadores do sistema e logo sofreu críticas de quem o acusava de ser um movimento pouco sério. Também recebe críticas por não se adequar totalmente ao modelo tradicional de ciência, e por seu amplo escopo, que por reunir interesses de diversas correntes de pensamento, pode parecer um pouco mal-definido para quem não segue essa abordagem.

A Quarta Força

Se a terceira força já é criticada pelo seu escopo muito abrangente, aqui ele se torna ainda mais amplo. A quarta força da psicologia é a Psicologia Transpessoal. De modo diferente das outras três, a abordagem transpessoal surgiu como conseqüência da terceira força. É uma ampliação de Psicologia Humanista e não uma crítica a ela. Foram os mesmos Abraham Maslow e Anthony Sutich, articuladores do movimento humanista, os responsáveis por organizar e dar corpo ao movimento transpessoal. O movimento inicia-se em meados da década de 1960. Em 1969 foi criada a Revista de Psicologia Transpessoal e em 1972 funda-se a Association for Transpersonal Psychology.

O movimento transpessoal inicia seu surgimento quando os psicólogos humanistas começaram a observar, em atendimentos clínicos e em trabalhos com grupos, fenômenos que atestavam que o potencial humano era muito maior do que eles inicialmente imaginavam. Havia fenômenos e percepções que as pessoas tinham, que não podiam ser explicados pela percepção dos cinco sentidos, pois pareciam estar além disso. Estranhas sensações de poder e de bem-estar surgiam repentinamente, tanto para o terapeuta quanto para o cliente, quando ambos entravam em contato profundo durante uma sessão de terapia. Nesses momentos, os terapeutas relatavam que de repente não percebiam a barreira entre si e o cliente. Era como se eles fossem apenas um. Nos experimentos com grupos, duas ou mais pessoas sonhavam o mesmo sonho, ou compartilhavam imagens, ou tinham repentinas e profundas experiências interiores que mudavam radicalmente seu modo de ser. Um dos que relataram esses momentos durante a o atendimento terapêutico foi Carl Rogers, o psicólogo humanista, na última fase de seu trabalho, a partir de meados de 1970. Ele descreve esses momentos assim:

Sinto que nos melhores momentos da terapia há um mútuo estado alterado de consciência. Que ambos, de alguma forma, transcendemos um pouquinho o que somos ordinariamente, e que há uma comunicação acontecendo, que nenhum de nós compreende mas que é muito reflexiva. (Rogers, citado por Wood, 1991, p. 71)

Na tentativa de compreender esses “momentos mágicos” da psicoterapia, em que a consciência parece avançar além dos limites do próprio corpo para se fundir com a consciência do cliente, alguns psicólogos começaram a encontrar descrições de estados semelhantes em tradições filosóficas orientais, como o zen-budismo e o taoísmo, e também nas práticas de ioga e artes marciais. Tradições esotéricas de todas as religiões (cabala, sufismo, mística cristã) relatavam experiências consideradas místicas, que coincidiam com aquelas experiências de grupos em que pessoas passavam por repentinas e profundas transformações de seu modo de ser.

Começou então a surgir uma nova proposta de psicologia, que incorporava a dimensão espiritual do ser humano, e considerava a existência de níveis de consciência superiores ao nosso nível “normal”. A Psicologia Transpessoal contou ainda com os pesquisadores que faziam experimentos com drogas psicodélicas (Stanislav Grof, Aldous Huxley), incorporou a nova visão de mundo trazida pela Física Quântica, afirmando que a consciência pode interferir diretamente na realidade, reafirmaram a auto-realização dos humanistas e incluíram a noção de auto-transcendência, a necessidade de superar a si mesmo enquanto pessoa, para atingir níveis mais elevados de consciência, e daí o nome transpessoal (além do pessoal). Ken Wilber, um dos grandes teóricos da linha transpessoal, em 1977, propôs o modelo que chamou de Espectro da Consciência, em que aponta a existência de diversos níveis de consciência, afirmando que cada abordagem psicológica especializou-se em trabalhar em determinado nível, mas que uma abordagem completa deve considerar todos os níveis. Fundou então a linha que ele denominou Psicologia Integral, talvez a primeira tentativa de fornecer uma compreensão global e não-excludente de todas as abordagens em Psicologia.

A abordagem transpessoal recebe severas críticas dos que a consideram mística, não-científica. Há, entretanto, um número crescente de trabalhos, teóricos e práticos, publicados dentro dessa abordagem. A visão transpessoal critica a atitude das três outras forças, que tentam defender a sua visão como única e procura trabalhar de forma a integrar todas as abordagens.

(continua…)

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44 Comentários sobre “O que é psicologia (para leigos)”

  1. Roberto disse:

    Sabe, professor, a psicologia me parece mais como um endereço, onde a gente marca um encontro para se encontrar consigo mesmo no mundo….fico feliz por essa nova tal de psicologia transpessoal, eu nem sabia das outras direito, mas vejo as várias fases do ser como animal, humana, espiritual e transcendental, a fragmentação do saber faz parte da criação do mundo, acho que no fundo o objetivo de tudo e de todos é poder se unificar, ou pelo menos, interdisciplinarizar as áreas do conhecimento na busca de respostas. Abração

    • Alexandre Pedrassoli disse:

      Roberto,
      Obrigado por seus comentários. Concordo com você sobre a necessidade de unificação. O homem começou a dividir o conhecimento em disciplinas para poder estudar a fundo cada parte do conhecimento. Mas a etapa de reunificação é necessária para que se tenha uma compreensão ampla do mundo. Continue em sua busca. Um abraço!

  2. Alan disse:

    Tenho 16 anos, sou tímido, adoro exatas
    e utimamente minha vida deu uma reviravolta total.
    Meus conceitos e sonhos estão tomando outros rumos,
    não sei se estou pirando, só sei que estou perdido

    Parabéns pelo Bom Texto!
    Deu para compreender bem como é psicologia e que não é uma ciência fácil.

    • Alexandre Pedrassoli disse:

      Alan,
      Obrigado pelos comentários.
      Esses períodos de revolução são muito ricos para o crescimento pessoal!! Aproveite.
      Você não parece estar se sentindo mal de estar perdido. Continue em sua busca que daqui a pouco você encontra seu caminho de novo (e mais pra frente se perde de novo, se encontra, se perde… :) O caminho é assim mesmo)
      Abração

  3. Fernando disse:

    Sensacional!!!!…Finalmente, de uma forma eficiente e clara o texto nos possibilitou um conhecimento mais amplo da Psicologia. Parabéns pela iniciativa. Muito elucidador.

  4. Renata disse:

    Estou no 2º semestree de Psicologia… e seu texto explica bem resumidamente o pontos basicos da psicologia .. claro que é muito complexo e por na pratica tudo isso ou em um trabalho é simplesmente um passaporte para uma dor de cabeça, aonde vc vai ter uma ideia inicial e ao fim da analise vai ter outras 5 ou 6 ideias de como tal fato ocorre… mas como vc disse é facinante *–*

    Paraben’s

    • Alexandre Pedrassoli disse:

      Oi Renata
      Obrigado pelo comentário.
      É, o começo do curso de psicologia é assim mesmo. É tanta coisa que a gente se sente perdido.
      Mas não tenha pressa e o mais importante, estude de tudo. Psicologia é uma área que não tem fim, pode-se passar a vida estudando e sempre se descobre algo mais. Fascinante! ;)
      Um abraço

  5. castro disse:

    MUUUUUUITO BOM ESSE TEXTO!!!!!
    pô valeu…..deu uma clareada nas minhas idéias, você bem que poderia escrever um livro (se é que já não escreveu kk)

  6. Luciana disse:

    Cursei 2 anos de ADM com enfase em marketing, e durante muito tempo entre o marketing e RH, percebi que minha paixao era mesmo a psicologia. O texto foi muito bem colocado e consegui perceber que o comportamento humano é de fato fascinante, e a busca do auto-conhecimento é insaciavel ao ser humano, quanto mais achamos que sabemos, muito mais vem pela frente. Tenho muita vontade de trabalhar com crianças, e gostaria muito da sua opinião com relaçao a essa area, indicações de sites sobre a psicologia infantil e qual é o fundamento principal dela.

    Obrigada e parabens pelo texto! :)

    Beijos!

    • Alexandre Pedrassoli disse:

      Oi Luciana,
      Puxa, tem tanta coisa na área de psicologia infantil que fica difícil indicar. Dois grande autores que trabalharam e desenvolveram teorias relacionadas à psicologia infantil foram Winnicott e Piaget. Procure sobre eles na net. É um bom começo. Mas é um PEQUENO começo mesmo ;)
      Um abraço

  7. gil disse:

    Olá tudo bom? adorei o texto e me ajudou bastante para estudos. Você poderia me conceder autorização para utilizar o seu texto e fazer um vídeo baseado nele? é claro te dando autoria. aguardo uma resposta. Obrigado.

  8. André Luiz disse:

    Sou estudante de Direito e a Psicologia é uma das disciplinas do período que curso. Estou impressionado com a objetividade de seu texto. De uma didática perfeita e sem a retórica intelectualista, muito comum neste tipo assunto, aborda imparcialmente um tema polêmico por essência. Os próprios pensadores da área são vítimas de uma fonte eterna do sofrimento humano; a vaidade.
    Tal qual no seu texto, a imparcialidade seria de grande valia aos estudos da natureza humana. Entretanto, reconheço a dificuldade do próprio homem de se conhecer. Uma vez que o próprio ser está inserido nas viscissitudes de suas dúvidas.
    A Psicologia ainda trata do homem pelas bordas. No centro as chamas das incertezas queimam esplendorosas onde há apenas algumas cusparadas da ciência tentando controlá-las.

    Parabéns e obrigado pela ajuda a este leigo aqui.

    • Alexandre Pedrassoli disse:

      Caro André Luiz,
      Muito agradecido pelos elogios. Você tem razão quanto à imparcialidade. Dentro da própria psicologia há muitas desavenças desnecessárias para tentar impor esta ou aquela visão. A postura dogmática de muitas pessoas impede o enriquecedor exercício de “colocar-se no lugar do outro”.
      Recentemente li um ótimo livro de psicologia, bastante denso, que procura dar uma visão mais imparcial das diversas correntes: Personalidade: teoria e pesquisa (Pervin & John). Parece que a psicologia começa a querer formar um núcleo de entendimento comum das diversas correntes.
      Obrigado pelo comentário
      Um abraço

  9. Suka disse:

    Oie, vou fazer vestibular esse ano e pretendo cursar psicologia. Essa matéria reforçou mais ainda a minha escolha! Beijos

    • Alexandre Pedrassoli disse:

      Suka,
      Obrigado pelo comentário.
      Que bom! Fico feliz que o texto tenha te incentivado.
      Um abraço e boa sorte em seu curso.

  10. vanda disse:

    Olá!
    Parabéns, gostei muito do texto!Para leigos e curiosos é bastante esclarecedor.
    Gostaria de saber como a psicologia humanista compreende e lida com crianças com déficit de atenção e hiperatividade.

    Obrigada,
    Vanda

    • Alexandre Pedrassoli disse:

      Oi vanda,
      Pergunta difícil de responder. Mas para resumir, eu diria que, como a psicologia humanista não focaliza a doença, mas o indivíduo como um todo, ela procuraria compreender o que o comportamento da criança significa no contexto familiar e social da criança. E em muitos casos que são diagnosticados como deficit de atenção e hiperatividade é a família que sem saber colabora para manter aquele comportamento da criança. Casos em que há uma disfunção e precisam mesmo de medicação são raros. A maioria dos casos que atendi com essa queixa são resolvidos no contexto familiar.
      Obrigado pelo comentário
      Um abraço

  11. Gabriela Pelosi disse:

    Gostei muito do texto! Sou musicoterapeuta e fundamento meu trabalho especialmente nas teorias de Nordoff e Robbins, dois importantes clínicos e teóricos que foram profundamente influenciados pelo humanismo e buscaram utilizar a música para despertar esse potencial criativo e auto-realizador das pessoas. Quando dois indivíduos se encontram na música realmente acontecem esses momentos mágicos tbm descritos pela psicologia transpessoal, onde as dimenssões da realidade interior e exterior se fundem e que podemos nos sentir parte de um todo, ainda que ao mesmo tempo estejamos cada vez mais próximos de nossa individualidade. Realmente especial.

  12. Michele disse:

    Estou no 1º semestre de Psico e estudando história da Psico, o que inicialmente estava sendo meio confuso, mas seus textos são bastante esclarecedores. Muito obrigado pela ajuda!
    Dúvidas: Existe restrições em relação a formação? Por exemplo: Tenho que seguir uma linha específica? Eu não posso decidir de acordo com a situação de que maneira irei proceder, seja ela comportamental, humanista, analitica, terapias alternativas…etc?

    Muuuuuuuito Obrigado!

    • Alexandre Pedrassoli disse:

      Cara Michele, bom dia.
      Obrigado pela sua pergunta no site
      Não há restrição quanto à formação. Mas como vc ainda está no 1o. ano, é bom que você conheça pelo menos uma linha muito bem. Escolha a que mais faz sentido para sua própria vida. É difícil misturar tudo logo de cara. Mais para frente, vc vai começar a compreender bem os limites de cada abordagem e poderá começar a relacionar duas ou mais. Veja abaixo resposta que encaminhei para uma questão parecida.

      Estou à disposição se quiser conversar.

      Um grande abraço e boa sorte em seu curso!

  13. Geisi disse:

    Muito legal esses textos!

    Me ajudaram muito….

  14. joelma disse:

    oi ate ai tu tens muita razão sobre a psicologia, cabe nós os psicologos organizar uma conferencia para ser debater sobre o problema da definição.
    porque cada um tem a sua maneira de entender e de racionar mias se calhar a ideia de cada um não falha mto sobre o que entendeu sobre a psicologia

    • Alexandre Pedrassoli disse:

      Oi joelma,
      Acho que o problema de definição deve ser percebido, mas não sei se deve ser resolvido pela criação de uma “definição definitiva”. A multiplicidade de definições é inerente à própria diversidade humana. O que deveria ser eliminado são as brigas entre as diversas “facções” dentro da psicologia. Isso sim é falta de tolerância com quem pensa diferente.
      Obrigado pelo comentário.

  15. Emerson Pereira disse:

    muito esclarecedor o texto, complementou consideravelmente a aula que tive hoje na faculdade,pois sou estudante de psicologia.1 ano Faço psicoterapia e se não estiver enganado passei por experiencia determinista tanto do mundo exterior como do mundo interior, e hoje sinto essa liberdade de escolha para decidir por conta propria o que é bom para meu crescimento é como se eu estivesse um desapego.penso em ser essa experiencia transpessoal. Muito obrigado pelo texto sempre sera bem vindo.

    • Alexandre Pedrassoli disse:

      Emerson,
      Obrigado pelos comentários.
      É um tanto difícil descrever a experiência transpessoal. O transpessoal trascende também a lógica cartesiana, por isso faltam palavras para descrever a experiência. Boa sorte em seus estudos e em sua busca pessoal.
      Um abraço

  16. naza disse:

    depois de lê com atenção, observei que realmente é difícil definir esse ramo. Mas de qualquer forma é fascinante e gostoso de lê sobre o assunto

  17. Josias Cabelo disse:

    Excelente texto, muito bem escrito e fundamentado.

    Sou profissional da Ciência da Computação, iniciando mestrado, com 10 anos de profissão, coisa e tal. Desde os idos tempos do segundo grau, minha cabeça esteve focada no estudo da Psicologia. À época lia Jung, e confesso que hoje em dia não sabia nem o que lia, mas me sentia muito atraído pelas idéias e forma de pensar. Como comecei nesta história de computação muito cedo – com 15 anos de idade, profissionalmente mesmo – acabei naturalmente seguindo o caminho. Mas tem aquela coisa lá no inconsciente que me diz que tenho que cursar Psicologia e cessar essa curiosidade.

    Pois bem, a breve introdução serviu somente para contextualizar o elogio. Repetindo: seu texto é sensacional e diria que “básico” para qualquer leigo no assunto. Apesar de envolto em leituras técnicas da área há algum tempo, sua visão da ciência esclarece de forma embasada.

    Vale até uma twitada! :)

    • Alexandre Pedrassoli disse:

      Olá Josias, obrigado pelo comentário e pelos elogios (sem contar a divulgação :) ).
      Temos muito em comum. Também me formei em Ciências da Computação e só fui pra Psicologia depois de quase 9 anos na informática.
      Hoje trabalho como psicólogo e gosto muito mais do que faço.
      Quem sabe você não se arrisca também e acaba gostando?
      Boa sorte!

  18. luciene disse:

    Alexandre,
    li seus artigos sobre, psicologia humanista e achei mto interessante, vc consegue relacionar a psicologia humanista humanista com o romantismo???

    • Alexandre Pedrassoli disse:

      Olá luciene,
      Obrigado pelo comentário.
      Eu não saberia bem como relacionar o romantismo com o movimento humanista na psicologia. Aí vão alguns palpites:
      Pelo que eu conheça, a influência do romantismo na psicologia estaria inicialmente ligado às idéias de Brentano e Dilthey.
      Brentano foi professor de Husserl, e Husserl fundou a fenomenologia, que influenciou o movimento humanista na psicologia.
      Procure também informações sobre o “romantismo alemão” e o “idealismo alemão”.
      É uma dica de como vc poderia buscar uma associação. Espero que ajude.
      Boa sorte!

  19. Marilyn disse:

    Faço terapia ha algum tempo, desde que descobri ter Transtorno Bipolar, e ja conheci psicologas de diferentes correntes…
    Atualmente faço terapia com uma psicóloga que tem sua formação baseada na corrente humanista.
    Tive curiosidade em conhecer mais sobre o que seria essa corrente humanista e porisso procurei o site.
    Foi interessante ler as definições sobre as diversas correntes e por isso gostaria de agradecer e parabenizá-lo pela iniciativa.
    Obrigada e muito sucesso!

  20. Daiana disse:

    Olá Alexandre,

    Não tinha conhecimento desse site, estava procurando artigos referente a psicologia e Skinner e acabei me deparando com artigos interessantes e de facil compreensão.
    Eu pretendo fazer faculdade de psicologia mas de psicologia nada sei e li seu texto “O q é psicologia? para leigos” e realmente alimentou minha curiosidade e acabei pegando os outros textos (praticamente todos) para ler.
    Obrigada pelo texto. Realmente fascinante.
    Ps. Vou estudar mais sobre o assunto, ler as outras matérias e volto aqui =).

    Obrigada novamente e Bom Final de semana.

  21. José Guilherme disse:

    Eu gostei muito da sua definição da Psicologia, eu pretendo fazer faculdade e o que li aqui me deixou mais intrigado para saber mais afundo sobre as Forças que movem os pensamentos psicológicos.
    Muito bom mesmo!

  22. daniela disse:

    oi esse etudo foi muito inportante para min e legal

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