O que é psicologia (para leigos)

Por Alexandre Pedrassoli

Este artigo foi escrito propositalmente em linguagem acessível e em tom coloquial, para não se tornar chato e pedante, uma vez que é para leigos. Se você quer um artigo científico, entre no www.scielo.br ou no scholar.google.com e procure lá. Bom, também tem outras coisas mais sisudas e “científicas” neste mesmo site. Dá uma olhada, quem sabe?

Então tá. Daí você navegou por uns sites, leu que psicologia é isso e aquilo e ainda não entendeu direito. Porque uns falam que a psicologia estuda o comportamento, outros dizem que é o estudo da consciência, outros que é o estudo da mente. Aí tem o Freud fumando charuto e escutando um paciente que fica deitado, falando sem parar. Mas de vez em quando aparece uma notícia de que um psicólogo conseguiu ensinar um chimpanzé a apertar uns botões e ficou super feliz (o psicólogo, não o chimpanzé). E aí tem um outro que estuda parapsicologia e faz estudos com telepatia e outras coisas do além. Você até já aprendeu que a palavra psicologia significa “estudo da alma”, mas parece que o único que mexe com essa coisa de alma é o cara da parapsicologia, às voltas com suas almas penadas…

Bom, se você pensa que agora sim, vai ter uma explicação simples e definitiva, dançou. Porque eu também não sei definir bem o que é psicologia, afinal até entre os psicólogos há divergências. Mas vamos tentar juntos chegar a algumas idéias. Quem sabe no final deste texto, você chega a uma definição de psicologia melhor que a minha. Daí você me manda um comentário e a gente conversa.

Comecemos pelo modo mais simples: o “pai dos burros”, também conhecido como dicionário (eu sei, o termo é politicamente incorreto, mas vá lá). O dicionário Houaiss Online traz as seguintes definições para a palavra psicologia:

1 Rubrica: psicologia. Ciência que trata dos estados e processos mentais;
2 Rubrica: psicologia. Estudo do comportamento humano ou animal;
3 Conjunto dos traços psicológicos característicos de um indivíduo ou de um povo, uma comunidade, uma geração etc. Ex.: <ele conhece bem a p. do pai dele> <não entendo a p. dos jovens> <a p. dos ingleses>;
4 Curso universitário onde se ensinam os principais ramos da psicologia, bem como ciências afins, e que forma o psicólogo. Ex.: aluno de p.;
5 atividade psicológica ou mental característica de uma pessoa ou situação;
6 capacidade inata ou aprendida para lidar com outras pessoas, levando em conta suas características psicológicas; tato, compreensão, jeito. Ex.: é preciso p. para lidar com delinqüentes;
7 análise ou estudo psicológico de um livro, uma obra de arte, um fato, um fenômeno, uma característica de algo etc. Ex.: <a p. do conto francês> <a p. dos shows de rock>;

Pronto, começou a encrenca! Sete definições! Bom, vamos por partes. Tá vendo aquelas duas primeiras onde aparece “Rubrica: psicologia”? Isso significa que quem fez essas definições foi a própria psicologia. As outras definições, de 3 a 7, são usos mais do dia-a-dia para a palavra, que não dizem respeito à ciência da Psicologia. As definições que nos interessam são as duas primeiras: “estudo dos estados e processos mentais” e “estudo do comportamento humano ou animal”. Vamos dar uma olhada nelas.
Mas antes de qualquer coisa, você precisa saber que há muita discordância entre os diversos teóricos da psicologia. Ao longo da história da psicologia, muitos pesquisadores lançaram críticas aos seus antecessores e propuseram novas formas de estudar os processos psicológicos. Algumas vezes, isso fez com que a forma anterior fosse abandonada para sempre. Outras vezes, a nova proposta não matou a teoria anterior, mas criou uma nova corrente de pensamento, fazendo com que as duas correntes, a nova e a antiga, continuassem seguindo seus rumos de forma independente. Um exemplo disso foi quando Sigmund Freud criou a psicanálise, por volta do ano 1900, afirmando a existência do inconsciente, uma parte de nossa mente que guarda pensamentos e idéias que não podemos perceber conscientemente. Outras linhas de psicologia já existiam antes de Freud, e muitos dos antigos psicólogos não aceitaram a nova proposta. E de fato, muitos não aceitam até hoje, o que faz com que ainda existam duas linhas diferentes dentro da psicologia, que surgiram a partir da divisão iniciada por Freud.

Voltemos então ao dicionário. Vamos pegar a definição “ciência do comportamento humano ou animal”. Parece simples e óbvio, afinal todo mundo sabe o que é comportamento, não é? Não, não é. Diga-me você então o que é comportamento. É difícil descrever? Então vamos por exemplos. Falar é um comportamento? Sim. Andar é um comportamento? Sim. Até aí está muito fácil. Mas aí podemos complicar um pouco. Lembrar é um comportamento? Imaginar é um comportamento? E sonhar, seria um comportamento? Você pode responder sim ou não a estas perguntas, dependendo do que você entende por comportamento. Da mesma forma, no começo da história da psicologia moderna, lá entre os anos 1800 e 1900, alguns cientistas disseram sim e outros disseram não. E, é claro, cada um achava que estava mais certo que o outro. E mesmo entre os que concordavam com o “sim”, surgiam outras divergências. Eles pensavam: Tudo bem, vamos admitir que imaginar seja um comportamento. Mas como medir a imaginação? Como observá-la objetivamente ocorrendo na mente de uma pessoa? A necessidade de medir o fenômeno e de observá-lo objetivamente era uma exigência da ciência tradicional, criada nos moldes das ciências naturais (Física, Química, etc.). E a psicologia queria ser uma ciência, então precisava adequar-se. Aí, para resolver o problema de como medir, uns criavam engenhosos processos, treinando a pessoa para que ela aprendesse como relatar detalhadamente o que se passava em sua mente, ou ainda faziam medidas de alterações fisiológicas no organismo da pessoa, associando as alterações orgânicas aos processos mentais que não podiam ser medidos diretamente. Outros ainda, desprezaram esses processos que não podiam ser diretamente observados, dizendo que se não era possível medi-los, então não deviam fazer parte da psicologia. Outros, mais arrojados, e principalmente depois de 1900, começaram a suspeitar que aquele modelo de ciência não era mais suficiente para explicar os fenômenos psicológicos e começaram a propor novos modelos.

Em determinados momentos históricos surgiram visões radicalmente novas sobre o ser humano, e daí uma nova corrente de pensamento passava a desenvolver a psicologia segundo essa visão. Questões filosóficas ainda sem resposta, como qual a dose de livre-arbítrio que cada indivíduo possui, são uma das chaves para compreender porque as correntes psicológicas não conseguiam, e ainda não conseguem, aceitar umas às outras e formar um corpo único para a psicologia. Mas não se preocupe, a psicologia é ainda bebê. Historicamente ela acabou de nascer. É possível que no futuro todas as correntes de pensamento acabem convergindo para um mesmo ponto e uma unificação seja possível.

Foi assim que, a cada novo assunto estudado e a cada nova pergunta formulada, surgiram divergências de opiniões, criaram-se novas correntes de pensamento, iniciaram-se novos embates e discussões. Cada nova linha de pensamento recebeu novos adeptos, que acrescentaram informações ou corrigiram afirmações feitas anteriormente. De todas essas reviravoltas, chegamos hoje a uma psicologia que se apresenta em três grandes correntes de pensamento, ou três “forças”. Cada uma delas tende a rejeitar as outras e procurar impor-se como a que melhor explica o ser humano. Cada uma delas tem sua própria definição de psicologia e sua própria visão de homem. Há ainda uma quarta força, que representa a primeira tentativa de unificação das três anteriores. Vamos a elas:
(continua…)

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44 Comentários sobre “O que é psicologia (para leigos)”

  1. Roberto disse:

    Sabe, professor, a psicologia me parece mais como um endereço, onde a gente marca um encontro para se encontrar consigo mesmo no mundo….fico feliz por essa nova tal de psicologia transpessoal, eu nem sabia das outras direito, mas vejo as várias fases do ser como animal, humana, espiritual e transcendental, a fragmentação do saber faz parte da criação do mundo, acho que no fundo o objetivo de tudo e de todos é poder se unificar, ou pelo menos, interdisciplinarizar as áreas do conhecimento na busca de respostas. Abração

    • Alexandre Pedrassoli disse:

      Roberto,
      Obrigado por seus comentários. Concordo com você sobre a necessidade de unificação. O homem começou a dividir o conhecimento em disciplinas para poder estudar a fundo cada parte do conhecimento. Mas a etapa de reunificação é necessária para que se tenha uma compreensão ampla do mundo. Continue em sua busca. Um abraço!

  2. Alan disse:

    Tenho 16 anos, sou tímido, adoro exatas
    e utimamente minha vida deu uma reviravolta total.
    Meus conceitos e sonhos estão tomando outros rumos,
    não sei se estou pirando, só sei que estou perdido

    Parabéns pelo Bom Texto!
    Deu para compreender bem como é psicologia e que não é uma ciência fácil.

    • Alexandre Pedrassoli disse:

      Alan,
      Obrigado pelos comentários.
      Esses períodos de revolução são muito ricos para o crescimento pessoal!! Aproveite.
      Você não parece estar se sentindo mal de estar perdido. Continue em sua busca que daqui a pouco você encontra seu caminho de novo (e mais pra frente se perde de novo, se encontra, se perde… :) O caminho é assim mesmo)
      Abração

  3. Fernando disse:

    Sensacional!!!!…Finalmente, de uma forma eficiente e clara o texto nos possibilitou um conhecimento mais amplo da Psicologia. Parabéns pela iniciativa. Muito elucidador.

  4. Renata disse:

    Estou no 2º semestree de Psicologia… e seu texto explica bem resumidamente o pontos basicos da psicologia .. claro que é muito complexo e por na pratica tudo isso ou em um trabalho é simplesmente um passaporte para uma dor de cabeça, aonde vc vai ter uma ideia inicial e ao fim da analise vai ter outras 5 ou 6 ideias de como tal fato ocorre… mas como vc disse é facinante *–*

    Paraben’s

    • Alexandre Pedrassoli disse:

      Oi Renata
      Obrigado pelo comentário.
      É, o começo do curso de psicologia é assim mesmo. É tanta coisa que a gente se sente perdido.
      Mas não tenha pressa e o mais importante, estude de tudo. Psicologia é uma área que não tem fim, pode-se passar a vida estudando e sempre se descobre algo mais. Fascinante! ;)
      Um abraço

  5. castro disse:

    MUUUUUUITO BOM ESSE TEXTO!!!!!
    pô valeu…..deu uma clareada nas minhas idéias, você bem que poderia escrever um livro (se é que já não escreveu kk)

  6. Luciana disse:

    Cursei 2 anos de ADM com enfase em marketing, e durante muito tempo entre o marketing e RH, percebi que minha paixao era mesmo a psicologia. O texto foi muito bem colocado e consegui perceber que o comportamento humano é de fato fascinante, e a busca do auto-conhecimento é insaciavel ao ser humano, quanto mais achamos que sabemos, muito mais vem pela frente. Tenho muita vontade de trabalhar com crianças, e gostaria muito da sua opinião com relaçao a essa area, indicações de sites sobre a psicologia infantil e qual é o fundamento principal dela.

    Obrigada e parabens pelo texto! :)

    Beijos!

    • Alexandre Pedrassoli disse:

      Oi Luciana,
      Puxa, tem tanta coisa na área de psicologia infantil que fica difícil indicar. Dois grande autores que trabalharam e desenvolveram teorias relacionadas à psicologia infantil foram Winnicott e Piaget. Procure sobre eles na net. É um bom começo. Mas é um PEQUENO começo mesmo ;)
      Um abraço

  7. gil disse:

    Olá tudo bom? adorei o texto e me ajudou bastante para estudos. Você poderia me conceder autorização para utilizar o seu texto e fazer um vídeo baseado nele? é claro te dando autoria. aguardo uma resposta. Obrigado.

  8. André Luiz disse:

    Sou estudante de Direito e a Psicologia é uma das disciplinas do período que curso. Estou impressionado com a objetividade de seu texto. De uma didática perfeita e sem a retórica intelectualista, muito comum neste tipo assunto, aborda imparcialmente um tema polêmico por essência. Os próprios pensadores da área são vítimas de uma fonte eterna do sofrimento humano; a vaidade.
    Tal qual no seu texto, a imparcialidade seria de grande valia aos estudos da natureza humana. Entretanto, reconheço a dificuldade do próprio homem de se conhecer. Uma vez que o próprio ser está inserido nas viscissitudes de suas dúvidas.
    A Psicologia ainda trata do homem pelas bordas. No centro as chamas das incertezas queimam esplendorosas onde há apenas algumas cusparadas da ciência tentando controlá-las.

    Parabéns e obrigado pela ajuda a este leigo aqui.

    • Alexandre Pedrassoli disse:

      Caro André Luiz,
      Muito agradecido pelos elogios. Você tem razão quanto à imparcialidade. Dentro da própria psicologia há muitas desavenças desnecessárias para tentar impor esta ou aquela visão. A postura dogmática de muitas pessoas impede o enriquecedor exercício de “colocar-se no lugar do outro”.
      Recentemente li um ótimo livro de psicologia, bastante denso, que procura dar uma visão mais imparcial das diversas correntes: Personalidade: teoria e pesquisa (Pervin & John). Parece que a psicologia começa a querer formar um núcleo de entendimento comum das diversas correntes.
      Obrigado pelo comentário
      Um abraço

  9. Suka disse:

    Oie, vou fazer vestibular esse ano e pretendo cursar psicologia. Essa matéria reforçou mais ainda a minha escolha! Beijos

    • Alexandre Pedrassoli disse:

      Suka,
      Obrigado pelo comentário.
      Que bom! Fico feliz que o texto tenha te incentivado.
      Um abraço e boa sorte em seu curso.

  10. vanda disse:

    Olá!
    Parabéns, gostei muito do texto!Para leigos e curiosos é bastante esclarecedor.
    Gostaria de saber como a psicologia humanista compreende e lida com crianças com déficit de atenção e hiperatividade.

    Obrigada,
    Vanda

    • Alexandre Pedrassoli disse:

      Oi vanda,
      Pergunta difícil de responder. Mas para resumir, eu diria que, como a psicologia humanista não focaliza a doença, mas o indivíduo como um todo, ela procuraria compreender o que o comportamento da criança significa no contexto familiar e social da criança. E em muitos casos que são diagnosticados como deficit de atenção e hiperatividade é a família que sem saber colabora para manter aquele comportamento da criança. Casos em que há uma disfunção e precisam mesmo de medicação são raros. A maioria dos casos que atendi com essa queixa são resolvidos no contexto familiar.
      Obrigado pelo comentário
      Um abraço

  11. Gabriela Pelosi disse:

    Gostei muito do texto! Sou musicoterapeuta e fundamento meu trabalho especialmente nas teorias de Nordoff e Robbins, dois importantes clínicos e teóricos que foram profundamente influenciados pelo humanismo e buscaram utilizar a música para despertar esse potencial criativo e auto-realizador das pessoas. Quando dois indivíduos se encontram na música realmente acontecem esses momentos mágicos tbm descritos pela psicologia transpessoal, onde as dimenssões da realidade interior e exterior se fundem e que podemos nos sentir parte de um todo, ainda que ao mesmo tempo estejamos cada vez mais próximos de nossa individualidade. Realmente especial.

  12. Michele disse:

    Estou no 1º semestre de Psico e estudando história da Psico, o que inicialmente estava sendo meio confuso, mas seus textos são bastante esclarecedores. Muito obrigado pela ajuda!
    Dúvidas: Existe restrições em relação a formação? Por exemplo: Tenho que seguir uma linha específica? Eu não posso decidir de acordo com a situação de que maneira irei proceder, seja ela comportamental, humanista, analitica, terapias alternativas…etc?

    Muuuuuuuito Obrigado!

    • Alexandre Pedrassoli disse:

      Cara Michele, bom dia.
      Obrigado pela sua pergunta no site
      Não há restrição quanto à formação. Mas como vc ainda está no 1o. ano, é bom que você conheça pelo menos uma linha muito bem. Escolha a que mais faz sentido para sua própria vida. É difícil misturar tudo logo de cara. Mais para frente, vc vai começar a compreender bem os limites de cada abordagem e poderá começar a relacionar duas ou mais. Veja abaixo resposta que encaminhei para uma questão parecida.

      Estou à disposição se quiser conversar.

      Um grande abraço e boa sorte em seu curso!

  13. Geisi disse:

    Muito legal esses textos!

    Me ajudaram muito….

  14. joelma disse:

    oi ate ai tu tens muita razão sobre a psicologia, cabe nós os psicologos organizar uma conferencia para ser debater sobre o problema da definição.
    porque cada um tem a sua maneira de entender e de racionar mias se calhar a ideia de cada um não falha mto sobre o que entendeu sobre a psicologia

    • Alexandre Pedrassoli disse:

      Oi joelma,
      Acho que o problema de definição deve ser percebido, mas não sei se deve ser resolvido pela criação de uma “definição definitiva”. A multiplicidade de definições é inerente à própria diversidade humana. O que deveria ser eliminado são as brigas entre as diversas “facções” dentro da psicologia. Isso sim é falta de tolerância com quem pensa diferente.
      Obrigado pelo comentário.

  15. Emerson Pereira disse:

    muito esclarecedor o texto, complementou consideravelmente a aula que tive hoje na faculdade,pois sou estudante de psicologia.1 ano Faço psicoterapia e se não estiver enganado passei por experiencia determinista tanto do mundo exterior como do mundo interior, e hoje sinto essa liberdade de escolha para decidir por conta propria o que é bom para meu crescimento é como se eu estivesse um desapego.penso em ser essa experiencia transpessoal. Muito obrigado pelo texto sempre sera bem vindo.

    • Alexandre Pedrassoli disse:

      Emerson,
      Obrigado pelos comentários.
      É um tanto difícil descrever a experiência transpessoal. O transpessoal trascende também a lógica cartesiana, por isso faltam palavras para descrever a experiência. Boa sorte em seus estudos e em sua busca pessoal.
      Um abraço

  16. naza disse:

    depois de lê com atenção, observei que realmente é difícil definir esse ramo. Mas de qualquer forma é fascinante e gostoso de lê sobre o assunto

  17. Josias Cabelo disse:

    Excelente texto, muito bem escrito e fundamentado.

    Sou profissional da Ciência da Computação, iniciando mestrado, com 10 anos de profissão, coisa e tal. Desde os idos tempos do segundo grau, minha cabeça esteve focada no estudo da Psicologia. À época lia Jung, e confesso que hoje em dia não sabia nem o que lia, mas me sentia muito atraído pelas idéias e forma de pensar. Como comecei nesta história de computação muito cedo – com 15 anos de idade, profissionalmente mesmo – acabei naturalmente seguindo o caminho. Mas tem aquela coisa lá no inconsciente que me diz que tenho que cursar Psicologia e cessar essa curiosidade.

    Pois bem, a breve introdução serviu somente para contextualizar o elogio. Repetindo: seu texto é sensacional e diria que “básico” para qualquer leigo no assunto. Apesar de envolto em leituras técnicas da área há algum tempo, sua visão da ciência esclarece de forma embasada.

    Vale até uma twitada! :)

    • Alexandre Pedrassoli disse:

      Olá Josias, obrigado pelo comentário e pelos elogios (sem contar a divulgação :) ).
      Temos muito em comum. Também me formei em Ciências da Computação e só fui pra Psicologia depois de quase 9 anos na informática.
      Hoje trabalho como psicólogo e gosto muito mais do que faço.
      Quem sabe você não se arrisca também e acaba gostando?
      Boa sorte!

  18. luciene disse:

    Alexandre,
    li seus artigos sobre, psicologia humanista e achei mto interessante, vc consegue relacionar a psicologia humanista humanista com o romantismo???

    • Alexandre Pedrassoli disse:

      Olá luciene,
      Obrigado pelo comentário.
      Eu não saberia bem como relacionar o romantismo com o movimento humanista na psicologia. Aí vão alguns palpites:
      Pelo que eu conheça, a influência do romantismo na psicologia estaria inicialmente ligado às idéias de Brentano e Dilthey.
      Brentano foi professor de Husserl, e Husserl fundou a fenomenologia, que influenciou o movimento humanista na psicologia.
      Procure também informações sobre o “romantismo alemão” e o “idealismo alemão”.
      É uma dica de como vc poderia buscar uma associação. Espero que ajude.
      Boa sorte!

  19. Marilyn disse:

    Faço terapia ha algum tempo, desde que descobri ter Transtorno Bipolar, e ja conheci psicologas de diferentes correntes…
    Atualmente faço terapia com uma psicóloga que tem sua formação baseada na corrente humanista.
    Tive curiosidade em conhecer mais sobre o que seria essa corrente humanista e porisso procurei o site.
    Foi interessante ler as definições sobre as diversas correntes e por isso gostaria de agradecer e parabenizá-lo pela iniciativa.
    Obrigada e muito sucesso!

  20. Daiana disse:

    Olá Alexandre,

    Não tinha conhecimento desse site, estava procurando artigos referente a psicologia e Skinner e acabei me deparando com artigos interessantes e de facil compreensão.
    Eu pretendo fazer faculdade de psicologia mas de psicologia nada sei e li seu texto “O q é psicologia? para leigos” e realmente alimentou minha curiosidade e acabei pegando os outros textos (praticamente todos) para ler.
    Obrigada pelo texto. Realmente fascinante.
    Ps. Vou estudar mais sobre o assunto, ler as outras matérias e volto aqui =).

    Obrigada novamente e Bom Final de semana.

  21. José Guilherme disse:

    Eu gostei muito da sua definição da Psicologia, eu pretendo fazer faculdade e o que li aqui me deixou mais intrigado para saber mais afundo sobre as Forças que movem os pensamentos psicológicos.
    Muito bom mesmo!

  22. daniela disse:

    oi esse etudo foi muito inportante para min e legal

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